by Silvia Linhares - 001 - 15-17h - 11 dezembro 13
rabo-de-palha-de-bico-vermelho (Phaethon aethereus)
by Silvia Linhares - 001 - 07-58h - 10 dezembro 13
juruviara-de-noronha (Vireo gracilirostris)
by Silvia Linhares - 001 - 08-30h - 12 dezembro 13
trinta-réis-preto (Anous minutus
by Silvia Linhares - 001 - 08-39h - 12 dezembro 13
atobá-de-pé-vermelho (Sula sula)
by Silvia Linhares - 001 - 10-02h - 10 dezembro 13
filhote de atobá-de-pé-vermelho (Sula sula) dormindo
by Silvia Linhares - 001 - 10-56h - 11 dezembro 13
vira-pedras (Arenaria interpres)
by Silvia Linhares - 001 - 11-28h - 10 dezembro 13
rabo-de-palha-de-bico-laranja (Phaethon lepturus)
by Silvia Linhares - 001 - 16-24h - 11 dezembro 13
garça-caranguejeira (Ardeola ralloides)
by Silvia Linhares - 001 - 16-28h - 10 dezembro 13
maçarico-galego (Numenius phaeopus)
by Silvia Linhares - 001 - 18-13h - 10 dezembro 13 (1)
trinta-réis-escuro (Anous stolidus)
by Silvia Linhares - 002 - 15-20h - 09 dezembro 13
Meu apartamentinho na casa da Mari
Fernando de Noronha- Fernando de Noronha - by Silvia Linhares - 001 - 15-22h - 11 dezembro 13
Eu clicando os rabos-de-palha-de-bico-vermelho by João Paulo

 

Informações da Wikipédia: “Fernando de Noronha é um pequeno arquipélago vulcânico pertencente ao estado brasileiro de Pernambuco (mesorregião metropolitana de Recife), formado por 21 ilhas, ocupando uma área de 26 km², situado no Oceano Atlântico, a 543 km de Recife/PE e 350 km de Natal/RN. Constitui um Distrito estadual de Pernambuco desde 1988, quando deixou de ser um território federal, cuja sigla era FN, e a capital era Vila dos Remédios. A ilha principal tem 17 km² Sua população alcança pouco mais de 3 mil habitantes, concentrados na ilha principal.

O arquipélago surgiu há aproximadamente 12 milhões de anos, por meio de uma série de erupções vulcânicas. O arquipélago de Fernando de Noronha está localizado sobre um vulcão cuja base tem 74 km de diâmetro e está a 4.200 metros de profundidade. Extinta há mais de 20 mil anos, a cratera vulcânica submersa faz parte de uma cadeia de montanhas da parte Atlântica da placa sul-americana.

Após uma campanha liderada pelo ambientalista gaúcho José Truda Palazzo Jr., em 1988 a maior parte do arquipélago foi declarada Parque Nacional, com cerca de 8 km², para a proteção das espécies endêmicas lá existentes e da área de concentração dos golfinhos rotadores (Stenella longirostris), que se reúnem diariamente na Baía dos Golfinhos – o lugar de observação mais regular da espécie em todo o planeta. O Parque Nacional é hoje administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)” (fonte: Wikipédia)

A vegetação original foi quase toda destruída na época que a Ilha foi colônia penal. Hoje o revestimento vegetal constitui-se de escassa vegetação arbustiva ou arbórea de pequeno porte e grandes áreas de macega, ervas e gramíneas.

As atuais limitações impostas ao turismo e a vigilância exercida pelos fiscais do IBAMA, do Projeto Golfinhos Rotadores e do Projeto Tamar (proteção à desova das tartarugas) parecem-nos garantias suficientes para a preservação adequada da ecologia do arquipélago.

Melhor época para ir: Se você quer conhecer aquele mar dos cartões postais, dizem que a melhor época para ir são os meses de agosto e setembro, quando o mar está calmo e sem ondas. A partir de novembro o mar fica mais agitado e não é muito propício a mergulhos. Devido à formação de altas ondas a ilha é visitada por muitos amantes do surf. Por um acaso do destino eu acabei indo no período de 9 a 16 de dezembro, com o objetivo exclusivo de fotografar as aves de lá e, lógico, conhecer as belezas naturais do arquipélago.

Quantos dias ficar: Se o seu objetivo é o mesmo que o meu, três a quatro dias bastam e a primavera é um bom momento. Mesmo tendo ido no mês de dezembro (final de primavera), eu consegui atingir meu objetivo. Se você quer curtir um pouco mais, uma semana é mais do que suficiente. A Ilha não possui uma lista grande de aves, mas algumas delas você só encontra em Noronha, como a juruviara-de-noronha (Vireo gracilirostris) ou sebito e a cocoruta (Elaenia ridleyana) então, só isso já vale a viagem.

Onde fotografar aves: Procure ir às praias procurar aves nos horários de maré baixa. É fácil achar a tábua das marés no google.

Reserve uma manhã para ir ao Mirante dos Golfinhos. É um grande ninhal e de cima dos penhasco você vê as aves nas árvores na altura dos olhos. No Mirante você fotografará trinta-réis-preto (Anous minutus), conhecido na Ilha como viuvinha-preta , grazina (Gygis alba), também conhecida como noivinha e o atobá-de-pé-vermelho (Sula sula). E ainda poderá apreciar de cima do mirante centenas de golfinhos na baía. Percorra a trilha até o Mirante do Sancho. É muito bonito, vale a pena. E siga até a Baía dos Porcos, o visual compensa a caminhada.

Alguns lugares são de difícil acesso e recomendo um dia com o guia João Paulo (Atalaia Turismo), pois ele levará você aos lugares que certamente encontrará espécies como o rabo-de-palha-de-bico-vermelho (Phaethon aethereus), rabo-de-palha-de-bico-laranja (Phaethon lepturus) e a garça-caranguejeira (Ardeola ralloides). O preço com a agência tem que ser “negociado” previamente.

Já na praia do Boldró* e praia do Sueste, os atobás-pardo (Sula leucogaster) dão show de mergulho. Os trinta-réis-escuro (Anous stolidus), ou noivinha-marrom, também ficam sobre as pedras na praia do Boldró, que é onde ficam os surfistas nessa época. Tesourão você vê aos montes, mas quando você dá a sorte de encontrar um pescador puxando a rede, você os vê bem de pertinho.

* Boldró é onde está localizado o centro de convenções do Projeto TAMAR ICMBio. Seu nome foi dado por militares americanos e é originário da expressão em inglês Bold Rock, que significa Pedra Saliente em português.

A juruviara-de-noronha (Vireo gracilirostris) ou sebito e a cocoruta (Elaenia ridleyana), aves endêmicas da ilha, você encontra em todos os cantos, mas ficam bonitas quando estão nas flores do mulungu.

A pomba-de-bando (Zenaida auriculata noronha) ou simplesmente Arribaça, Ribaçã ou avoante é abundante no Arquipélago, podem ser avistadas em todos os cantos, urbanos ou não. É considerada subespécie do continente. O pardal (Passer domesticus) e a garça-vaqueira (Bubulcus ibis) também são fáceis de avistar, mas como tem em todo lugar não prende o nosso interesse.

O Açude do Xaréu foi decepcionante. Estava muito seco e havia só uns vira-pedras (Arenaria interpres) ciscando por lá.

O João Paulo nos levou ao Açude das Emas, mais conhecido como Açude do IBAMA, perto do IMCbio, onde tinha um maçarico-galego (Numenius phaeopus) e três garças-caranguejeira (Ardeola ralloides), mas bem de longe.

No período da tarde o João Paulo nos levou numa trilha entre o Praia do Leão e a Ponta das Caracas, onde meus olhos lacrimejaram de emoção e minhas lentes ficaram em frenesi, pois bandos de rabos-de-palha-de-bico-vermelho (Phaethon aethereus) e rabos-de-palha-de-bico-laranja (Phaethon lepturus) desfilavam com elegância sem igual na altura dos olhos.

Essa trilha foi descoberta por ele e um amigo e desemboca num precipício de mais de 80 metros de altura, onde os bichinhos nidificam. Dava medo chegar perto da beirada, tinha que tomar cuidado, porque a gente se empolga com os bichos na frente e já viu. Todo cuidado é pouco.

Depois fomos até a Ponta das Caracas, onde três garças-caranguejeira (Ardeola ralloides), lindas demais foram festa para os meus olhos, mas sempre muito longe. Precisei usar todo o zoom da poderosa Canon SX 50, pois a 100-400 não deu conta.

A ponta de Caieiras foi um lugar muito especial, só com pedras vulcânicas e água bem limpinha. Pude ver de perto o maçarico-galego (Numenius phaeopus), bandos de vira-pedras (Arenaria interpres), maçarico-de-papo-vermelho (Calidris canutus), batuíra-de-bando (Charadrius semipalmatus) batuiruçu-de-axila-preta (Pluvialis squatarola) – confirmado quando voaram. Além disso presenciei e registrei uma lula almoçando um caranguejo, duas tartarugas e muitos peixinhos coloridos. Vá sempre quando a maré abaixa. Já o tesourão (Fregata magnificens) pode ser avistado em toda a ilha, e em alguns lugares vê até apanhar peixes nas mãos das pessoas.

Domingo tentei um passeio de barco que, teoricamente, passaria perto das ilhas secundárias, onde poderia avistar os trinta-réis-das-rocas (Onychoprion fuscatus). Frustrante. O mar estava revolto e não foi possível nem chegar perto das tais ilhas.

Essas foram as aves que avistei e fotografei. Fora isso, há registros na ilha, ocasionalmente de aves mais raras como a garça-negra, colhereiro-europeu, pardela-de-asa-parda, mas eu não tive a sorte de presenciar uma dessas espécies.

E se você gosta de fazer fotos de outros bichos, vai divertir-se. Tem dois tipos de lagarto (mabuya e tejú) e um roedor chamado mocó. Têm golfinhos, tartarugas, caranguejos coloridos, tubarões, lulas, peixes coloridos para quem gosta de mergulhar, o que não é o meu caso. As paisagens e por do sol são deslumbrantes. Acorde cedo e descanse na hora no almoço, só retorne lá pelas três. Agora em dezembro o calor é infernal.

Alimentação: Comer em Noronha é muito caro. Fuja dos “melhores” restaurantes se não quiser pagar quase ou mais de R$ 100 por refeição/pessoa. Há muitos self-services na Vila dos Remédios. Preços da Av. Paulista, em torno de R$ 50 o kg. O Flamboyant é muito bom, fica na pracinha da Vila dos Remédios.

Ah! Todo lugar cobra R$ 4 ou R$ 5 uma garrafinha de água, no único posto de gasolina, custa R$ 3,00 (perto do Porto), mas se for no mercado Poty, 12 garrafinhas custam R$ 19,90. E você põe no seu frigobar e leva uma pela manhã e outra à tarde. A cerveja pequena chega a custar a garrafinha R$ 12.

Imperdível mesmo é o tubalhau, encontrado no museu do tubarão.

Onde ficar: Quanto às pousadas, há três tipos: domiciliar com quartos dentro da casa, domiciliar com chalés independentes (as melhores) e as surreais, com preços astronômicos para pessoas que tem dinheiro sobrando.

Eu fiquei na Vila Floresta Velha, num apartamentinho tipo suíte, bem espaçoso, muito arrumadinho e limpo, sem café da manhã, mas com entrada independente, cama box de casal, mesa para refeições, cafeteira, sanduicheira, frigobar, ar condicionado e Tv que eu não liguei nenhum dia. A dona da casa, Mari, é funcionária da Atlantis Divers e o marido, Marcelino é fiscal sanitário e guia também. A diária bem acessível. Eu me virei muito bem, pois levei leite em pó, torradas, café solúvel e outros petiscos.

Pagamento de Taxas: Para entrar na Ilha você tem que pagar dois tipos de taxas. Prefira pagar pela internet, a fila no aeroporto é bem menor para quem já pagou. A TPA é uma espécie de taxa “alfandegária” com check-in e check-out.

– Taxa de Preservação Ambiental (TPA), calculada por dia de permanência. A data de vencimento da TPA é determinada pelo dia de sua chegada na Ilha. No entanto, é importante que você pague o boleto um ou dois dias úteis antes da data de vencimento, por causa do prazo para confirmação do pagamento. Além disso, é necessário levar o boleto e o comprovante de pagamento para Noronha e o doc de check-in-out. No aeroporto, haverá uma entrada exclusiva para quem pagou a TPA pela Internet. (www.fernandodenoronha.pe.gov.br)

– Ingresso do Parque Nacional Marinho – custa R$ 75,00 e vale por 10 dias (maiores de 60 anos são isentos) A taxa é única e engloba todas as praias do parque. As mais bonitas como a praia do Sueste e Sancho estão no Parque Marinho. (Cachorro, Meio, Boldró, Americano, Bode, Cacimba do Padre não estão.). Em qualquer posto do IBAMA eles trocam o voucher por uma carteirinha que é pedida toda vez que v. visita as melhores praias. (www.parnanoronha.com.br).

Meios de locomoção: Alugar um buggy é fundamental, negocie, pois de R$ 350 consegui por R$ 150 a diária. Em quatro nem sai caro. Não encha o tanque, eles te dão o buggy com o tanque vazio e você não roda um tanque na Ilha, que é pequena demais.

Existem táxis e também um microônibus que cruza a ilha do Sueste ao porto, passando pelo aeroporto, pela entrada do Forte do Boldró, pelas vilas do Boldró (Tamar), Floresta Velha, Floresta Nova, dos Remédios e do Trinta. Custa R$ 3,10.

Muitas empresas que contratam os passeios já incluem o traslado.

Acesso às praias: O acesso às praias fora do Parque Marinho é livre. Nas demais precisa portar a carteirinha ou dar o nº do CPF para eles consultarem o pagamento efetuado.

Uma das praias de mergulho (Atalaia) só pode ir se agendar previamente no IBAMA. Só entra com guia. Tentei por duas vezes agendar, mas não consegui. Deixei para uma próxima vez. Afinal, se não ficar nada a dever, não vou querer voltar, né…eh…eh…eh…

O Arquipélago não possui nascentes de água doce. Toda a água é captada no período das chuvas e armazenada durante a estiagem em açudes – Gato, Mulungu, Horta e Xaréu o maior de todos. Em 1984 no Vale do Boldró foi construída pelo Ministério da Aeronáutica a Estação de Tratamento d’Água Piraúna, hoje sob administração da COMPESA (Companhia Pernambucana de Saneamento). Existe uma estação de dessalinização da água do mar. Então lembre-se de economizar água.

Saúde em Fernando de Noronha: Há apenas um hospital público (modernizado em 2002) na ilha que atende a casos de primeiros socorros e pequenas cirurgias, além de exames de rotina na população e visitantes da ilha. Existem médicos que residem no arquipélago para casos de pediatria, clínica geral, e serviços odontológicos.

Na ilha tem uma pequena farmácia com limitada variedade de medicamentos. Recomendo levar remédios de uso diário pela própria limitação dos mesmos.

Serviços bancários: Atualmente, existe uma agência do Banco Santander e um terminal da Caixa Econômica Federal num supermercado. A ilha também tem um Banco Postal do BRADESCO em convênio com os Correios ECT. E tem uma casa lotérica.

Dicas finais: Viajei com milhagem pela GOL. Passagem direta até Fernando de Noronha, com conexão em Recife. Sai mais em conta desdobrar a passagem em dois, ou seja comprar os dois trechos separados.

Eu estudei a ilha por mapinhas e pesquisei muito no google. Se você não tem tempo de fazer isso, contrate com a Atalaia Turismo – fone 81 3619-1328 (fale com a Carol, um amor de pessoa) um Ilha Tour, pois você fica conhecendo os principais pontos da ilha e pode retornar quando quiser.

Enfim, é um lugar muito lindo, tranquilo, com um povo muito hospitaleiro, mas bem caro. Tem que aproveitar bem.

 

Viagens