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Esse saí-azul (Dacnis cayana) fez a nossa alegria em uma fria manhã de outono
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A fêmea do saí-azul nos deu ótimas oportunidades para foto, como essa feita pelo Alessandro.
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O saí-azul macho (Dacnis cayana) parecia se alimentar da poupa desses frutos da pindaíba (Xilopia aromatica).
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A foto que consegui fazer quando o bando de taperuçus já estava se dispersando dá uma ideia, mas não cosegue mostrar a quantidade enorme dessas aves que apareceram de repente
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O Alessandro fotografando os taperuçus...
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...E aqui o resultado, uma foto legal de um bicho muiiito difícil de se registrar
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O meu registro do urubu-rei (Sarcohampus papa) feito de bem longe. Continua o desejo de conseguir uma foto melhor dessa ave magnífica!

 

Há tempos não posto nenhum texto, devo confessar que temos saído pouco para passarinhar, devido principalmente ao excesso de trabalho. Mas, porém, todavia… “eles passarão e eu passarinho”, ou melhor, nós “passarinharemos” sempre.

No último domingo de manhã, experimentei minha primeira passarinhada com frio. Pulamos cedo da cama e antes das seis já estávamos na Usina Santo Antônio, uma pequena hidrelétrica localizada no ribeirão Borá, no município de Sacramento. Dia típico de outono, céu claro e muito frio. Os passarinhos na verdade estavam lá, mas também estavam com frio. Ouvimos diversas vocalizações em uma área de mata fechada, mas esses não nos deram o ar da graça.

Decidimos caminhar até uma construção abandonada, no topo de uma montanha, de onde poderíamos observar os bichinhos do alto e também tomar um pouco de sol. Logo apareceu um lindo casal de saí-azul (Dacnis cayana). Eles passarinhavam nas flores vermelhas de uma pindaíba (Xilopia aromatica), e parece que se alimentavam dos frutos dessa planta.

A fêmea do saí-azul nos deu ótimas oportunidades para foto, como essa feita pelo Alessandro.

O macho sempre vistoso com o seu azul profundo, e a fêmea, fazendo graça e se escondendo entre o colorido das flores e o verde da imensidão do Vale do Cipó. Toda verde azulada na sua dança de sedução. Esse casal fofo foi nossa companhia durante horas. Sumiam e apareciam. Consegui bons cliques e o Alessandro cliques brilhantes.

A nossa calma manhã ensolarada e fria de domingo, de repente transformou-se em um remake do filme “Os Pássaros”, de Hitchcock, mas sem espantos. Os pássaros não nos atacaram. Mas, em um piscar de olhos o que era apenas um taperuçu-de-coleira-branca (Streptoprocne zonaris) voando solitário no céu com seu design aerodinâmico, de repente tornou-se centenas, e em mais um piscar de olhos, milhares.

Uma imensidão sem fim de taperuçus-de-coleira-branca voando na altura de nossos olhos e dando rasantes que por vezes nos faziam desviar a cabeça, com medo de sermos atingidos! Eles se exibiam em bando e eram tantos e passavam tão próximos que podíamos ouvir os sons de suas asas batendo.

O preto e branco manchou a imensidão verde azulada. O que nos deu oportunidade de fazer boas fotos dessa espécie que geralmente só vemos voando bastante alto. Cena incrível.

No momento em que os taperaçus foram embora, em um galho bem longe pousou preguiçosamente um urubu-rei (Sarcohampus papa). Era a minha chance de fotografá-lo, pois nunca consegui. Mas a manhã também estava fria e preguiçosa para ele, que não quis voar, ficou tomando sol, de todos os lados, e nos deu um chá-de-cadeira. Ficamos cerca de uma hora esperando o urubu-rei ao menos se levantar, mas nada feito, fomos embora e deixamos o bichinho se esquentando no sol.