Casais de cardeal-amarelo, corredor-crestudo, coperete, mocho-dos-banhados, gavião-asa-de-telha. Centenas de caboclinhos, várias tesouras-do-campo – macho, fêmea, jovens. O arapaçu-platino, arredio, bico-reto-azul esplendoroso. 2.600 km, sem querer.

2.600 km sem planejar. Se soubéssemos antes, não faríamos.

Quando pensamos em ir pro Uruguai no grande feriadão paulistano de novembro, era algo despretensioso. O Cris encheu a mala com roupas urbanas, se imaginou no Conrad nas madrugadas, com alguns breves passeios durante o dia. Eu não tinha interesse na vida urbana, só me imaginava passarinhando. “Qual será o roteiro?” – perguntei ao Alejandro. “Decidimos na hora” foi a resposta.

Conhecemos o Alejandro em janeiro, no feriado do aniversário de São Paulo. Ele conhece tudo dos lugares para onde nos leva, mas tem um jeito engraçado de não dizer claramente o que vamos fazer. Em janeiro, num momento de problema de comunicação por ele não saber os nomes populares, e eu não saber os científicos, estávamos de fato em busca do papa-moscas-canela, mas eu não sabia. Não encontramos, mas havia chance.

Com esse jeito tranquilo e dissimulado, rodamos 2.600 km em 6 dias. Sem querer, sem saber que seria assim. Chegamos no dia 16 depois das 17h, atraso no voo, mas como tem luz até às 20h, ainda aproveitamos o fim de tarde. Tio-tio (lifer), linda codorna-amarela atravessando a estrada, eu com o vidro erguido disse, “não, ela vai esperar”, e esperou, mas sem sinal do joão-da-palha, o mocho e o papa-moscas. “Onde vamos dormir hoje?”, “Paysandú. Vou aproveitar para avançarmos um pouco à noite”. Estávamos a 400 km do nosso destino, mas só soubemos disso depois. Jantamos às 23h30, e ainda estávamos a 50km da cidade onde deveríamos dormir. Ficamos no Gran Hotel Paysandú. Arrumadinho, mas bem caro para os preços regionais (R$ 230 para o casal).

Apesar de só termos tido 3h na cama, no dia seguinte acordamos em horário passarinheiro, e não havia nada para reclamar: fomos para a região de Esteros del Farrapos, e também entramos em San Javier, uma colônia russa. Vimos e conseguimos fotos boas de um casal de corredores-crestudos, o balança-rabo-de-máscara, mariquitas, o tico-tico-da-taquara e o arredio, os dois bem de perto, o sanhaçu-papa-laranja de longe, pomba-do-orvalho, cardeal, bico-duro. Saindo da colônia, o Alejandro ouviu o coperete. Tocou o playback e veio o casal fazendo display. Não conseguimos o arapaçu-platino, mas o Alejandro parou numa região de eucaliptos, tocou o playback e o bicho apareceu, ficou voando de lá pra cá, o Cris conseguiu lindas fotos de voo. Fomos para outro local, onde vimos o arredio-de-papo-manchado, mas o rabudinho só por uma fração de segundos. Seguimos mais pra frente, em busca dos caboclinhos. Um show do caboclinho-de-papo-branco, dois machos que até brigaram por alguns segundos. Entramos numa área de parque de espinilhos, protegida, onde ainda vimos novamente o bico-duro, desta vez comendo frutinhas, e um lindo saci.

O Alejandro é autor da mais linda foto do tesoura-do-campo no Wikiaves, a primeira vez que vi uma foto foi essa do Alejandro. Perguntei sobre o tesoura-do-campo, sobre o cardeal-amarelo. Ele disse que havia um lugar em que certamente veríamos os dois: Iberá, na Argentina. Um lugar com ambiente de Pantanal, onde poderíamos ver o tesoura, o cardeal, e muitos caboclinhos. Ainda fizemos de conta que estávamos decidindo se queríamos ir, mas disse que sim. Sem saber que estávamos a 500 km do local. Foi outra noite pra jantar às 23h, dessa vez tivemos 4h em vez de 3h de cama. Dormimos em Mercedes, na Argentina, no hotel La Recova, após atravessar a fronteira do Uruguai, Brasil, e a chatice da burocracia argentina.

No dia seguinte acordamos cedo e fomos em direção à Iberá. Passamos por arrozais, com obras numa estrada absurdamente alargadas. Depois chegamos a um trecho mais preservado, e foi a emoção de ver um pedaço do Pantanal, só que na Argentina: cabeça-seca, maguari, garças, socó-boi. O gavião-do-banhado. Muitos gaviões-caramujeiro, muitos mesmo. Pelo menos 50 ao longo da estrada, parecia estacionamento de gavião. Muitos chimangos também, e alguns caracarás. Cervos-do-pantanal, só na ida pra Iberá vimos uns 5. Muitos caboclinhos. Fomos ignorando tudo porque estávamos atrás do tesoura-do-campo macho. Vimos uma fêmea! Foi uma grande alegria saber que eles estavam por lá.

A estrada era incrível, e valeria a pena ficar só circulando por ela. Mas o Alejandro sugeriu de irmos atrás do cardeal-amarelo, só pra garantir. Claro, como não. Então seguimos para a vila de Iberá, passando pelo grande lago de Iberá e pela vila. Primeiro tentamos o local onde no ano passado havia um ninho de cardeais-amarelos. Mas os donos da casa não estavam lá, e não iríamos entrar sem permissão. Depois fomos pra uma fazenda onde os donos mantém um comedouro, que atrai o cardeal normal, e o cardeal-amarelo. Vimos o famoso, o próprio, mas infelizmente em comedouro. Nessa fazenda também havia um ninho incrível de tuiuiús com dois filhotes, e o Alejandro atraiu o pica-pau-chorão e o arapaçu-platino. Vimos por alguns segundos o bico-reto-azul. Na volta, o Alejandro viu na estrada – como são os olhos de um guia, era um pontinho na paisagem, e ele viu, de relance. Parou o carro, fomos nos aproximando, e consegui fotos que nunca esperava, ajudados por um recurso do Alejandro: ele carrega um espelho grande no porta-malas, e fez a luz incidir sobre a ave. Ficou com um efeito meio flashado, mas era meio-dia, aquela luz dura, em cima, se não fosse assim não teria conseguido captar as cores dessa pequena joia.

Voltamos para a vila de Iberá, almoçamos no local onde iríamos dormir: Posada Rancho Jabiru, conhecidos do Alejandro, com donos muito simpáticos. Fizemos a siesta e saímos às 15h30.

Pra mim, esta foi a tarde mais emocionante da viagem. Estávamos lá, no local onde veríamos o tesoura-do-campo, uma ave ameaçada de extinção, com um único registro no Brasil feito agora em agosto de 2012. Iberá também sofre suas ameaças: muitos fazendeiros estão trocando o pasto por eucalipto, as estradas serão asfaltadas, a plantação de arroz cresce.

A estrada estava mais incrível ainda do que pela manhã: o calor tinha aumentado, os insetos também, e a atividade de aves também. Em alguns trechos, centenas de andorinhas sobrevoando. Muitos caboclinhos. Muitos cervos-do-pantanal. Muitas aves aquáticas. E a gente ignorando tudo (nunca pensei que faria isso), só pra focar no mítico tesoura-do-campo.

A primeira vez que vi o macho, ainda não sei se vi ou não. Vi a silhueta por uma fração de segundos, desviei o olhar pra abaixar o vidro (quando passavam carros era preciso subir o vidro por causa do pó), e quando olhei de novo não estava mais lá. A silhueta desse bicho é inconfundível, mas quando voltamos a ver, ou vimos de verdade, era menor do que essa primeira visão. Ou alucinação. Talvez eu quisesse tanto ver que tenha tido a ilusão da ave, mas era uma ilusão perfeita.

Pra não dizer que não paramos por nada, paramos para fotografar uma ema com uns 20 filhotinhos, cruzando a estrada em calmamente.

E então, apareceram os machos. Vimos vários, mas de longe. Até que finalmente encontramos um macho que permitiu aproximação, e ficou lá, se exibindo o suficiente para encher nossos corações. Que rabão, que elegância, que pose. E o voo… o primeiro macho que vimos, o Alejandro tocou o playback e, coincidência ou não, o bichinho voou. Mas voou tão alto, tão alto, que pensamos se era alguma forma de display. Uma forma incompreensível no céu azul, não é à toa que o nome inglês é tiranídeo-de-rabo-estranho. Os outros que encontramos não ligaram pro playback, nem os tesoura, nem os caboclinhos. “Mas os de papo-branco atenderam tão bem!”, “porque eles se reproduzem no Uruguai” – Alejandro, que não perde uma chance de falar bem do Uruguai.

O resto da tarde foi com cervos-do-pantanal, capivaras. Tentamos alguns caboclinhos, mas sem resposta ao playback, e bastante ariscos.

“Vamos ficar amanhã em Iberá também, para procurar mais a tesoura-do-campo, pegá-lo em voo, e pegar os caboclinhos também”. O Alejandro disse “claro, como quiserem. Aproveitem, é uma ave rara, e com as estradas que estão abrindo, talvez daqui a 10 anos não tenha mais nada neste lugar”.

Nossos planos eram, pela primeira vez, dormir 2 noites no mesmo lugar. Eu queria passarinhar o dia inteiro de novo na estrada de Iberá. Mas à noite caiu uma tempestade, e o Alejandro tinha ouvido falar que quando chove muito, as estradas podem ficar intransitáveis. A manhã seguinte amanheceu nublada e, sem saber se voltaria a chover, decidimos deixar Iberá. A estrada nem parecia a mesma da tarde anterior. Totalmente silenciosa, só uma fêmea de tesoura-do-campo ao longe, poucos caboclinhos. Paramos na Estancia Rincon del Socorro. O Alejandro pediu permissão para fotografarmos por lá. Tempo nublado, poucas aves. Mas então apareceu o pica-pau-de-testa-branca, de longe, a peitica-de-chapéu-preto (ambos lifers) e, quando voltamos pra perto da sede, o glorioso cardeal-amarelo. Casal, no local onde os funcionários da fazenda nos disseram que eles ficavam.

Era engraçado olhar para aquela ave tão famosa. Já tínhamos visto num comedouro, e a visão seguinte foi vê-la comendo sementinhas num gramado de casa, e depois brigando com um espelho de uma velha Kombi.

“Ela come em comedouro, ela come grama, ela vive em ambientes com interferência do homem. Por que ela está ameçada de extinção?”

“Porque sobrevive em gaiolas e canta muito bonito”. Que tristeza saber que o grande pecado daquela ave era ser linda, cantar bem, e sobreviver atrás das grades.

Era muito mansa e deixava chegar bem perto. Ficava pousada um bom tempo nas árvores, em galhos baixos. Foi só quando ela apareceu pela segunda vez que reparei nas duas anilhas. O Cris me falou “bom, rara desse jeito, num lugar protegido como aqui, por que eles não iriam monitorar?”. O outro cardeal, que vimos no comedouro, não tinha anilha. Mas comia em comedouro. Parece que a mansidão é da natureza do bicho.

Aproveitamos bastante. Seguindo meus treinos no Parque Villa-Lobos, não tive dúvidas: deitei de bruços no chão, o Cris também, e depois até o Alejandro. E, em vez das fotos sem graça de grama, conseguimos imagens com fundo desfocado, e algumas até com alguma poesia.

Depois, pegamos estrada, mais uns 600 km e dormimos em Paysandú, numa casa com dois quartos, em frente ao Villagio.

No dia seguinte podíamos escolher ir pro centro do país ou pra Punta del Este. No centro do país procuraríamos o peito-vermelh0-grande, outra ave ameaçadíssima de extinção, sem registros feitos no Brasil. Tem 8 fotos dela no Wikiaves, só no Uruguai e no Chile, várias do Alejandro. Mas estávamos cansados. Isso porque a gente dormia no carro, o Alejandro dirigiu o tempo todo, eu perguntava “como você aguenta?” “estou acostumado, gosto de dirigir”, que energia, eu teria pifado muito antes. Pedi para irmos para Punta del Este. Chegamos lá, almoçamos, deixamos o Cris num hotelzinho perto do farol (o smalleast, que de longe, li como smallest, e faria sentido, porque era bem pequeno), e fomos atrás de aves. Vi meu querido papa-piri, um casal, mas ele estava agitados, e eu perdi a chance de tirar uma foto do casal. Nessa mesma lagoa, de repente o Alejandro ouviu a sanã-parda, tocou o playback, e o bicho simplesmente desfilou na nossa frente. Deixamos o playbak no chão, nos afastamos um pouco, ela saiu da vegetação e andou de lá pra cá, nunca imaginei isso. Voltamos pra cidade, pra pegar o Cris, ainda deu tempo de fotografar uns maçaricos-de-colete, outro lifer, e então encerrei o dia mais cedo. Jantamos num mexicano, e o Cris pode finalmente ir pro Conrad.

Na manhã seguinte fomos pra Montevidéu, para o lugar onde fomos o primeiro dia, em busca do mocho-dos-banhados e do papa-moscas-canela. O Alejandro disse que de manhã era mais provável vê-los, porque depois começava movimento de caminhões e os bichos sumiam. E não é que o mocho estava lá? Um casal. Simplesmente maravilhoso. Pudemos observá-los durante um bom tempo, arriscar fotos deles em voo, até que finalmente eles se foram. Também procuramos o papa-moscas, mas a florzinha roxa não estava mais lá, o papa-moscas também não. Fomos pra Montevidéu, até o Jardim Botânico, onde mora uma família de corujas-orelhudas. Procuramos, mas não tivemos a sorte delas estarem em algum lugar visível.

Ainda não era o fim. A alguns metros do aeroporto, finalmente vimos o gavião-asa-de-telha, outro lifer. Uma ave comum no sul do Uruguai, mas que eu ainda não tinha visto. Era um casal pousado num grande outdoor. Já estava feliz de vê-los, mas tivemos a sorte de ver e registrar quando um quero-quero atacou uma das aves. Estavam longe, mas é sempre surpreendente ver a foto de uma ave de rapina caindo de costas.

Devido a esse encontro com os gaviões, não deu tempo de almoçar. Tivemos que nos contentar com o lanchinho do avião, chegamos em Guarulhos, pegamos uns pães-de-queijo para comer no caminho, em casa tomamos banho, achamos que iríamos jantar em algum lugar bom, mas deitamos às 19h30 e só acordamos no dia seguinte.

Foi uma grande aventura, ainda mais quando não se tem nenhuma expectativa. Aves fabulosas, que talvez eu nunca mais veja (se não voltar pra lá), a emoção de ver centenas de caboclinhos em um de seus últimos redutos, tantos cervos-do-pantanal andando calmamente pela estrada, o lindo casal de mochos-dos-banhados, a alegria de ver o corredor-crestudo (ele é muito pequeno!), os corperetes, os arredios.

Muito obrigada ao Alejandro Olmos por tanta competência, dedicação e boa vontade, e também ao Cris, pela companhia, pela paciência, e por não ter ficado chateado por estarmos tão longe do Conrad.

Iberá no verão pode ser um lugar muito quente e com muitos insetos (acho que nem tanto quanto no Pantanal), mas com certeza vale a pena. Em dezembro e em janeiro ainda vão chegar mais aves. Se tiver chance de ir, vá, porque a densidade de fauna e a diversidade de espécies de caboclinhos é impressionante.

 

Lista dos nossos avistamentos abaixo: entenda que não é uma lista extensiva, estávamos focados em algumas espécies, provavelmente havia muitas em que nem reparei, mas estavam lá

 

Lista das aves avistadas em Iberá – Argentina. Ainda não tenho certeza absoluta sobre alguns caboclinhos, parecem ser, mas vou confirmar pelo Wikiaves.

Nome do TáxonNome em PortuguêsEnglish NameAvistadasFotos boas
Rhea americanaemaGreater Rhea11
Rhynchotus rufescensperdizRed-winged Tinamou11
Nothura maculosacodorna-amarelaSpotted Nothura1
Chauna torquatatachãSouthern Screamer1
Dendrocygna viduatairerêWhite-faced Whistling-Duck1
Amazonetta brasiliensispé-vermelhoBrazilian Teal1
Ciconia maguarimaguariMaguari Stork1
Jabiru mycteriatuiuiúJabiru11
Mycteria americanacabeça-secaWood Stork1
Phalacrocoracidae1
Tigrisoma lineatumsocó-boiRufescent Tiger-Heron1
Nycticorax nycticoraxsavacuBlack-crowned Night-Heron1
Butorides striatasocozinhoStriated Heron1
Bubulcus ibisgarça-vaqueiraCattle Egret1
Ardea cocoigarça-mouraCocoi Heron1
Ardea albagarça-branca-grandeGreat Egret1
Syrigma sibilatrixmaria-faceiraWhistling Heron1
Coragyps atratusurubu-de-cabeça-pretaBlack Vulture1
Elanus leucurusgavião-peneiraWhite-tailed Kite1
Circus buffonigavião-do-banhadoLong-winged Harrier11
Busarellus nigricollisgavião-beloBlack-collared Hawk1
Rostrhamus sociabilisgavião-caramujeiroSnail Kite11
Heterospizias meridionalisgavião-cabocloSavanna Hawk11
Rupornis magnirostrisgavião-carijóRoadside Hawk1
Caracara plancuscaracaráSouthern Caracara11
Milvago chimangochimangoChimango Caracara1
Aramides ypecahasaracuruçuGiant Wood-Rail11
Porphyrio martinicafrango-d’água-azulPurple Gallinule1
Vanellus chilensisquero-queroSouthern Lapwing1
Gallinago paraguaiaenarcejaSouth American Snipe1
Tringa solitariamaçarico-solitárioSolitary Sandpiper11
Tringa melanoleucamaçarico-grande-de-perna-amarelaGreater Yellowlegs11
Tringa flavipesmaçarico-de-perna-amarelaLesser Yellowlegs11
Jacana jacanajaçanãWattled Jacana1
Larus dominicanusgaivotãoKelp Gull1
Columbina talpacotirolinha-roxaRuddy Ground-Dove1
Columbina picuirolinha-picuiPicui Ground-Dove1
Patagioenas picazuropombãoPicazuro Pigeon1
Zenaida auriculatapomba-de-bandoEared Dove1
Myiopsitta monachuscaturritaMonk Parakeet1
Guira guiraanu-brancoGuira Cuckoo1
Chlorostilbon lucidusbesourinho-de-bico-vermelhoGlittering-bellied Emerald11
Hylocharis chrysurabeija-flor-douradoGilded Hummingbird1
Heliomaster furciferbico-reto-azulBlue-tufted Starthroat11
Megaceryle torquatamartim-pescador-grandeRinged Kingfisher11
Melanerpes cactorumpica-pau-de-testa-brancaWhite-fronted Woodpecker11
Veniliornis mixtuspica-pau-chorãoCheckered Woodpecker11
Drymornis bridgesiiarapaçu-platinoScimitar-billed Woodcreeper11
Schoeniophylax phryganophilusbichoitaChotoy Spinetail11
Serpophaga subcristataalegrinhoWhite-crested Tyrannulet11
Pitangus sulphuratusbem-te-viGreat Kiskadee1
Tyrannus savanatesourinhaFork-tailed Flycatcher1
Griseotyrannus aurantioatrocristatuspeitica-de-chapéu-pretoCrowned Slaty Flycatcher11
Pyrocephalus rubinuspríncipeVermilion Flycatcher11
Alectrurus risoratesoura-do-campoStrange-tailed Tyrant11
Xolmis cinereusprimaveraGray Monjita1
Xolmis velatusnoivinha-brancaWhite-rumped Monjita1
Pygochelidon cyanoleucaandorinha-pequena-de-casaBlue-and-white Swallow1
Progne taperaandorinha-do-campoBrown-chested Martin1
Tachycineta leucorrhoaandorinha-de-sobre-brancoWhite-rumped Swallow1
Troglodytes musculuscorruíraSouthern House Wren1
Turdus rufiventrissabiá-laranjeiraRufous-bellied Thrush1
Saltator similistrinca-ferro-verdadeiroGreen-winged Saltator1
Paroaria coronatacardealRed-crested Cardinal11
Ammodramus humeralistico-tico-do-campoGrassland Sparrow1
Donacospiza albifronstico-tico-do-banhadoLong-tailed Reed Finch11
Sicalis flaveolacanário-da-terra-verdadeiroSaffron Finch1
Embernagra platensissabiá-do-banhadoGreat Pampa-Finch1
Sporophila collariscoleiro-do-brejoRusty-collared Seedeater1
Sporophila caerulescenscoleirinhoDouble-collared Seedeater1
Sporophila bouvreuilcaboclinhoCapped Seedeater1
Sporophila hypoxanthacaboclinho-de-barriga-vermelhaTawny-bellied Seedeater11
Sporophila ruficolliscaboclinho-de-papo-escuroDark-throated Seedeater1
Sporophila palustriscaboclinho-de-papo-brancoMarsh Seedeater1
Sporophila hypochromacaboclinho-de-sobre-ferrugemRufous-rumped Seedeater11
Sporophila cinnamomeacaboclinho-de-chapéu-cinzentoChestnut Seedeater1
Gubernatrix cristatacardeal-amareloYellow Cardinal11
Pseudoleistes guirahurochopim-do-brejoYellow-rumped Marshbird1
Agelaioides badiusasa-de-telhaBay-winged Cowbird1
Molothrus oryzivorusiraúna-grandeGiant Cowbird1
Sporagra magellanicapintassilgoHooded Siskin1

 

Lista das aves avistadas no Uruguai, em Farrapos, Punta del Este e arredores de Montevidéu

Nome do TáxonNome em PortuguêsEnglish NameAvistadasFotos boas
Nothura maculosacodorna-amarelaSpotted Nothura11
Coscoroba coscorobacapororocaCoscoroba Swan1
Amazonetta brasiliensispé-vermelhoBrazilian Teal1
Anas versicolormarreca-cricriSilver Teal11
Coragyps atratusurubu-de-cabeça-pretaBlack Vulture1
Elanus leucurusgavião-peneiraWhite-tailed Kite1
Circus buffonigavião-do-banhadoLong-winged Harrier1
Rupornis magnirostrisgavião-carijóRoadside Hawk1
Parabuteo unicinctusgavião-asa-de-telhaHarris’s Hawk1
Milvago chimangochimangoChimango Caracara11
Aramides ypecahasaracuruçuGiant Wood-Rail1
Laterallus melanophaiussanã-pardaRufous-sided Crake11
Pluvialis dominicabatuiruçuAmerican Golden-Plover11
Haematopus palliatuspiru-piruAmerican Oystercatcher1
Calidris melanotosmaçarico-de-coletePectoral Sandpiper11
Patagioenas maculosapomba-do-orvalhoSpot-winged Pigeon11
Myiopsitta monachuscaturritaMonk Parakeet1
Tapera naeviasaciStriped Cuckoo11
Asio flammeusmocho-dos-banhadosShort-eared Owl11
Hylocharis chrysurabeija-flor-douradoGilded Hummingbird1
Drymornis bridgesiiarapaçu-platinoScimitar-billed Woodcreeper11
Lepidocolaptes angustirostrisarapaçu-de-cerradoNarrow-billed Woodcreeper1
Leptasthenura platensisrabudinhoTufted Tit-Spinetail1
Pseudoseisura lophotescopereteBrown Cacholote11
Phacellodomus striaticollistio-tioFreckle-breasted Thornbird11
Anumbius annumbicochichoFirewood-Gatherer1
Coryphistera alaudinacorredor-crestudoLark-like Brushrunner11
Cranioleuca sulphuriferaarredio-de-papo-manchadoSulphur-throated Spinetail11
Cranioleuca pyrrhophiaarredioStripe-crowned Spinetail11
Tachuris rubrigastrapapa-piriMany-colored Rush Tyrant1
Cyanocorax chrysopsgralha-picaçaPlush-crested Jay1
Pygochelidon cyanoleucaandorinha-pequena-de-casaBlue-and-white Swallow11
Progne taperaandorinha-do-campoBrown-chested Martin1
Polioptila dumicolabalança-rabo-de-máscaraMasked Gnatcatcher11
Tangara sayacasanhaçu-cinzentoSayaca Tanager1
Stephanophorus diadematussanhaçu-fradeDiademed Tanager1
Paroaria coronatacardealRed-crested Cardinal11
Pipraeidea bonariensissanhaçu-papa-laranjaBlue-and-yellow Tanager1
Poospiza cabanisitico-tico-da-taquaraGray-throated Warbling-Finch11
Sicalis flaveolacanário-da-terra-verdadeiroSaffron Finch1
Emberizoides herbicolacanário-do-campoWedge-tailed Grass-Finch1
Volatinia jacarinatiziuBlue-black Grassquit1
Sporophila palustriscaboclinho-de-papo-brancoMarsh Seedeater11
Saltator aurantiirostrisbico-duro Golden-billed Saltator 11
Parula pitiayumimariquitaTropical Parula11
Sturnella superciliarispolícia-inglesa-do-sulWhite-browed Blackbird11
Passer domesticuspardalHouse Sparrow1

 

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