No dia 27 de novembro (na verdade na madrugada do dia 26) fui para a cidade São Paulo com um objetivo duplo: o sábado foi muito agitado com o pessoal da faculdade, visitas ao Butantã, ao zoológico e uma rápida passada no Jardim Botânico (onde quero voltar!). No domingo iríamos passarinhar em Tremembé.

Coruja-buraqueira (Athene cunicularia) Burrowing Owl

 

  • Texto e fotos: Daiane Barros
  • Câmera: Panasonic Lumix FZ-47

Fiquei na casa da Claudia Komesu, que conheci no Avistar deste ano e depois disso viramos amigas, de tanto que já conversamos por e-mail e pelo Facebook. Cheguei no sábado no fim do dia, conheci o Cris, o marido da Claudia, cara muito bacana, gente finíssima.

Como já sabem pelos relatos das meninas no domingo passamos para pegar a Silvia e fomos encontrar o restante do pessoal. O ponto de encontro era o Leite na Pista, um restaurante na beira da rodovia em Tremembé. Lugar muito agradável com um grande lago de vista linda, com alguns frangos-d’água-comuns, gansos e patos. O canto marcante do garibaldi era a melodia do início do dia. Minha alegria foi enorme ao rever o tão querido Jarbas Mattos, o Tomaz Melo e o socó-boi-de-pijama, (também conhecido como Marco Crozariol rsrsrrsrsr), pessoas que eu também havia conhecido no Avistar deste ano, foi muito bom revê-los! O Lucas Valério, o Sergio Coutinho e sua esposa Letícia eu ainda não conhecia pessoalmente, galera boa demais.

Todos reunidos, fomos receber as boas-vindas da saracura-do-banhado, meu primeiro lifer do dia. Depois seguimos para um campo em que o Lucas iria tentar achar algumas das espécies da lista de sonho da Silvia (ela levou uma wishlist). Lá fiz meu segundo lifer, o tiê-sangue.

Galera sempre entrosada, muita troca de informação, inclusive o Marcão, indicou uma tal bebida TPM (tequila com Pimenta para Homens) deixa quieto essa bebida, meio duvidosa heehhe. De lá fomos para as áreas de arrozal, onde fiz meus outros lifers: o verdadeiro socó-boi-baio, garça-azul, tipio que, apesar de ouvir muito, nunca tive a oportunidade de ver tão de pertinho, bico-de-lacre, que fazia um tempão que eu queria ver, marreca-caneleira, caminheiro-zumbidor.

Mas o Tomaz Melo vai concordar que o melhor lifer do dia foi o saco-de-batata que coçava a asa no meio do arrozal. Pelo menos minha fértil imaginação jura que isso seria uma ave rrssrrsrs, mas a Claudia disse que quando começamos ver aves em tudo por aí é sinal de que tá ficando bom.

Durante a manhã o meninos nos acompanharam. Aliás, como já foi citado nos outro relatos, todos muito pacientes. Essa manhã rendeu muitas fotos boas, só faltou o tal padre-cristo que não apareceu pra nos dar sua benção rsrrsr, nem mesmo disfarçado de pato-de-crista. A manhã acabou com uma satisfação enorme em rever e ver todos, acho que a única coisa que não saiu muito bem foi que o Marcão sujou o pijama e, segundo o Lucas, ia ter quer dormir com os pés pra fora da cama, além de levar bronca da mãe rsrsrsrrsrs.

Já ia esquecendo de citar o tão sonhado Coturnicops, ave que só apareceu para o Marcão, ou em shopping no Uruguai hahaha, todos esses eventos e histórias nos rederam muitas risadas. Manhã perfeita, os meninos e a Letícia tinham que voltar pra casa. Outro motivo de minha felicidade foi em ver o esforço deles pra ir ao passeio mesmo que fosse por algumas horas. Esta é uma das inúmeras coisas boas que juntam essa nação passarinheira e não posso deixar de citar a paciência e companheirismo da Letícia, esposa do Sergio que, mesmo grávida, acompanhou o passeio e aguentou todo o calor da manhã.

A tarde foi maravilhosa! Os campos de arroz transmitem uma paz, uma calma… Acho que o melhor da tarde foi a família de Athene cunicularia (coruja-buraqueira), que se multiplicava a cada click até aparecerem cinco carinha curiosas, as mais fofas do mundo. Meninas (Silvia e Claudia) caminhar com vocês pelas paisagens verde do arrozal, sentindo o vento e ouvindo as aves é indescritível, obrigada!

Finalizo com muitoooooooo obrigada à turma toda pelo dia maravilhoso, risadas, lifers e companheirismo e, de maneira especial e carinhosa, à Claudia e ao Cris por me receberem de braços abertos. Claudia, a noite de domingo foi inesquecível também, muitas risadas acompanhadas de pizza, cansaço, mais fotos e histórias compartilhadas.

 

Aos amigos:

Claudia Komesu, Silvia Linhares, Sergio Coutinho, Letícia e a pequena Laís, Jarbas Matos, Lucas Valério, Tomaz Melo e Marco Crozariol:

Meu relato tem gosto de quero bis, me deixou com a certeza de que a cada dia que passa quero mais essa vida de ave, que me leva a campos verdejantes, a matas fechadas a qualquer lugar que cante. Que mostra tanto coração, tanta paixão, tanta amizade em forma de gente. Quero mais é voar e nunca parar, mesmo que o sol se esconda. Vou continuar na sonda, pelas vozes de penas, pelas asas serenas que me fazem viajar.

 

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