• Como falar comigo: http://wikiaves.com.br/perfil_czaban (obs: é preciso se cadastrar no Wikiaves para poder enviar mensagens aos membros. O cadastro é gratuito)
  • Onde moro: Manaus – AM
  • Sou Analista de Sistemas, Economista, Analista Ambiental, Observador de aves e Fotógrafo de natureza, tenho percorrido todo o Brasil em busca de imagens, principalmente aves, há cerca de 30 anos. Nasci em Resende-RJ, mas moro há 15 anos na região Norte, onde consegui a maioria dos registros fotográficos que tenho.

Desde pequeno que eu gosto de fotografia e desenho. Em 1980 comprei meu primeiro equipamento fotográfico, em Brasília, e costumava sair pelo Cerrado fotografando tudo que via pela frente: paisagens, insetos, flores e aves.

No início, não me preocupava muito em saber qual espécie de ave estava fotografando, mas depois que consegui um certo número delas, e as pessoas começavam a perguntar “que bicho é esse?”, passei a me interessar pelo assunto e a comprar os primeiros livros de ornitologia.

Conheci o Marcelo Monteiro, ornitólogo, hoje grande amigo e parceiro, que me deu algumas aulas sobre ornitologia, e que me fez pegar gosto pela coisa. Comecei a procurar trilhas dentro do DF atrás de imagens de aves, e sempre que viajava para locais mais distantes, procurava um jeito de dar uma passarinhada no local.

Naqueles primeiros anos, a coisa era bem mais difícil que nos dias de hoje. Não havia guias, não tinha Internet, não tinha playback, e as máquinas não eram digitais. E quase ninguém fazia isso. A grande maioria dos passeios eram atividades solitárias. A gente saía pra fotografar, gastava uma grana preta de filmes e revelações, e só via o resultado do que tinha fotografado dias depois, quando o laboratório entregava as fotos. Pra se conseguir ver as fotos em tamanho grande, mais ou menos do tamanho que se vê numa tela de computador, tinha que voltar ao laboratório e pedir uma cópia no tamanho 20X25. Quem já começou a fotografar na era digital não tem idéia de  como isso era trabalhoso e caro.

Sempre andava pelas trilhas, em silêncio, procurando observar todo e qualquer movimento na esperança de encontrar uma ave nova. Assim, depois de quase 3 décadas, consegui aproximadamente 1.350 espécies e subespécies de aves brasileiras, a maioria delas sem playback, recurso que comecei a usar há menos de 2 anos. Felizmente, já visitei todas as regiões brasileiras, e faltam poucos Estados em que ainda não passarinhei, coisa que pretendo fazer nos próximos anos.

Por incentivo do amigo Marcelo, comecei a postar minhas fotos no wikiaves. Além de divulgar meu trabalho, pude conhecer pessoas fantásticas através do site, e hoje tenho muitos amigos em vários Estados. Um grupo seleto de pessoas que abraçam a causa ambiental, a defesa das aves e do meio ambiente onde elas vivem e, seja por trabalho ou lazer, contribuem bastante para que nosso verde sobreviva a tantas agressões.

Comecei a passarinhar quando esse verbo ainda nem existia, quando muitos me olhavam como se eu fosse doido por fazer uma coisa dessas, e frequentemente tinha discussões em casa pra justificar tantas saídas pro mato pra passarinhar. Fico feliz de ver tanta gente hoje, de todas as idades, abraçando essa ideia.

Apesar do avanço tecnológico, algumas coisas não mudaram nesses 30 anos. Continuo caminhando por aí, olhando pra cima, sem olhar onde piso, não me preocupando com cobras, onças, jacarés, animais peçonhentos ou com qualquer coisa de ruim que possa me acontecer. Não levo armas ou facas, nem ando com protetores de pernas. Apesar disso, nunca tive um acidente com animais, de qualquer tipo. Acho que a natureza reconhece quem a visita e sabe se é de paz ou não. Talvez, por isso, ela sempre tenha me recebido bem, nunca foi agressiva comigo e sempre me permitiu avistar centenas de seus mais ilustres habitantes, pra que mostrasse essas imagens pra todo mundo. Espero que essa parceria seja sempre assim. Abraços a todos.

[Observação politicamente correta de Claudia Komesu, a editora da Virtude-AG: eu também acredito em energia e sintonia, mas tome cuidado onde pisa ou onde coloca a mão, e use perneira, principalmente se você vai para uma trilha mais estreita. Mesmo em uma trilha aberta, uma estrada, cobras podem estar escondidas embaixo de folhas. Perneiras são proteções que você coloca sobre a calça, do joelho ao tornozelo, como se fosse um cano de bota. Encontradas em lojas de artigos agrícolas ou materiais de proteção a trabalhadores]


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