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O Parque Ecológico do Tietê é um lugar amigo da observação de aves. Passarinhem no PET e divulguem!

  • Texto e fotos: Claudia Komesu. Nikon D800 e Sigma 50-500

Escrevi este post em janeiro, mas aparentemente não publiquei no Virtude, acabei só fazendo a divulgação pelo Facebook. Publico agora aqui. A maioria das fotos é do dia 27 de janeiro de 2014, mas incluí aqui também algumas poucas imagens dos dias 12 e 19 de fevereiro, quando voltamos ao PET, mas sem foco total em passarinhar. No dia 12 fizemos uma reunião com o diretor Edson Candido para falar do birdwatching – fomos muito bem-vindos, na verdade o PET já era a favor do birdwatching, o diretor só queria esclarecer um incidente com um colega, (veja a mensagem oficial do DAEE, abaixo), e falamos de outras possíveis atividades. No dia 19 acompanhamos a equipe do Good News numa gravação, que mostra os cenários do parque, fala sobre as aves, e também do excelente trabalho do Centro de Triagem de Animais Silvestres, que recebe os animais apreendidos ou entregues pela população, e consegue devolvê-los à natureza em 70% dos casos: http://www.redetv.uol.com.br/Video.aspx?107,12,395992,jornalismo,good-news,parque-estadual-do-tiete-nasceu-para-conter-enchentes-

Parque Ecológico do Tietê
Horário de funcionamento do núcleo: 6h às 17h – Entrada Gratuita
Estacionamento: 50 vagas no interior, próximo à administração do parque
Telefone: 11 2958-1477.
Endereço: Rua Guira Acangatara, 70, São Paulo – SP

Passarinhando sem pressa, sem ansiedade, sem lista de metas, parando pra observar e fotografar aves comuns, olhando tudo ao redor – inclusive quatis fofinhos e, sempre que possível, encerrando o passeio num boteco ou restaurante. É nesse pique que tenho aproveitado os passeios em São Paulo, na companhia dos amigos Juliana Diniz, Rodrigo Popiel e Luccas Longo. Dessa vez fomos ao Parque Ecológico do Tietê. O site do parque diz que abre às 8h, mas não é verdade! É possível entrar desde às 6h. Se o segurança perguntar se você veio caminhar, pode dizer “vim caminhar e observar aves”.

Bom, em janeiro a gente ainda não sabia dessa história, por isso marcamos para as 8h. Uns problemas no trânsito, começamos o passeio um pouco mais tarde. O parque é grande, com diversos ambientes para favorecer as aquáticas.

As aves estavam meio sumidas. Mistura de verão, calor, e talvez um pouco de azar. O Luccas topou com um segurança do parque, amigo dele, e o rapaz contou que as aves estavam sumidas mesmo desde a maldita queima de fogos de ano novo (com certeza não é um evento do parque, e sim, o que as pessoas comuns soltam nos arredores). Digo que foi azar porque o Luccas voltou ao PET dois dias depois, para encontrar alguns amigos, e já viram bem mais aves. Infelizmente fizemos o passeio justo no dia que elas ainda não tinham decidido voltar.

Apesar de não ter muitas aves pra ver, em boa companhia isso não importa muito. Vimos carão, muitos curutiés – inclusive com luz bonita, diversos cardeais (mas não o do Nordeste, só o cardeal que vive no Sul), sabiá-barranco, laranjeira, bem-te-vi-rajado, bem-te-vi, minha melhor foto de figurinha-de-rabo-castanho, um casal de tuins muito simpáticos e tranquilos, se alimentando de umas sementinhas – pousaram bem baixo e não tinham medo dos pedestres, anu-preto, frango-d´água-comum, mergulhão-pequeno, ferreirinho-relógio, socozinho, pica-pau-anão-carijó, muitos urubus na ilha dos macacos. Não topamos com o famoso gavião-belo, nem o gavião-caramujeiro estava por lá. (no passeio do dia 12 de fevereiro, com as ficas precisas da Lilian Sayuri, conseguimos ver e fotografar o gavião-belo, por isso a foto dele aqui).

E tivemos show de quatis! Eles estão pelo parque, e há diversas placas alertando para não alimentar os animais e tomar cuidado com eles. Uma das placas recomenda até para evitar carregar sacolas, porque os bichos podem ir atrás de você achando que tem comida.

Parece exagero? Não é. Paramos num local com sombra, o Rodrigo fotografava um quati na sombra, o Luccas foi abrir uma barrinha de cereal, eu tinha tirado a mochila pra pegar a garrafa d´água. Ao primeiro leve som da embalagem abrindo, surgiu um bando de quatis, grandes e pequenos, foram todos pra cima do Luccas. Foi incrível. Claro que não demos comida, mas não íamos enxotá-los, nem deixar de fotografar. Foi impressionante a rapidez com que eles apareceram.

Tive a oportunidade de ver também um ninho de quatis, o Luccas nos mostrou: é um emaranhado de folhas e galhos que as fêmeas constroem no alto das árvores, e é onde elas parem os filhotes.

Apesar de poucas fotos de aves, graças à companhia foi um ótimo passeio. O Rodrigo tinha que voltar pro trabalho, mas eu, o Luccas e a Ju podíamos ir almoçar juntos. Fomos pro São Cristóvão na Vila Madalena, onde terminamos o passeio com boa comida e cerveja gelada.

Segurança e fotografia no Parque Ecológico do Tietê

A administração do Parque Ecológico do Tietê – PET é iluminista e iluminada: é um dos poucos parques públicos paulistas que reconhecem oficialmente o birdwatching e quer atrair birdwatchers para o parque. No início de abril o Jardim Botânico de São Paulo também manifestou oficialmente  o reconhecimento dos observadores e fotógrafos amadores de aves: http://virtude-ag.com/eu-divulgo-entrar-as-6h-no-botanico-sp-abr14/

Em meados de janeiro houve um incidente com um colega no PET, que foi impedido de entrar com câmera. Entramos em contato com o parque, que rapidamente se pronunciou pedindo desculpas, falou que foi um equívoco do funcionário, e que estavam reforçando o treinamento.

E é verdade: durante nosso passeio, cruzamos com diversos seguranças fazendo a ronda. Nada. Apenas olhavam, e olha que eu estava com câmera grande e tripé. Não vieram nem perguntar se a foto tinha finalidade comercial, provavelmente nos identificaram como birdwatchers e nos deixaram sossegados, foi muito bom.

Andando em grupo me senti totalmente tranquila, inclusive pra ir pras trilhas estreitas na beira dos lagos  – esses lugares mais afastados, em que se vê dezenas de embalagens de camisinha no chão. Mas nessa época tem tanto pernilongo que é impossível não pensar “caramba, como esse pessoal consegue”.

A segurança do parque, feita inclusive com carros que circulam lentamente pelas trilhas principais e de moto pelas trilhas secundárias, é ostensiva e frequente. Mas é claro que se você puder ir passarinhar num grupo, é uma garantia a mais, em especial para poder entrar nas trilhas estreitas que beiram os lagos.

Agradeço a Aline Machado, da Assessoria de Imprensa do Departamento de Águas e Energia Elétrica, que foi quem fez o contato comigo e explicou como o PET é a favor do birdwatching, e também ao sr. Edison Aparecido Cândido, diretor do PET, com quem iniciamos um diálogo que provavelmente resultará em trabalhos colaborativos entre o parque e os birdwatchers.

Recomendo o Parque Ecológico do Tietê como um lugar amigo dos birdwatchers. Passarinhem no PET e divulguem :o)

Reproduzo aqui a gentil mensagem da assessoria de comunicação do Departamento de Águas e Energia Elétrica, o DAAE:

“Caros integrantes do grupo “Quero Passarinhar”,

Em nome do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) e do PET (Parque Ecológico do Tietê), pedimos desculpas pelo ocorrido no último domingo, (12/1), com o birdwatcher que foi proibido de fotografar no núcleo Engenheiro Goulart. Ressaltamos, que o fato não representa o posicionamento do parque em relação à fotografia amadora, nem a atividade desenvolvida pelos birdwatchers, sempre muito bem-vindos nas dependências do núcleo. Por este motivo, estamos tomando medidas, principalmente no reforço de orientações dos funcionários, para evitar que situações como a citada acima voltem a ocorrer.

Informamos ainda, que só é necessária autorização prévia para fotografias e gravações com fins comerciais e/ou para uso da imprensa. Para evitar qualquer transtorno, solicitamos que os observadores com equipamentos profissionais apenas se apresentem na administração, que fica ao lado direito da entrada principal do parque e próximo aos painéis com as informações dos pássaros.

Sabemos da importância do grupo e ficamos felizes com o reconhecimento do PET como um lugar para a prática dessa atividade, ainda pouco difundida no Brasil.

Mais uma vez, pedimos nossas sinceras desculpas e nos colocamos a disposição – assim como o diretor do parque -, para sanar qualquer dúvida, receber sugestões ou auxiliá-los no que for necessário, entre em contato por meio do facebook (https://www.facebook.com/DAEESP) ou e-mail (imprensadaee@sp.gov.br).

Att,
DAEE – ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
Rua Boa Vista, 170 – bloco 5 – 7º andar – Centro
São Paulo – SP – CEP: 01014-000
Fones (011) 3293.8262/8223/8507/8414/8261/8385/8475/8492/8508
e-mail – imprensadaee@sp.gov.br
Visite nosso site – www.daee.sp.gov.br
Siga o DAEE no Twitter: http://twitter.com/daeesp

Lista de aves do parque publicadas no Wikiaves, mais algumas observações pessoais. Uma reportagem de julho de 2012 fala de 183 aves, mas não achei a lista oficial de aves do parque. Links para as páginas das espécies no Wikiaves.

Espécie Nome Comum
Elanus leucurus gavião-peneira
Rostrhamus sociabilis gavião-caramujeiro
Amazonetta brasiliensis pé-vermelho
Anas bahamensis marreca-toicinho
Anas versicolor marreca-cricri
Dendrocygna autumnalis asa-branca
Dendrocygna bicolor marreca-caneleira
Dendrocygna viduata irerê
Anhinga anhinga biguatinga
Aramus guarauna carão
Ardea alba garça-branca-grande
Ardea cocoi garça-moura
Butorides striata socozinho
Egretta thula garça-branca-pequena
Nycticorax nycticorax savacu
Syrigma sibilatrix maria-faceira
Hydropsalis parvula bacurau-chintã
Coragyps atratus urubu-de-cabeça-preta
Coereba flaveola cambacica
Columba livia pombo-doméstico
Patagioenas picazuro pombão
Coccyzus melacoryphus papa-lagarta-acanelado
Crotophaga ani anu-preto
Piaya cayana alma-de-gato
Lepidocolaptes angustirostris arapaçu-de-cerrado
Sicalis flaveola canário-da-terra-verdadeiro
Sporophila leucoptera chorão
Volatinia jacarina tiziu
Zonotrichia capensis tico-tico
Estrilda astrild bico-de-lacre
Caracara plancus caracará
Falco sparverius quiriquiri
Certhiaxis cinnamomeus curutié
Furnarius rufus joão-de-barro
Synallaxis spixi joão-teneném
Pygochelidon cyanoleuca andorinha-pequena-de-casa
Stelgidopteryx ruficollis andorinha-serradora
Agelasticus cyanopus carretão
Icterus pyrrhopterus encontro
Molothrus bonariensis vira-bosta
Jacana jacana jaçanã
Mimus saturninus sabiá-do-campo
Anthus lutescens caminheiro-zumbidor
Geothlypis aequinoctialis pia-cobra
Passer domesticus pardal
Phalacrocorax brasilianus biguá
Colaptes melanochloros pica-pau-verde-barrado
Picumnus cirratus pica-pau-anão-barrado
Veniliornis spilogaster picapauzinho-verde-carijó
Podilymbus podiceps mergulhão-caçador
Tachybaptus dominicus mergulhão-pequeno
Brotogeris tirica periquito-rico
Diopsittaca nobilis maracanã-pequena
Forpus xanthopterygius tuim
Gallinula galeata frango-d’água-comum
Pardirallus nigricans saracura-sanã
Porphyrio martinica frango-d’água-azul
Himantopus melanurus pernilongo-de-costas-brancas
Todirostrum cinereum ferreirinho-relógio
Calidris melanotos maçarico-de-colete
Tringa flavipes maçarico-de-perna-amarela
Tringa melanoleuca maçarico-grande-de-perna-amarela
Tringa solitaria maçarico-solitário
Phaetusa simplex trinta-réis-grande
Conirostrum speciosum figuinha-de-rabo-castanho
Paroaria coronata cardeal
Pipraeidea melanonota saíra-viúva
Ramphocelus bresilius tiê-sangue
Tachyphonus coronatus tiê-preto
Tangara sayaca sanhaçu-cinzento
Tersina viridis saí-andorinha
Thlypopsis sordida saí-canário
Platalea ajaja colhereiro
Pachyramphus validus caneleiro-de-chapéu-preto
Amazilia lactea beija-flor-de-peito-azul
Chlorostilbon lucidus besourinho-de-bico-vermelho
Eupetomena macroura beija-flor-tesoura
Troglodytes musculus corruíra
Turdus amaurochalinus sabiá-poca
Turdus leucomelas sabiá-barranco
Turdus rufiventris sabiá-laranjeira
Arundinicola leucocephala freirinha
Camptostoma obsoletum risadinha
Elaenia flavogaster guaracava-de-barriga-amarela
Empidonomus varius peitica
Fluvicola albiventer lavadeira-de-cara-branca
Fluvicola nengeta lavadeira-mascarada
Machetornis rixosa suiriri-cavaleiro
Megarynchus pitangua neinei
Myiodynastes maculatus bem-te-vi-rajado
Myiozetetes similis bentevizinho-de-penacho-vermelho
Pyrocephalus rubinus príncipe
Satrapa icterophrys suiriri-pequeno
Serpophaga subcristata alegrinho
Tyrannus savana tesourinha