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Birdwatcher: protetor das aves e da natureza

Observador de aves, cuja data nacional é comemorada no dia 28 de abril, é um aliado da conservação

  • Texto: NQM Comunicação – Assessoria de Imprensa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza
  • Fotos: Claudia Komesu (aves). Dos birdwatchers em ação: Cristian Andrei, Claudia Komesu, Hideko Okita. A assessoria enviou uma foto de sugestão, mas perguntei se podia usar as minhas, ela disse que sim. Esse texto não foi escrito especialmente para o Virtude, ou seja, a assessoria escreveu e divulgou para canais diversos. Quem publicou terá este texto, mas as fotos deste post só estão aqui.

A prática de observação de aves, hobby antigo na Europa e nos Estados Unidos, vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil. Não existem estatísticas oficiais, mas o WikiAves – site de conteúdo interativo direcionado à comunidade brasileira de observadores de aves – tem 17.452 usuários cadastrados, dos quais muitos são praticantes dessa atividade. A maioria deles está concentrada em seis estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Ser ou tornar-se um observador de aves ou birdwatcher – cuja data nacional é comemorada em 28 de abril – é relativamente simples. A atividade pode ser realizada por todas as pessoas, independente de suas limitações. Para iniciar, é preciso ter interesse, vontade e alguma dedicação.

“Eu costumo dizer que, para ser um observador de aves, basta ser um apaixonado pela natureza e pela sua fauna”, diz Luciano Breves, birdwatcher assumido e fundador do projeto Ornithos, portal que divulga imagens ao vivo de aves, captadas diretamente do habitat das espécies. Segundo Breves, o desafio de observar o maior número de espécies exerce nos praticantes o mesmo fascínio de colecionadores. “É como montar um álbum de figurinhas, em que cada novo exemplar avistado é comemorado”, compara.

Em novembro do ano passado, Breves comemorou quando avistou pela primeira vez o gavião-miudinho (Accipiter superciliosus), uma das menores aves de rapina do mundo e de difícil visualização. Ele estava no comando de uma expedição de birdwatching na Reserva Natural de Salto Morato – localizada no Paraná e mantida pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Num momento de descanso, ouviu um barulho e avistou a ave no alto de uma figueira.

“Espécies raras e/ou ameaçadas de extinção sempre despertam uma emoção maior no observador de aves. Não só pela dificuldade de encontrá-las, mas também pela compreensão de que nós, seres humanos, somos responsáveis pela sua sobrevivência ou o seu desaparecimento”, afirma Breves.

A diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes, ressalta a importância da observação de aves para a conservação da natureza. “Ao observar aves, as pessoas se aproximam da natureza, o que contribui para despertar nelas a consciência de que os ambientes naturais precisam ser preservados para que as aves – e outras formas de vida – continuem espalhando beleza pelo mundo”, afirma.

 

Onde praticar

O Brasil é o segundo país com maior riqueza de avifauna. De acordo com a Lista de Aves do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos, o território nacional possui 1.901 espécies registradas.

Com uma diversidade desse porte, torna-se fácil encontrar aves para observar. É possível fazer a atividade em parques, praças e até mesmo no quintal de casa. Contudo, em áreas naturais maiores e mais preservadas, como unidades de conservação, há a probabilidade de se encontrar maior abundância e diversidade de espécies, inclusive aquelas raras e ameaçadas de extinção.

Entre as unidades de conservação propícias à prática de birdwatching estão o Parque Estadual do Cristalino (MT) e os parques nacionais do Itatiaia (RJ) e da Chapada dos Veadeiros (GO).

Outra opção é a Reserva Natural Salto Morato, localizada em Guaraqueçaba (PR), na Mata Atlântica. Além do gavião-miudinho avistado por Luciano Breves, outras 324 espécies de aves já foram catalogadas no local, o que corresponde a quase 18% da avifauna brasileira e 43% da paranaense.

 

Dicas para iniciantes

A diversidade de aves na Reserva Natural Salto Morato motivou a Fundação Grupo Boticário a lançar em 2013 o “Guia do Observador de Aves: Reserva Natural Salto Morato”, disponível para compra no site da editora da Universidade Federal do Paraná (www.editora.ufpr.br).

O livro é ideal para ser utilizado por iniciantes. Além de apresentar 100 espécies de aves que ocorrem no local, trazinformações sobre como identificar diferentes aves, lista de equipamentos necessários para a atividade, comportamentos de um bom observador e de horários e locais mais adequados para a prática.

Confira algumas dicas de observação de aves apresentadas no Guia:

1-    A observação de aves pode ser feita em qualquer época do ano. Porém, na primavera, entre os meses de setembro a dezembro, elas estão bastante ativas e se expõe mais ao contato visual e auditivo.

2-    Acorde cedo. Em geral, as aves são muito mais ativas nas primeiras horas do dia, pouco após o amanhecer.

3-    Preserve o silêncio para que você seja notado o menos possível quando estiver observando as aves. O silêncio ajuda na sua concentração e também na aproximação das aves.

4-    Tente uma aproximação cuidadosa para observar os movimentos das aves, exercitando a paciência. É melhor esperar atentamente por um melhor momento quando a ave possa ser observada com detalhes.

5-    Seja perseverante, porque o começo é sempre mais difícil. É preciso insistir, mantendo-se parado e focado no objetivo, que é a observação das aves.

6-    Leve lápis ou caneta e um bloco para anotar as espécies que encontrar e detalhes de espécies que não conseguir identificar. Assim, depois, você poderá pesquisar mais sobre elas.

7-    Use roupas adequadas, discretas e confortáveis para que não interfira na sua prática. Sempre leve água, protetor solar e repelente.

 

Observações de Claudia Komesu, editora do Virtude

1 – Fico feliz em ver a Fundação Boticário apoiando abertamente o birdwatching. Obrigada, Boticário!

2 – A visão tradicional é apresentar o birdwatching como uma atividade de observação, mas no Brasil muita gente fotografa. Mais informações sobre câmeras para fotografar aves: http://virtude-ag.com/livre-cameras/

3 – Também é tradicional que o birdwatching seja visto como álbum de figurinhas. Mas essa não é a única forma de praticar o birdwatching. É possível ser adepto da atividade sem precisar sempre de novidades, e prestando atenção em tudo ao redor. Se você se identifica com esse perfil, pode se interessar pelo Lado B e pelo Slowbirdwatching (escreverei a respeito do slow em breve, mas o nome é auto-explicativo).

Ações a favor da divulgação do birdwatching e da conservação da natureza (+)