A reserva do Banhado do Taim, é uma região do Pampa ainda bastante preservada. Vimos cisne-de-pescoço-preto, frango-d´água-carijó,  falcão-peregrino, gavião-cinza, capororoca com filhotes pequenos, tachã com filhotes pequenos, príncipe com jovem, tartaruga desovando e muitos outros. Mais de 100 espécies de aves.

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  • Texto e fotos: Gilberto Müller
  • Câmera: Canon PowerShot SX50
  • Saída com o COAPOA dos dias 14 a 17 de novembro. Guia: Aurélea Mader

Por que vale a pena: A reserva do Banhado do Taim, é uma região do Pampa ainda bastante preservada, com baixo índice demográfico. Em suas lagoas e banhados, aves migratórias têm um ponto de parada e descanso nas suas viagens entre os hemisférios da Terra. Também diversas espécies que não migram habitam os diversos ambientes do Taim.

Além das aves, é possível avistar diversos tipos de outros animais, entre eles o jacaré-de-papo-amarelo, as capivaras, o graxaim, a lebre, o tuco-tuco, lagartos, tartarugas e serpentes diversas.

No reino vegetal, figueiras centenárias, algumas certamente com mais de quinhentos anos emolduram o quadro das paisagens.

A beleza das paisagens, associadas com a tranquilidade do campo é de uma beleza indescritível. Um ambiente de paz espiritual, com um contato íntimo com a natureza.

Destaques: Um grupo de 17 associados do COAPOA (www.coapoa.org), realizou nos dias 14 a 17 de novembro de 2013 uma viagem para este local, tendo como base a estação do ICMBIO no Taim.

No foco de nossa viagem, o cisne-de-pescoço-preto, a capororoca , o tachã, marrecas, rapinantes e carquejas de diversas espécies.

Nível de dificuldade: Como é uma região de banhados e pequenos capões de mata de restinga, a dificuldade é baixa, quase sempre se tem boa iluminação e as aves se mostram com facilidade e permitem uma boa aproximação.

Infraestrutura do local:  Não há hotelaria no local. Nosso grupo ficou no alojamento do ICMBIO. A cidade mais próxima é Rio Grande, a aproximadamente 70km. A estrada (BR-471) é boa, e é possível pernoitar em Rio Grande e ir ao Taim diariamente. Outra opção é acampar em alguma fazenda da região. Como a reserva não permite o acesso nas áreas de preservação, as observações podem ser realizadas na própria estrada que corta a reserva (e que proporciona bons recursos, dado que a estrada é mais alta do que os banhados em sua volta). Em alguns locais, também há pequenas estradas municipais, que vão em direção à lagoa Mirim. Não há acesso fácil ao oceano Atlântico, apesar da proximidade.

Na Vila do Taim (Capilha) tem um camping, é a única opção de hospedagem aberta na região.

De operadora de celular, só a Vivo funciona na região.

Após a vila da Quinta em Rio Grande não há postos de gasolina próximos. Restaurante tem somente um na Vila do Taim, chamada também de Capilha pelos moradores locais.

Segurança: Na estrada, deve se tomar especial cuidado com os animais que a atravessam. Com frequência, capivaras, tartarugas e outros atravessam a estrada, provocando situações de risco mútuo.

Em determinados campos, existe uma superpopulação de cobras cruzeiras, onde a precaução com as proteções é indicada.

Alguns locais também têm muitos insetos, mas nessa saída não tivemos maiores problemas.

Oportunidades fotográficas: As aves, que na sua maioria estão em grandes bandos, proporcionam lindas fotos.

Ambientes aquáticos formam quadros ideais para fotos de boa qualidade e beleza.

As pequenas matas também favorecem a fotografia, dado que em geral não são muito escuras e as aves não se escondem tanto.

Onde fotografar: Toda a extensão da BR-471 é muito rica em banhados, lagoas, riachos e campos, onde podem ser realizadas avistagens de dentro do veículo.

Estradas vicinais, de administração municipal, em geral requerem um veículo 4×4, dado que tem muitas zonas arenosas e alagados.

A vila do Taim, que dá acesso à Lagoa Mirim, também proporciona vários locais para observação.

Como chegar: Saindo de Porto Alegre, viajamos pela BR-116 até Pelotas, daí até a vila da Quinta em Rio Grande pela BR-392/471, e daí, já numa região de baixa densidade populacional até o Taim pela BR-471. A distância total percorrida ida e volta foi de um pouco menos de 900km .

Guia: Nossa guia foi a bióloga Aurélea Mader, que trabalhou por vários anos na estação do ICMBIO, conhecendo profundamente os diversos biomas e locais propícios para a visitação.

Logística: Como a região tem poucos recursos, é importante sempre levar água e alimentos, e medicamentos básicos, pois qualquer imprevisto pode ser bastante demorado para resolver.

Quando ir: O ano inteiro, mas é bom saber que na primavera é a estação de mais ventos na região, e os ventos são fortes e dificultam até o uso das câmeras. Agora em novembro, época de acasalamento e cria, já se observam os filhotes de várias espécies junto aos seus pais.

 

Espécies registradas: O grupo registrou mais de cem espécies de aves nestes quatro dias de observação. Destaque especial para os bandos de cisnes-de-pescoço-preto, tachãs, capororocas , biguás,  caraúnas-de-cara-branca. Nas individuais, o gavião-cinza (espécie ameaçada e relativamente comum por lá, ainda que eu não tenha conseguido foto), o falcão-peregrino, a pomba-do-orvalho, o maçarico-real, o mergulhão-caçador e o de orelha branca, o príncipe, a noivinha-de-rabo-preto, a viuvinha-de-óculos, o frango-d´água-carijó, a carqueja-de-bico-manchado, o colhereiro, o curriqueiro, o cochicho com seu ninho de gravetos.