(…) partimos carregados com pesadas mochilas abarrotadas de câmeras, lentes, flash, cartões de memória, notebook, HDs externos e muita disposição para enfrentar mais de 23 mil quilômetros sob calor. Na estrada, os sentimentos se movimentaram e se fundiram como as águas de um rio que deságua no mar. Vieram perguntas e divagações. De repente, vimos que já não sabemos onde começa o litoral brasileiro.

Lençóis-Maranhenses – MA

 

UM MAR DE POSSIBILIDADES

Durante um ano mergulhamos nessa imensidão de margens, mangues, baías, espumas, enseadas, dunas, recifes, rochedos, sombras, silhuetas e tudo o mais que foi possível encontrar. Para descobrir mais uma vez que não há como capturar tudo em uma fotografia. Mas há a possibilidade de valorizar os detalhes. E de eternizar os momentos. No voo das aves, a imaginação ganhou asas. No salto dos peixes, o coração deu pulos. No esconde-esconde dos caranguejos, os sorrisos apareceram. Viajamos por todos os litorais: amazônico, nordestino, do sudeste, do sul. Festejamos a vida à beira-mar. Vivemos intensamente cada cor. E, assim, fizemos nascer o nosso terceiro livro: “Costa do Brasil”.

Foi no nosso estúdio fotográfico, em Novo Hamburgo no Rio Grande do Sul, que este projeto foi plantado. De lá, embarcamos na nossa Land Rover Defender 110 – companheira de muitas viagens – e partimos carregados com pesadas mochilas abarrotadas de câmeras, lentes, flash, cartões de memória, notebook, HDs externos e muita disposição para enfrentar mais de 23 mil quilômetros sob calor. Na estrada, os sentimentos se movimentaram e se fundiram como as águas de um rio que deságua no mar. Vieram perguntas e divagações. De repente, vimos que já não sabemos onde começa o litoral brasileiro. E nem qual o cenário mais deslumbrante. Será o mangue com suas entradas e estranhamentos? Os recifes que, tímidos, se exibem sem exageros no mar verde? Ou a revoada de pássaros apressados em busca de um novo porto seguro?

É um convite para viajar e conhecer a exuberância de nosso litoral pelas das páginas do livro COSTA DO BRASIL que, através da fotografia, deseja resgatar o litoral com o mínimo de interferência. E oferece a simples e ao mesmo tempo complexa ideia de redescobrir, por entre nossas lentes, a dimensão e a importância dessa costa. Mais do que isso: este livro revela o tamanho do nosso amor por esse país.

Bala e Ita

Título do livro: COSTA DO BRASIL

Assunto: Fotografia

Bilíngue português/inglês

Autores: Ita Kirsch e Bala Blauth

Textos: Eduardo Bueno, com introdução de Arno Kayser

Design: Ana Adams

Editora: Ita Kirsch

Formato: 21x27cm , capa dura , 224 páginas

ISBN: 978-85-904690-3-2

Valor de capa: R$ 80,00

Contatos : (51) 3593-2208 / (51) 99895588 / (51) 93871740

www.itakirsch.com.br

E-mailbala@fotoita.com.br ou ita@fotoita.com.br

http://www.facebook.com/CostaDoBrasil

 

Mais informações

No Costa do Brasil o leitor experimenta a síntese de uma multiplicidade de vivências possíveis, percorrendo o litoral. As imagens manifestam em visões amplas e detalhistas o contraste entre materiais vivos e inorgânicos, natureza e presença humana. Contam uma cuidadosa e saborosa história de redescoberta do Brasil.

Ita Kirsch usou uma câmera Nikon D3x com lentes 14/24mm 2.8, 24/70 milímetros 2.8, 70/200mm 2.8 e macro 105mm 2.8. Bala Blauth optou por uma Nikon D2x com lentes 17/55 mm 2.8 e macro 60mm. Capturaram mais de 38 mil fotos, o que apresentou a tarefa mais complicada: a de selecionar as fotos para o livro. O critério de escolha foi por aquelas imagens capazes de dizer o que seria impossível de transmitir em palavras. “No lugar de cartões postais, optamos por cartas de amor. Cenas e cenários capazes de ficar estampados no coração dos apaixonados por praias. Como nós”. Dessa forma as fotos arrancam suspiros de quem observa e faz refletir sobre a alegria e beleza maravilhosa das praias do Brasil. As fotos expressam o movimento da natureza que conversa com os nativos dessas terras.

Os textos de apresentação do livro são do jornalista e escritor Eduardo Bueno e do agrônomo e ecologista Arno Kayser. Eduardo Bueno fala sobre as ocupações humanas do território brasileiro e o fascínio que o litoral vem provocando em todas as sociedades que aqui vêm se desenvolvendo. Kayser explica a diversidade física e biológica da costa brasileira apresentada nas fotografias, conjuntamente com a diversidade cultural. Eduardo Bueno escreve: “[Não] é de se estranhar que toda a história do Brasil esteja inteiramente ligada às suas praias. Não só porque foi nelas que os portugueses desembarcaram, em abril de 1500, mas porque, 15 mil anos antes, elas já estavam sendo disputadas e ocupadas pelos chamados ‘homens dos sambaquis’.”

Ita Kirsch, nascido em 1955 / RS, é fotógrafo de viagens, estúdio e reportagem. Desde 1984, dedica-se ao registro da natureza e das diversas etnias mundo afora. Já realizou 25 exposições individuais, quatro coletivas e duas exposições itinerantes que tiveram passagem principalmente por escolas. Filha de um casal de artistas plásticos, Bala Blauth nasceu em 1962 / RS. Desde 1998 dedica-se à fotografia através da produção visual, execução e comercialização dos projetos fotográficos. Produziu 20 exposições individuais, três coletivas e seis audiovisuais da dupla. Realiza diversas palestras em escolas, tendo a fotografia como meio de ensino.

Os fotógrafos vivem juntos há 22 anos, desde então viajam em expedições fotográficas e têm lançado 3 livros de fotografias. Em maio de 1998 embarcaram na sua primeira grande viagem fotográfica que duraria 15 meses. Fecharam a casa, guardaram os móveis, venderam o carro e deixaram o estúdio para trás. Numa Kombi Safári 1984 percorreram todos os estados do Brasil. Dessa expedição criaram o livro Bem Brasil, lançado em 2008, as fotos foram tiradas com uma Nikon F5 e algumas com uma Nikon D2x, feitas durante pequenas viagens entre 2004 e 2008.

O primeiro livro lançado pelo casal em 2004 “Visões do Rio Grande: uma jornada fotográfica pelo sul do Brasil” foi todo fotografado com câmeras Nikon F5. Um livro que expressa os contrastes naturais e sociais, cheios de histórias, memórias, luzes e sombras.

“Percorrer as paisagens do Brasil é uma espécie de religião para nós. É o que alimenta nosso espírito, o que nos enche de fé, o que nos faz transcender (…) Já percorremos muitas trilhas de muitos mapas pelo mundo. Mas é aqui, bem junto às nossas raízes, que a sensibilidade brota e aflora, que as lágrimas enchem os olhos.”

 

Ações a favor da divulgação do birdwatching e da conservação da natureza (+)