Mais informações sobre guias: ideia de custos, como aproveitar o passeio com o guia, informações sobre os guias que conheço pessoalmente ou que tivemos boas indicações.

Um guia ornitológico multiplica suas chances de ver e fotografar as aves

O guia conhece os melhores pontos para procurar as aves, tem visão aguçada e ótimas audição e memória. Quando uma ave emite um som, ele sabe qual é a espécie e toca uma gravação. Muitas vezes a ave se aproxima, achando que é um invasor ou parceiro.

 

Testemunho de *Claudia Komesu: comecei a fotografar natureza em julho de 2005. De julho de 2005 a dezembro de 2008 (40 meses) registrei umas 230 espécies de aves brasileiras. Depois que caí de amores pela atividade (em dezembro de 2008, quando *decidi um passeio principalmente para ver uma ave, o famoso tangará-rajado), em 13 meses fotografei mais 213 só entre Mata Atlântica e Cerrado. O que fez diferença:

  • Sair bastante para fotografar. Em 52 finais de semana saí em 38. Nem todos os passeios eram focados em fotografia, mas levei a câmera e fotografei pelo menos por uma hora.
  • Passar a fazer saídas com guias ornitológicos, um monte. Só com o *Rafael Fortes fiz umas 12. (não sou tão maluca. Tenho esses números porque no início de 2010 fiz um post para o Photorats, um balanço de 2009. Vícios de quem trabalhava em consultoria econômica).
  • Sempre sair cedo. O que eu vejo entre às 6h30 às 11h não se compara ao resto do dia.
  • Playback.
  • Estudar a lista das aves de uma cidade e buscar as especialidades.
  • E se você está em busca de diversidade, ir para um bioma diferente aumenta muito sua lista. Em 2012 fui pra o *norte do do Tocantins, em uma área de Cerrado bem preservado e transição com Amazônia. Registrei mais de 120 espécies de aves, sendo 55 lifers (espécies que eu não tinha registro). Em dezembro de 2012 *fui para Carajás, onde fotografei também cerca de 120 espécies, sendo 53 lifers. As duas viagens foram com guias (eu não teria arriscado ir por conta própria) e não são recomendadas para iniciantes.
  • Essas duas viagens foram minhas passarinhadas mais intensas e difíceis, e acho que não conseguiria fazer isso com frequência. Por exemplo, gosto muito de ir para *Jacutinga – MG (já fui várias vezes), com o *Geiser Trivelato como guia, com o objetivo apenas de passarinhar, mesmo que não haja muitos lifers.

 

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