As regiões de arrozal sempre atraem uma grande diversidade de aves

  • Texto e fotos: Claudia Komesu com Nikon D800 e Nikkor 300 f4 VR

O arrozal de Tremembé no verão é sempre um ótimo lugar para passarinhar. Novembro a fevereiro é a melhor época (sei que estou atrasada pra publicar este post, desculpe, em 2016 não trabalhei no Virtude e vários posts se acumularam). Nos outros meses você sempre pode ver as aves residentes, como jaçanã, garça-branca-grande, garça-vaqueira, garibaldi, tipio, mas é no verão que você poderá ver mais abundância de aves. Nas épocas certas é possível ver várias espécies de patos e marrecos, além de colhereiro, cabeça-seca.

No Virtude há vários posts sobre arrozal. O do Sérgio Coutinho descreve os locais com bastante precisão: http://virtude-ag.com/fav-arrozal-nov13-por-sergio-coutinho/

As fotos deste post foram feitas em dois dias, em rápidas passagens pelo arrozal na ida e na volta de Campos do Jordão (outro post que ainda preciso montar).

Além da oportunidade de belas fotos da corte e cópula do casal de garibaldi, foi emocionante ver o grupo de garibaldis atacando um socó-boi-baio. Ele se movia devagar em direção a uma moita, desconfio que era um ninho de garibaldis. Os garibaldis deram vários rasantes sobre o socó-boi-baio, que em geral ignorava, às vezes só se abaixava um pouco, mas não interrompeu sua investida. Continuou caminhando devagar até a moita, ficou alguns segundos fora da vista, com um garibaldi macho dando vários rasantes, depois o socó voltou a aparecer. Se ele conseguiu comer algum filhote, não sei, não estava com nada no bico. Vi quatro socós-bois-baios, nunca tinha visto tantos.

Também gostei muito de ver as incríveis nuvens de mosquitinhos, acho que eram da família das efeméridas. Eram pelo menos três que grupos grandes formavam algo como um túnel, ou cone. Tentei algumas fotos, mas só depois vendo no computador vi que deveria ter tentado mais ainda. Ampliando a imagem, é como se fossem fadas minúsculas. Na volta pra São Paulo passei de novo pelo arrozal, na esperança de que poderia ver de novo os grupos, mas eles não estavam lá. Se eram mesmo efeméridas, eles ficam adultos, acasalam e morrem no mesmo dia, isso depois de passar de 2 a 3 anos como larvas. A sensação é de ter perdido uma grande oportunidade. O Cris (meu marido) me consolou dizendo que é difícil mesmo registrar coisas assim, e que as fotos que eu consegui são boas, mas queria fotos melhores, deveria ter ficado mais tempo com eles.