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Passarinhada em Campos do Jordão, com o Thiago Carneiro como guia

  • Três dias e meio passarinhando com o Thiago, companhia das queridíssimas Rosemarí Júlio e Hideko Okita em alguns dos dias
  • Texto e fotos: Claudia Komesu, com Nikon D800 e Nikkor 300 f4

Conheço a Rosemarí faz alguns anos, e de vez em quando nos encontramos em passarinhadas. Gosto muito dela, é uma pessoa que está sempre alegre, fazendo as pessoas rirem. A Rosemarí viaja bastante, não é fácil fazer nossas agendas baterem, mas aconteceu de no final de setembro ela ter alguns dias em Campos do Jordão e eu poder ir pra Campos. A Rosemarí e a Hideko (outra queridíssima) fariam um curso de Lightroom em Campos. Eu não tinha interesse no curso, mas combinamos de passarinhar juntas em dois dias. Fui preparada pra ficar na casa de campo dos meus sogros, sozinha, fiz aquelas compras de congelados e lanches que os solteiros entendem bem, mas quando cheguei lá a Rosemarí fez questão de eu ficar na casa dela e assim tive toda a mordomia das comidas maravilhosas que a Rosemarí faz, além de excelente companhia.

Era final de setembro, já não é o pico de atividade das aves. Uma das mais famosas de Campos, o gavião-pega-macaco que o Thiago descobriu, e que pousa perto, no baixo, não estava mais aparecendo, nem a tovaca. Mas vimos muitas outras aves. Papagaio-de-peito-roxo com ninho (e de longe), um relance da saudade (saudade é uma ave, a preta com detalhes amarelos na asa no início da galeria), o peito-pinhão várias vezes, várias vezes o beija-flor-de-topete, tapaculo-preto empoleirado, um relance da borralhara-assobiadora, casal de sanhaçu-fogo, um show do joão-botina-do-brejo, que ficou a menos de 5m da gente, caneleirinho-de-chapéu-preto, tesoura-cinzenta, choquinha-da-serra, as marias-pretas, sabiá-de-coleira (entre outras aves) e, no último dia, o falcão-caburé, que a Rosemarí queria muito ver. A gente já havia tentado em vários pontos que o Thiago conhece, ele não respondia, por fim ele tocou o playback numa região nova, com casas por perto, e o bicho respondeu e apareceu de surpresa. É a intuição do Thiago. Fui embora logo depois, tinha que voltar pra São Paulo a tempo de fazer o jantar pra família (dia do meu enteado dormir em casa).

Além das aves e da companhia, nesse passeio ganhei um presente: contei pra Rosemarí que estava fazendo ilustrações de aves para estampas de tecido, e pensando se eu traria uma máquina de costura na mala da viagem pros Estados Unidos dali a duas semanas, ela decidiu me dar uma das máquinas dela. Não esperava, foi um super-presente. Está aqui na minha sala, mas ainda não consegui mexer nela. O final do ano foi corrido, e quando voltei pra rotina de trabalho em janeiro, decidi que iria cuidar do Virtude e dos posts atrasados, ainda não consegui parar pra tentar mexer na máquina, mas em breve acabo com os atrasos e poderei me aventurar no mundo da costura.