Sol brilhando ao entardecer, com uma luz especial ao se encontrar próximo ao horizonte e evidenciando uma tonalidade amarelada, hora propícia para aparecer o frequentador do pedaço que tanto esperávamos.

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  • Texto e fotos: Elisa Torricelli
  • Câmera: Nikon D90, lente Nikkor 80-400

Foi assim que, no campo aberto, voando baixo, asas longas, envergadura avantajada com cerca de 37 cm, surgiu o mocho-dos-banhados (Asio flammeus).

Pousou bem próximo a nós, em uma estaca ladeada por galhos secos, majestoso e bem à vontade. Emocionados, pudemos conhecê-lo e também fotografar toda sua beleza.

Aproveitando os últimos raios de sol e se preparando para caçar, se sacudiu eriçando e expondo a deslumbrante plumagem e ainda mais, parecia fazer pose ao levantar um pé e mostrar as avantajadas garras, uma de suas características de exímio caçador.

Em sua “ronda”, passou várias vezes sobre o mesmo lugar, sempre voando baixo, como se tivesse um território definido. Esta ação em especial, aconteceu às 17h15m mais ou menos. Algum tempo depois, girou a cabeça 270 graus (podem fazer esse impressionante 3/4 de uma completa rotação, sem sofrer qualquer dano), pois percebeu um possível movimento, um alimento que circulou ao seu redor. A seguir ela voou e “mergulhou” rápido em direção ao chão recoberto de vegetação rasteira, como mostra a foto e exatamente como li em um artigo sobre seus costumes para caçar, como sendo seu hábito diurno crepuscular, procurando por roedores ou pequenos mamíferos. Deve ter sido uma presa muito pequena, imperceptível para nós, talvez um insetívoro, que também faz parte de seu hábito alimentar.

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Nessa especial tarde, do dia 7 de maio, quase no crepúsculo, foi a segunda vez que o casal foi visto voando juntos. Essa cena aconteceu rapidamente, nos surpreendeu e nos encantou demais, não foi possível o registro, mas valeu ver e testemunhar o momento das aves, para passar essa preciosa notícia, pois podemos futuramente registrar resultados positivos, como uns lindos filhotinhos de mocho-dos-banhados, como colocou Gustavo Pavopinto.

Um avistamento cheio de emoção e muitas particularidades, que agradeço ao Gustavo, pois nos acompanhou ao local exato, com todo respeito que as aves merecem e a atenção que nos dispensou para esse encontro com o exuberante mocho-dos-banhados.

Gustavo foi o birdwatcher que encontrou a espécie em Americana. Ele e mais alguns companheiros de saídas a campo, para observação de aves, como o Peterson Bacchin, o Sivonei Pompeo, acompanham a espécie nesse habitat, passando aos visitantes todos o costumes e hábitos, desse casal de aves. Parabéns para vocês e continuem preservando as aves, como elas vieram para voarem soltas e livres na natureza.

Jaqueline e Fernando Cipriani, amigos de muitos passarinhares, obrigada pela companhia em mais este desejado “lifer”. Ana e Roberto Duarte, foi um prazer conhecê-los.

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