Ubatuba_Folha-Seca_01
Ubatuba_Folha-Seca_01
Ubatuba_Folha-Seca_02
Ubatuba_Folha-Seca_02
Ubatuba_Folha-Seca_03
Ubatuba_Folha-Seca_03
Ubatuba_Folha-Seca_04
Ubatuba_Folha-Seca_04
Ubatuba_Folha-Seca_05
Ubatuba_Folha-Seca_05
Ubatuba_Folha-Seca_06
Ubatuba_Folha-Seca_06
Ubatuba_Folha-Seca_07
Ubatuba_Folha-Seca_07
Ubatuba_Folha-Seca_08
Ubatuba_Folha-Seca_08
Ubatuba_Folha-Seca_09
Ubatuba_Folha-Seca_09

 

O sítio Folha Seca em Ubatuba

  • Texto e fotos: Claudia Komesu com Nikon D800 e Nikkor 300 f4 tele 1.4, Canon S120

Fomos pra Ubatuba pro fishwatching. É claro que também levei a tele, roupas de trilha, e estava disposta a andar pelos arredores da casa em busca de aves e insetos. Fiz isso no sábado cedinho, mas só vi só um bandinho de tiês-sangue, um bando grande de maitacas, e  um bando grande de algum periquito, provavelmente o periquito-rico. Perto da praia era o acesso à Praia do Cedro, uma trilha com mata mais fechada, mas é muito movimentada de gente desde cedo, então achei que não valia a pena.

No domingo não consegui acordar em horário passarinheiro. Estava em dúvida se sairia na segunda de manhã, a época está difícil para ver as aves na mata, mas recebi uma mensagem do Wagner Nogueira perguntando se eu tinha fotos que mostrassem os comedouros do Jonas. Mandei as que eu tinha, ele queria nuns ângulos mais abertos, então decidi que esse era meu sinal pra ir passarinhar.

Cheguei cedo no sítio do Jonas, encontrei-o lá, ficamos um tempo papeando. É sempre um grande prazer conversar com o Jonas, ele é uma pessoa muito tranquila, harmonizado com aquele paraíso em que ele vive. Às vezes eu enrolo pra ir pros lugares, mas quando reencontro essas pessoas queridas, fico pensando como eu pude pensar em não ir.

Saí pra andar pela estrada, estava tudo bem quieto. Na maior parte do tempo, só sons das aves mais longe, nada na beirada da estrada. Não vi lagartos, anfíbios ou planárias, mas fotografei duas espécies de borboleta, inclusive uma azul-bic que eu nunca tinha visto. É sempre bonito ver a luz do sol filtrada nas folhagens, os beija-flores que passam chispados, principalmente o rabo-branco-rubro, que é bem pequeno, nem parece de verdade.

Também vi um pintadinho, que se deixou fotografar (com ISO 4.000, velocidade 40 em 5.6), um pavó, bem longe, mas também deu pra fotografar (tem sido relativamente frequente ver pavó. No ano passado vi no passeio em Minas Gerais, em Campos do Jordão, na Trilha dos Tucanos). Fui caminhando e cheguei na parte da estrada em que há menos árvores, é mais aberto, desmatado, em geral eu sempre voltava antes, mas dessa vez resolvi caminhar mais. Consegui fotografar saís-andorinha, duas fêmeas e um macho, saíra-sete-cores, arapaçu-liso, uma choquinha-cinzenta bem de perto, tiê-do-mato-grosso, beija-flor-rajado pousado, um tangará.

De volta ao sítio do Jonas, fiz as fotos pro Wagner e tirei algumas fotos de comedouro: beija-flor-rajado, saí-tucano, gaturamo-verdadeiro, cambacica, beija-flor-tesoura, saí-azul. Não fotografei mas vi guaxe, catirumbava, saíra-sete-cores, topetinho-verde, beija-flor-de-garganta-verde.

Não pude ficar muito tempo porque tínhamos horário pra chegar em São Paulo.

Essa é a época fraca da Mata Atlântica, a partir do final de maio os comedouros ficam muito mais agitados. Se quiser conhecer o Jonas, entre em contato comigo (claudia.komesu@gmail.com), se apresente, se possível com links que mostram que você é interessado pela natureza, posso passar o email dele e você entra em contato para saber se pode ir conhecer o local.