A Flórida não é só um lugar para fazer compras e ir à Disney. Tem natureza exuberante e muitas aves lindas!

Já faz um ano que fui, aff – como passou rápido! No final de 2011, eu e meu marido decidimos ir para a Flórida / Estados Unidos, tendo como foco assistir as “24 horas de Daytona” (corrida de automóveis de longa duração) em janeiro de 2012. Conhecer um super-autódromo sempre foi um dos meus sonhos. Planos projetados, passagens compradas, reservas feitas, malas prontas, lá fomos nós. Chegamos em Miami no dia 25/01. E antes que a sequência de acontecimentos comecem a sumir da minha cabeça, melhor contá-los aqui.

Mosaico Biguatinga_Silvia_Linhares

Biguatinga (Anhinga anhinga). Consegui flagrar o momento que o macho leva um presente à fêmea no ninho… enternecedor…

 

Antes de ir, comprei um Guia Visual da Folha de S.Paulo sobre a Flórida, contendo as principais atrações e dicas. Devorei e em pouco tempo já tinha assinalado os lugares que gostaria de conhecer, óbvio que todos continham a palavrinha “aves”. Eu tinha muitos planos para passarinhar na Flórida, mas como não falo inglês nem espanhol, sair sozinha estava fora de cogitação. Apesar dos interesses diversos do meu marido, que não incluíam aves, ele me acompanhou aos lugares que pedi para fotografar os “penosinhos”.

Curiosidades sobre a Flórida: é o estado mais meridional de todos os 48 que integram o país. Possui 67 Condados. A principal fonte de renda é o turismo. Sua capital é Tallahassee. As duas maiores cidades são Jacksonville e Miami. O Porto de Miami é o maior porto de navios de cruzeiro do mundo e sede de grandes empresas do setor, como a Norwegian Cruise Lines, Celebrity Cruises e a Royal Caribbean International. A Flórida possui cerca de 30 mil lagos e laguinhos. Vários pântanos espalham-se pelo sul e pelo leste do Estado, onde crocodilos são muito comuns.

 

Em Miami, fiquei hospedada na casa da minha prima Débora. Para conhecer a avifauna local, eu adquiri dois guias de aves da Flórida na Amazon e passei um bom tempo manuseando-os. Observei muitas aves nas ruas de Miami, porém muitas vezes não era possível parar e fotografar. Com a ajuda dos dois guias, foi fácil identificar a maioria que registrei. Algumas de ocorrência no Brasil, outras não.

 

26 e 27 de janeiro de 2012

Dia 26 e 27/01 reservamos às compritas e passeios pela cidade. Passamos no Bayside Marketplace e ali havia muitas aves. Comecei a ver que a Flórida prometia. De cara, dois lifers: gaivota-de-bico-manchado (Larus delawarensis) – Ring-billed Gull e gaivota-alegre (Leucophaeus atricilla) – Laughing Gull. Acostumadas à presença de seres humanos, chegavam quase a pousar na nossa mão. E ainda registrei uma espécie bastante comum em Miami: o Boat-tailed Grackle (quiscalus major). Foi a primeira experiência e eu fiquei muito feliz com aquele começo.

Boat-tailed Grackle (quiscalus major)

Boat-tailed Grackle (quiscalus major)

 

28 e 29 de janeiro de 2012

No dia 28, após um cortadito e um tostado (café com leite e pão na chapa) no El Floridita, saímos em direção à Daytona Beach* em um carro alugado com GPS. Foram 380 km. O que me impressionou foram as estradas sem buracos, seguras, bem sinalizadas, ultra modernas.

Dica: se vai dirigir na Flórida, atente para as regras locais de trânsito, são bastantes diferentes daqui do Brasil.

*Daytona Beach é uma cidade da Flórida, localizada no Condado de Volusia. É sede da NASCAR, a maior associação automobilística do país. A cidade também sedia o principal circuito das competições da Stock Car norte-americana, o Daytona International Speedway.

Logo que chegamos no estacionamento do autódromo, uma gaivota-de-bico-manchado (Larus delawarensis) – Ring-billed Gull me deu as boas-vindas, depois um Boat-tailed Grackle (quiscalus major) apareceu para minhas lentes e no fim do dia pude registrar um Yellow-rumped Warbler (Dendroica coronata) – fêmea.

Fiquei dois dias respirando quase que absolutamente corrida e automobilismo, mas quando surgia uma oportunidade, eu registrava aves com minhas lentes, nem que fosse apenas uma gaivota errante. O primeiro dia foi bastante cansativo, além da viagem, nós resolvemos conhecer o autódromo internamente de ponta a ponta e olha que ele é grande. Terminamos o dia comendo deliciosas panquecas no iHop. E, óbvio, o hotel que eu reservei pelo www.booking.com tinha a ver com corridas: Grand Prix Motel.

Eu e o maridão com os ingressos da corrida na mão

Eu e o maridão com os ingressos da corrida na mão

Daytona Internacional Speedway

Daytona Internacional Speedway

É impossível comer pouco no iHop

É impossível comer pouco no iHop

Nosso pequeno hotel em Daytona Beach, ficava na beira da praia. Daqueles bem simples, pra dormir mesmo. Estava lotado. Quando acordávamos eu podia ouvir a algazarra de aves marítimas nas intermináveis areias da praia, no entanto, como o foco era a grande corrida e seus bastidores, essa exploração foi postergada para o último dia.

No domingo (29/01), andei muito, procurei aves dentro do autódromo, que possui um lindo lago. E encontrei algumas, dentre elas várias gaivotas e o Northern Mockingbird (Mimus polyglottos), parecido com o nosso sabiá-do-campo (Mimus saturninus).

Logo após o término das solenidades de pódio, eu estava super ansiosa em voltar ao Hotel. Assim que foi possível eu e meu marido fomos andar pela praia. Fazia um frio muito intenso e o vento era cortante. Consegui registrar centenas de aves marítimas (maçaricos, gaivotas, batuiruçus, etc). Pelicanos, só voando longe. Nem imagina como eu queria chegar mais perto deles. Havia grupos de observadores de aves por conta da concentração a que me referi no início.

O vento congelante começou a me provocar dores nos ouvidos (havia saído sem gorro) e já havia prenúncio da noite cair rapidamente e o frio aumentar, por isso retornamos ao hotel. Não teve outro jeito. Da próxima vez quero aproveitar mais a luz mágica do entardecer. A oportunidade foi única e valeu a pena.

Maçarico-branco (Calidris alba) - Sanderling

Maçarico-branco (Calidris alba) – Sanderling

Observadores de aves

Observadores de aves

 

30 de janeiro de 2012

No dia seguinte (30), saímos cedo e fomos direto para Volusia Speedway em Deleon Springs, um circuito de corridas na terra, a 60 km de Daytona. Fotografei algumas avezinhas muito bonitas nas redondezas desse autódromo.

Andamos um pouco mais (107 km) em direção ao nosso próximo objetivo: Kennedy Space Center e Merritt Island National Wild Life Refuge, ambos no Cabo Canaveral, próximo à cidade de Titusville. O Centro Espacial John F. Kennedy (KSC) é o porto espacial de lançamento de veículos espaciais da NASA localizado no Cabo Canaveral, na Ilha Merritt. O complexo de visitantes do Centro Espacial Kennedy abriga muitos museus, dois teatros IMAX. Vários tours de ônibus permitem que os visitantes tenham uma visão mais próxima de várias áreas restritas, o que de outra forma não seria possível. Avistei alguns pássaros e uma grande concentração de urubu-de-cabeça-vermelha, nunca tinha visto tantos juntos…

 

31 de janeiro de 2012

Dormimos num hotel em Titusville (daqueles que lembram o filme Bagdá Café) e, no dia seguinte, logo cedo, seguimos para Merrit Island National Wild Life Refuge. O refúgio é composto de 140 mil hectares, oferece uma grande variedade de habitats tais como dunas costeiras, estuários e pântanos de água salgada, represamentos de água doce, matagal e muitas árvores. E muitas espécies de aves.

Ele contém mais de 1000 espécies de plantas, 117 espécies de peixes, 68 de anfíbios e répteis, 330 de aves e 31 de mamíferos. Dessas espécies, 21 são listadas como ameaçadas ou pelo estado da Flórida, ou pelo governo federal dos EUA.

É um lugar absolutamente fantástico. Visitei apenas um trecho que foi aberto a pouco tempo: Black Point Wildlife Avistei muitas aves. Pena que foi muito rápido. Fui caminhando pela estrada e o Zezito me acompanhando de carro.

Americana Coot (Fulica americana) - havia milhares delas.

Americana Coot (Fulica americana) – havia milhares delas.

Vi e fotografei aves lindíssimas, arrábio, ibis-branca, marrecos diversos, frangos d’água, colhereiros, garças-tricolores, branca – grande e pequena, azul – grande e pequena, maçarico, pelicano-branco, trinta-réis, mergulhão-caçador, urubu, etc.

White Ibis (Eudocimus albus)

White Ibis (Eudocimus albus)

Marreca-de-asa-azul (Anas discors) - Blue-winged Teal

Marreca-de-asa-azul (Anas discors) – Blue-winged Teal

Northern Shoveler (Anas clypeata)

Northern Shoveler (Anas clypeata)

American White Pelican (Pelecanus erythrorhynchos)

American White Pelican (Pelecanus erythrorhynchos)

Arrabio (Anas acuta) - Northern Pintail

Arrabio (Anas acuta) – Northern Pintail

Colhereiro (Platalea ajaja) - Roseate Spoonbill

Colhereiro (Platalea ajaja) – Roseate Spoonbill

Quanto aos pequenos, sem play-back e conhecimento da área, ficou difícil. Mas consegui alguns. Espero não ter errado nenhuma identificação.

Northern Cardinal (Cardinalis cardinalis) - fêmea

Northern Cardinal (Cardinalis cardinalis) – fêmea

Yellow-rumped Warbler (Dendroica coronata)

Yellow-rumped Warbler (Dendroica coronata)

A Águia-americana (Haliaeetus leucocephalus) – Bald Eagle estava muito distante, mas havia um artefato bem engenhoso que possibilitava ver o ninho. E dei sorte. Ela estava por lá.

Quando retornamos, Zezito parou no acostamento, pois viu dois passarinhos azuis. Eram dois Florida Scrub-Jay (Aphelocoma coerulescens). Pude fotografá-los. Fiquei maravilhada. São tão bonitinhos.

O passeio durou apenas até a hora do almoço. Antes do retorno fomos até uma praia chamada Playalinda, um lugar bonito, com banhistas e algumas aves marinhas.

Trinta-réis-real (Thalasseus maximus) - Royal Tern

Trinta-réis-real (Thalasseus maximus) – Royal Tern

Ah! Já ia esquecendo de falar dos jacarés-americanos, os famosos “alligators”…só avistei alguns…mas amedrontam…Este réptil é uma das marcas registradas da Flórida e pode chegar a 3,60 metros de comprimento. Apesar de parecer preguiçoso, o jacaré pode se mover rapidamente e, portanto, é melhor observá-lo em algum dos diversos parques e refúgios animais. Há uma maior concentração de jacarés durante o mês de maio, ou seja, o auge da temporada de acasalamento.

Já os crocodilos se diferem dos jacarés pelo focinho mais estreito e porque são um pouco maiores. Os crocodilos vivem em águas salgadas, diferente dos jacarés, que preferem as águas doces. Eles podem ser encontrados nas ilhas superiores de Key West, no Crocodile Lake National Wildlife Refuge de Key Largo e nos Everglades.

Então…tínhamos que pegar estrada de volta pra Miami. Por mim, passava uns três dias ali… exagero? Acho que não… mas só vou saber quando voltar por lá. É muita coisa linda pra explorar.

Quando íamos embora, uma tempestade se formou ao norte. E aí seguimos o mais rápido que podíamos em direção ao sul e ufa.. escapamos dela.

 

1 de fevereiro de 2012

Retornamos a Miami e fizemos passeios domésticos, curtindo a minha prima e família, aproveitamos para descansar, pois nosso próximo passeio seria puxado.

 

2 de fevereiro de 2012

Começamos com um desjejum no El Floridita. Fiquei fã desse lugar. Atendimento excelente e me lembrava o café da manhã do Brasil nas padarias paulistanas.

Eu sabia que queria conhecer o Everglades*. Mas qual o melhor jeito? Ele ocupa grande parte da Flórida. Você tem o Everglades Sul e o Norte. O Sul era mais fácil e mais perto para nós. Poderíamos atravessar o Everglades National Park** até a pequena cidade/vilarejo de Flamingo na Baia da Flórida (+ ou – 150 km).

Everglades National Park

*Os Everglades são uma região pantanosa subtropical localizada no sul da Flórida, com grande relevância ecológica. A área é habitat de diversas espécies nativas. É atualmente protegida pelo Everglades National Park. A grande cidade de Miami é abastecida com boa parte da água do Everglades.

** O Everglades National Park é a única área sub-tropical preservada da América do Norte. O parque possui uma flora tanto sub-tropical, como tropical, e é muito conhecido pela sua grande quantidade de pássaros, além dos aligatores e crocodilos. Cobre uma área de 6.105 km² e recebe cerca de um milhão de visitantes anualmente. A cidade mais próxima do parque é Homestead.

 

Eu imaginava algo como uma Transpantaneira, mas o lugar é bem diferente; a estrada que corta o Parque é asfaltada e muito bem sinalizada. Por ser inverno, a mata estava um pouco seca, como ocorre no nosso pantanal. Nos meses de seca há poucos mosquitos. Aliás, nem precisei de repelente.

O guia da Flórida que comprei indicava as trilhas boas no caminho: Royal Palm – Anhinga trail – Gumbo Limbo trail – Long Pine Key – Pinelands – Rock Reef Pass – Pa-Bay Overlook – Mohogany Hammonck Trail. A primeira cena que me surpreendeu foi um cabeça-seca atravessando a estrada tranquilamente.

013 - Cabeça-seca (Mycteria americana) - Wood Stork-Everglades National Park - 02.02.12_Silvia_Linhares

Paramos no Visit Center, logo na entrada do Parque comprei brinquinhos de aves, patches pro colete e uma camiseta. Daí o senhor do Visit Center passou instruções para o meu marido (ai que raiva de não entender e nem poder me expressar em inglês). Ele me deu um guia de aves do Parque e explicou que uma trilha boa para ver aves era a “Anhinga Trail”. Essa trilha passa por cima do brejo Taylor.

Lá fomos nós. A “Anhinga Trail” inicia-se por uma trilha asfaltada beirando alguns alagados.

Depois segue-se sobre uma espécie de passarela suspensa, de madeira. Tudo muito bem limpo e estruturado, cheio de aves. Havia muitos observadores, de todas as idades. Na minha visão, o lugar é bacana, mas sem o romantismo que cerca o nosso pantanal, aquela coisa mais selvagem, mais primitiva, em suma, nosso pantanal tem mais charme e encanto.

O lugar tem tanta ave bela que eu ficaria muito mais tempo. Tentei fazer o máximo de fotos no menor tempo possível para aproveitar outras trilhas.

Na Anhinga Trial fotografei garças, crocodilos, biguatingas, biguás, frango d’água azul, cabeça-seca, ibis-branca, alguns pequeninos, um mais lindo que o outro. Até o urubu-de-cabeça-preta estava uma simpatia. O White Ibis (Eudocimus albus) é muito parecido com o nosso guará (Eudocimus ruber) – Scarlet Ibis.

Sabe porque chama Anhinga Trial? Porque é um ninhal de biguatinga (Anhinga anhinga) – Anhinga. Consegui flagrar o momento que o macho leva um presente à fêmea no ninho… enternecedor… É o painel de fotos na abertura do post.

Biguatinga (Anhinga anhinga) - Anhinga

Biguatinga (Anhinga anhinga) – Anhinga

Garça-tricolor (Egretta tricolor) - Tricolored Heron

Garça-tricolor (Egretta tricolor) – Tricolored Heron

Green Heron (Butorides virescens)

Green Heron (Butorides virescens)

Seguimos em frente, parando em alguns pontos na beira da estrada, marcados como pontos de observação. Um desses pontos era a Pay-Hay-okke Trail, não avistei muita coisa, mas deu para umas fotinhos bacanas…adoro flores e não resisto, principalmente aquelas bem miudinhas…

American Crow (Corvus brachyrhynchos)

American Crow (Corvus brachyrhynchos)

Indo em frente parei para algumas fotos no caminho, até chegarmos à West Lake Trail. Um gavião muito lindo deu a maior sopa, mas parecia ter a “patinha” direita machucada…no lago havia milhares de Americana Coot (fulica americana). Um espetáculo bonito de apreciar. Na trilha, observei e fotografei alguns pequeninos.

Americana Coot (fulica americana)

Americana Coot (fulica americana)

Red-shouldered Hawk (Buteo lineatus) - jovem

Red-shouldered Hawk (Buteo lineatus) – jovem

Peixe Agulha. Nome científico: Strongylura marina. Acho que  esse é o nome dele

Peixe Agulha. Nome científico: Strongylura marina. Acho que
esse é o nome dele

Black and White Warbler (Dendroica varia)

Black and White Warbler (Dendroica varia)

A próxima trilha que paramos foi a Mrazek Pond. Havia um lago e várias pessoas observando. Observei diversas espécies convivendo nesse mesmo espaço, tais como cabeça-seca, mergulhão-caçador, biguatinga, marrecos diversos, socós, etc

Observadores de aves

Observadores de aves

Chegamos em Flamingo, e pude observar um ninho de uma águia-pescadora com filhote. Havia muitas aves marítimas. Talvez, pela época e o adiantado da hora, não deu para aproveitar muito o local.

Águia-pescadora (Pandion haliaetus) - Osprey

Águia-pescadora (Pandion haliaetus) – Osprey

095 - Flórida - Everglades National Park - 02.02.12_Silvia_Linhares

Diferente do nosso pantanal, na estrada havia bem menos aves que se pode observar no Brasil no inverno. Almoçamos, demos algumas voltas, mas apesar do belo local, não tem muita graça fotografar sem ser junto de um grupo animado e mais experiente.

Chegamos em Miami já no fim do dia e aproveitamos o jantar delicioso feito pela minha prima Debora. Brincamos um pouco com os cachorros, morrendo de saudades da Naná, minha cadelinha, e em seguida caímos na cama de cansados. Já havíamos rodado em poucos dias muito mais de mil kilômetros.

 

3 de fevereiro de 2012

O programa seguinte era um passeio para conhecer um pouco das Florida Keys*. Iríamos até Key West, lugar de bares e muitas baladinhas. Eu esperava encontrar muitos lugares com aves, já que tem muito verde e água.

As Florida Keys são um arquipélago composto por cerca de 1700 ilhas no Sudeste dos Estados Unidos. Tem início na ponta sudeste da península da Flórida, cerca de 25 km a sudeste de Miami, e estende-se ao longo de um suave arco, primeiro em direcção a sul-sudoeste, e depois em direcção a oeste, em direcção a Key West, a mais ocidental das ilhas habitadas, e às desabitadas Dry Tortugas. As ilhas perfilam-se ao longo do Estreito da Flórida, dividindo o Oceano Atlântico a este, do Golfo do México a oeste, definindo desta forma uma das margens da Baía da Flórida.

Mais de 95% da sua superfície pertence ao Condado de Monroe, com a restante porção a estender-se a nordeste e pertencendo ao Condado de Miami-Dade. O Condado de Monroe possui uma área de 9.680 km², dos quais 2.547 km² estão cobertos por terra e 7.133 km² por água. Consiste essencialmente na maior parte das Florida Keys desde Key Largo até às Dry Tortugas e abrangendo ainda a parte continental constituída pelo Parque Nacional Everglades.

Key West é uma ilha no Estreito da Flórida e a última das Florida Keys. É a sede do Condado de Monroe. A ilha tem cerca de 6,4 km de comprimento e 3,2 km de largura. Tem 13,8 km² de área.

A viagem pela The Overseas Highway dura mais ou menos 4 horas – isso se não parar muito. Mas é impossível pois o caminho é pontilhado por paisagens deslumbrantes. O mar é calmo e suas águas são de ton-sur-ton turquesa sem precedentes. Há muitos restaurantes legais ao longo das ilhas.

Numa das keys, a Key Largo, meu marido parou num lugar que não estava nos planos: The Laura Queen – Wild Bird Sanctuary. Lembrei-me de uma grande amiga do Brasil. Um lugar particular, que vive de donativos, e serve de centro de recuperação de aves. Havia aves presas em recuperação e muitas soltas, foi uma festa de tanto pelicano-pardo. Deu até para fazer close do bicho. Lógico que, como sempre, não fiquei o tempo que gostaria, mas deu para curtir o local com gosto.

The Laura Queen – Wild Bird Sanctuary

The Laura Queen – Wild Bird Sanctuary

Eu by Zezito

Eu by Zezito

Pelicano-pardo (Pelecanus occidentalis) - Brown Pelican

Pelicano-pardo (Pelecanus occidentalis) – Brown Pelican

Pelicano-pardo (Pelecanus occidentalis) - Brown Pelican

Pelicano-pardo (Pelecanus occidentalis) – Brown Pelican

Red-winged Blackbird (Agelaius phoeniceus)

Red-winged Blackbird (Agelaius phoeniceus)

Havia lido que na Bahia Honda State Park havia muitas aves. A Bahia Honda Key State Park é um parque situado na ilha, a cerca de 60 km de Key West, conectado à ilha através da rodovia US 1. Sua praia foi considerada a mais bonita dos Estados Unidos em 1992. Talvez por conta da curta parada que fizemos ou por estar fora de época, foi uma decepção. Merece uma nova exploração pelos quatro cantos da ilha.

Em Key West propriamente dita, por eu ser mais ligada à natureza, nesse aspecto, esse lugar deixou um pouco a desejar. É uma cidade encantadora, florida, colorida, com muitos bares e lojas. A arquitetura das casas e outros edificações são belíssimas. Talvez, pelo pouco que fiquei, alguns lugares passaram batidos. Fotografei um pelicano e uma gaivota pra não dizer que não tinha aves.

Muita música e shows ao ar livre

Muita música e shows ao ar livre

 

4, 5 e 6 de fevereiro de 2012

Eu havia feito reserva para duas noites no Travelodge & Suites Bayside em Key West, como meu marido queria ficar mais e o hotel não tinha disponibilidade, procuramos outro por lá. Os Hoteis em Key West são bem mais caros que no resto da Flórida. O local é repleto de turistas. No Banana Bay Resort and Marina havia vagas, não era lá um super hotel, mas servia aos nossos propósitos, que era aproveitar mais os atrativos da ilha.

E quando nos preparávamos para no dia seguinte pegar uma praia e explorar mais a ilha, eis que amanhece com o dia chovendo forte. Parecia que o mundo ia acabar em água. Foi um dia muito chato e não aproveitamos quase nada. Quando deu uma trégua ainda fiz umas fotinhas…

Tinha muitos lugares que eu poderia ter ido e não foi possível. Fica para a próxima.

 

7 e 8 de fevereiro de 2012

Já de volta à Miami, no dia 7 fomos almoçar com a esposa e filha do nosso amigo Tony Moura. Denise e Carol nos levaram circular por Miami, conhecemos um pouco mais do coração da cidade: Downtown Miami. No final da tarde demos uma passada em BaySide novamente e ainda vi algumas aves.

Em Miami tem o Jungle Island, que minha prima disse que é legal. Infelizmente, acabei não tendo tempo de ir. Você planeja para aproveitar muitas coisas, mas nem sempre é possível. Faltaram as praias e muitas outras coisas legais. Miami é o “bicho”… é uma cidade deliciosa.

E, para encerrar a, à noite fotografei a lua cheia mais linda do mundo e depois fomos preparar as malas para o nosso retorno ao Brasil.

Lua em Miami

 

9 de fevereiro de 2012

Hora de retornar ao Brasil. Questões de alfândegas, malas, aeroporto, sempre me estressam, mas dessa vez foi muito tranquilo.

Minha prima e família foram fabulosos. Fomos recebidos com muito carinho. As pessoas na Flórida, em geral, são muito hospitaleiras. Foram poucos dias e muita coisa planejada por fazer. Foi só um tira-gosto.

Estou com muitas saudades de fazer uma viagem dessas. Espero refazer esses passeios com alguém que conheça as espécies de aves de cada área e fale minha língua. Quero ir ao Fort Myers e ao Everglades mais ao norte, andar de Airboat e tudo mais. Com certeza é um dos 1000 lugares que quero conhecer melhor antes de morrer.

Resumindo: a Flórida não é só um lugar para fazer compras e ir à Disney. É um lugar muito agradável para se passear e apreciar a natureza. E principalmente fotografar belas aves.

 

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Quem pensa em conciliar birdwatching com compras e Disney, aproveite agora: Adams Serra, um dos Amigos da Virtude e morador de Fort Myer considera abril, maio e junho os melhores meses para passarinhar na região.

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