Se você quiser as melhores práticas, o ritual é mais ou menos assim: no dia anterior você deixa roupas e equipamentos prontos e separados. Se você está perto do lugar do passeio, acorda umas 5h30, se apronta, toma café da manhã e sai antes das 6h30 (ou às 6h, se for no verão). Logo que amanhece as aves estão mais ativas, em busca de alimento, e a luz também é mais bonita. É possível passarinhar em outros horários, mas para a maioria das espécies, o melhor horário é pela manhã. Chegando ao local, todos de olhos e ouvidos atentos e quanto menos conversa, melhor. O guia vai lhe apontar se vir algo. Ele também pode ouvir a vocalização de uma ave e tentar atraí-la com o playback.

O playback é a gravação da voz da ave, e muitas vezes atrai a ave para mais perto, porque ela acha que é um invasor ou um parceiro. Com o playback é possível ver espécies que, de outra forma, seriam bem difíceis de avistar. Quando o guia toca, e de repente a ave está lá na sua frente, parece mágica, mas é preciso usar com responsabilidade e respeito pela fauna.

Mais informações sobre como é um passeio.

Mude de sintonia e amplie seus sentidos

Para quem está começando, a companhia de um guia ornitológico ou de um colega mais experiente facilita bastante o aprendizado. O amanhecer é o melhor horário. Seu guia ou colega irá levá-lo aos lugares mais favoráveis aos avistamentos, vocês vão caminhar devagar e em silêncio, atentos aos sons e movimentos nas folhas. Se vocês se moverem com tranquilidade, muitas aves permitem uma boa aproximação.

 

Nesta foto, *Claudia Komesu fotografando no Pantanal, em 2008. Neste link, na aba “Um exemplo de com zoom e sem zoom”, você pode ver a distância a que ela estava da ave, e como ficou a foto tirada por ela, e a foto tirada sem zoom pelo Cristian Andrei, que estava brincando de making off.