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1ª parada: Point Reyes – tranquilidade e cenários amplos

Point Reyes fica a 1h30 do aeroporto de São Francisco. A previsão era chegarmos na hora do almoço no aeroporto, talvez fazer umas compras em São Francisco e ir no fim da tarde pra Inverness. Mas demos azar. O voo atrasou, perdemos a conexão, tivemos que passar mais de 8h na Cidade do México, pegamos um carro pra ir conhecer as Pirâmides do Sol e da Lua e no caminho fomos extorquidos por policiais corruptos que inventaram que o México exige carteira internacional de direção (é mentira, não exige), pra nos levar US$ 200 (o primeiro pedido era de US$ 800). Chegamos em São Francisco depois das 22h30, e em Inverness depois da meia-noite.

O primeiro dia de passeio começou tarde. Fomos tomar café da manhã na Bovine Bakery, em Point Reyes Station, depois fizemos umas compras no Inverness Park Market, e então fomos para o centro de informação do Point Reyes National Seashore. Perguntamos sobre aves, descobrimos que duas semanas antes havia bandos de 10 mil aves limícolas, migrando, mas já tinham ido embora. O funcionário do parque marcou no mapa uns quatro locais mais prováveis de ver fauna. Passeamos pela Shoereline Highway, paramos pra comer umas ostras no Nick’s Cove, depois fomos pra Abbotts Lagoon, uma trilha de uns 3km até a lagoa e logo depois o mar.

Mal paramos no estacionamento e vi aves de rapina no céu. Fotografei de longe. Um Red-tailed Hawk e um Northern Harrier. No computador vi que o Northern Harrier estava com algo nas garras, não é fácil identificar, mas é preto e numa foto parecem ser patas de ave. Talvez o Red-tailed Hawk estivesse tentando piratear, mas parece que não conseguiu.

Na trilha, White-crowned Sparrow, Golden-crowned Sparrow, Song Sparrow, Black Phoebe, Say’s Phoebe, Turkey Vulture, Northern Harrier ao longe. Mais perto da praia bandos de Brow Pelican, de Canada Goose, uma Great Blue Heron (tem na lista do Brasil como Garça-azul-grande), American Pipit (um tipo de caminheiro). Encontramos com um casal que nos disse ter visto lontras se alimentando de uma ave morta, mas só vimos a ave morta. Cenário bonito e tranquilo. Na volta pro estacionamento, vimos um deer (um veadinho), é um bicho bem comum. No fim do dia seguimos a estrada em direção norte, e demos uma olhada em McClures Beach, mas não fizemos a trilha, só olhamos de carro. Na volta pra casa, na estrada, um ótimo momento com um Northern Harrier. Pouca luz, um vento de gelar a alma. Logo que vimos desci do carro, depois tive que voltar pro carro. De repente o gavião desce e surge outro, era um casal. Um ótimo fim de dia.

https://en.wikipedia.org/wiki/Abbotts_Lagoon

O dia seguinte já começou com fotos. Estávamos saindo da casa Airbnb, no horário civil de 8h, o Cris apontou “o que são aqueles?”, falei “devem ser corvos”, nem dei bola. Quando nos aproximamos vimos que eram quails, um bandinho de California Quail, um bicho que eu nunca tinha visto. Elas voaram para uma árvore baixa e consegui algumas fotos. Seguimos em direção ao sul, para os lados de Chimney Rock, onde há o Elephant Seal Overlook. O funcionário do parque tinha falado pro Cris que lá era o único lugar que ele sabia que poderíamos ver uma concentração de aves naquela época. No caminho, uma boa foto de quiriquiri fêmea, e também paramos para admirar e fotografar umas árvores que pareciam saídas do filme Peixe Grande. Chegamos no Overlook quase 9h.

Graças às compras na bakery e no mercado, estávamos com um ótimo pão levin, cenouras orgânicas, blueberry, o melhor salmão defumado que a gente já comeu, manteiga, queijo, salame. Pudemos fazer uma das coisas que a gente mais gosta nas viagens, que é fazer piquenique em meio a cenários maravilhosos.

Na pequena trilha até o mirante, onde há bancos, vimos lontras na água, uma família com dois adultos e três filhotes grandes. Na pequena enseada, muitos elefantes-marinhos jovens, e uma grande movimentação de Brown Pelican, Heermann’s Gull, umas gaivotas brancas agora qual espécie não sei dizer, não arrisco, biguás (de longe também não sei dizer se eram Double Crested ou Bramdt’s), Elegant Tern, Turkey Vulture. Realmente havia muitos, mas bem de longe, como foto não havia boas oportunidades. Isso não importava porque o cenário era incrível, estávamos felizes. Quando estávamos terminando nosso café, apareceu um coiote, bem perto da gente, o Cris que viu. Eu estava olhando pra baixo guardando as comidas, ele falou “um coiote!”. Bem tranquilo. Ficou alguns segundo nos olhando, depois seguiu caminho.

Voltando pro estacionamento topamos com um casal de fotógrafos que puxou conversa com o Cris. “Viu as lontras?”, “Vi”, “A gente mora na região e venho aqui sempre. É a primeira vez que vejo lontras”. Depois fomos pesquisar na internet e descobrimos que somos sortudos, elas voltaram em 2013 e são sempre um avistamento comemorado.

Saindo do Overlook demos uma passada em Dreaks Beach, mas achamos que eram remotas as chances de topar com fauna na praia. Fomos olhar o Limantour Beach, mas era trilha, deu preguiça, e resolvemos ir almoçar e seguir para nosso segundo destino, a cidade de Marina.

Fora do Brasil