• Texto e fotos: Gilberto Sander Müller
  • Observação de Claudia Komesu, editora do Virtude: o Gilberto enviou este post faz tempo, mas deixei passar. Ainda bem que ele me cobrou. Você pode ver outros relatos do Gilberto no blog dele: http://destino.blog.br/

O Clube de Observadores de Aves realizou em 20/07/2014 uma visita à Estação Experimental Agronômica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no município de Eldorado do Sul, Rio Grande do Sul. Das quase setenta espécies observadas, a surpresa foi o veste-amarela, ave classificada como vulnerável, em risco de extinção.

A área é destinada principalmente a estudos com pastagens e sua produtividade, além de outras atividades relacionadas com a atividade agrícola. Compreende 1.500 hectares, tendo mais de 10.000 metros quadrados de área construída, para os diversos setores da atividade rural e de pesquisa. As pesquisas incluem também produção de frutíferas e medicinais, além da criação de bovinos e ovinos.

Situa-se na região classificada como Depressão Central, e em sua área é frequente a exploração de carvão mineral, sendo o solo predominantemente ácido.

Como chegar, estradas, segurança, agendamento

Saindo de Porto Alegre, em direção ao oeste do estado ( Uruguaiana), pela BR-390, a estação está distante 55km da capital, em estrada de asfalto. Dentro da estação, as estradas são de terra, mas de excelente qualidade.

Nesta época do ano, a temperatura é amena, começando o dia por volta dos 10 graus Celsius, e atingindo 20 graus ao meio-dia. Ainda não realizamos visitas em outras estações, mas como de costume, a primavera deve ser a estação mais rica em espécies e movimentação.

O local tem várias espécies sendo a maior parte em área de campo ou banhados, o que permite fácil observação. As distâncias são curtas e com acessos fáceis.

Toda a área é monitorada por vigilantes, portanto não há risco de roubos dentro da EEA.

As oportunidades fotográficas são muito boas, considerando a existência de vários açudes, campo e banhados, sempre bem iluminados.

A entrada na Estação Experimental Agronômica depende de prévia autorização da direção, que deverá ser providenciada com antecedência.

 

As trilhas e algumas espécies

Chegamos no local de parada às 7h30, sendo que já fomos recepcionados por um bando de diversas espécies, que se revezavam em uma árvore desprovida de folhas. Por ali passaram diversas espécies, iluminadas pelo sol matutino, dando um show especial. Logo em seguida, um surucuá no mesmo local, começou a vocalizar. Mais adiante, um bando de tiribas invadiu um coqueiro em busca do alimento. Tudo isto na chegada, sem sair do local de estacionamento.

Iniciamos uma trilha de 1 km em seguida, percorrendo diversos ambientes, banhados e secos, avistando várias espécies. Um bando de chopins-do-brejo nos brindou com um espetáculo e diversas poses. Ao meio-dia voltamos à base para um lanche, à sombra das figueiras centenárias, e com direito também a um pouco de sol, já que estamos no inverno.

Pelas 13 horas voltamos a fazer uma nova trilha extensa de 2km, que vai até um arroio cercado por mata ciliar. Nesse trecho encontramos várias rapinantes, narcejas, marrecas e a surpresa do dia: o veste-amarela. Ele estava em uma pequena árvore, num bando inicial de 5 indivíduos, e permitiram nossa aproximação para registro fotográfico.

No final da visita, ainda fomos brindados com uma andorinha-morena pousada em um fio elétrico, permitindo amplo registro de sua imagem.

Por volta das 16 horas começamos o retorno para Porto Alegre, já com 70 espécies na lista.

Links para outras informações:
http://www.ufrgs.br/agronomia/joomla/index.php/eea-estrutura
http://www.ufrgs.br/predioshistoricos/predios/primeira-geracao/capela-de-sao-pedro