Parque Nacional da Lagoa do Peixe
MOSTARDAS E TAVARES – RS

  • Período: 27 de setembro a 1 de outubro de 2017
  • Grupo: Ivan Cesar, Hilton Filho e Ralph Antunes
  • Guia: Flávio Ronaldo (flavio_ronaldo@yahoo.com.br)
  • Texto e fotos: Ivan Cesar https://www.flickr.com/photos/ivancesar/

Confesso que a ansiedade com a chegada do período da viagem, planejada junto com os amigos Hilton Filho e Ralph Antunes, estava cada vez maior. Ficava imaginando como seria passarinhar na imensidão dos pampas, podendo ver o horizonte em 360o e dispor de boa luz o dia todo.

27 de setembro de 2017 – quarta-feira

Embarcamos no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro na manhã do dia 27 e chegamos a Porto Alegre por volta do meio-dia. Fomos até a locadora pegar o carro que alugamos, um Renault Duster (não era 4×4, pois não havia necessidade nessa época do ano), um carro que nos daria conforto e, sendo mais alto, andaria sem problema nas estradas de terra do parque.

De Porto Alegre até Tavares, onde ficaríamos hospedados na Pousada Costa do Mar, são 260 Km, grande parte do caminho em estradas com boa conservação e longas retas (apenas um trecho próximo a Mostardas está com o asfalto com muitos buracos). Almoçamos em um pequeno Shopping ao lado da locadora e partimos rumo ao nosso destino.

Já na RS-101, ainda bem distante de Mostardas/Tavares, começamos a observar uma incomum movimentação de aves no leito da estrada, em sua maioria chupins e alguns cardeais. Depois, ficamos sabendo que essa movimentação se deve ao grande tráfego de caminhões transportando grãos naquela estrada, pois uma pequena parte da carga acaba caindo no asfalto. Inclusive, nos trechos mais esburacados da estrada a concentração de aves era bem maior, não apenas porque o solavanco dos caminhões contribuía para derrubar mais grãos, mas porque os buracos e a baixa velocidade dos veículos permitiam a retenção dos grãos no local.

É claro que paramos algumas vezes no caminho para fotografar as aves que se apresentavam. Até chegar a Mostardas, além dos chupins e cardeais, muito comuns, fotografamos gavião-caboclo, codorna amarela (foto ruim) e beija-flor-dourado.

Ao passar por Mostardas, já por volta de 18 h, fomos ao encontro do nosso guia, Flávio Ronaldo, para fazer os últimos acertos de horários e locais para os próximos três dias de intensas atividades passarinheiras. Flávio Ronaldo é um guia local que aprendeu a apreciar as aves e contribuir para a preservação da biodiversidade do parque nacional. É um guia que conhece cada pedacinho do parque e das áreas em sua volta e foi incansável na sua busca de nos proporcionar excelentes fotos e uma experiência marcante e inesquecível dessa viagem maravilhosa ao litoral sul gaúcho.

Finalmente, por volta de 19h30, chegamos ao nosso destino, a Pousada Costa do Mar, em Tavares, que fica a apenas 20 Km de Mostardas. Fomos recebidos de forma acolhedora pela Sandra, proprietária do local. As acomodações ficam em um pequeno prédio de 2 andares no terreno da casa onde mora a família. Na casa também fica o restaurante da pousada. No prédio existem 6 suítes, muito bem conservadas e confortáveis. O local é altamente recomendável para hospedagem de observadores de aves pois a Sandra ainda prepara um “farnel” individual para que possamos levar no dia seguinte, já que não daria para aguardar o horário do café da manhã. Na hora do jantar, além da comida muito gostosa e com preço justo, somos brindados com uma seleção de vídeos com ótimas músicas, selecionadas pelo filho da Sandra.

28 de setembro de 2017 – quinta-feira

O primeiro dia efetivo da nossa passarinhada começou às 6h30 da manhã, quando saímos da pousada rumo a Mostardas para pegar o nosso guia e seguir para a Trilha das Dunas. Uma observação: a trilha na verdade é uma estrada de terra que permite trafegar tranquilamente com um carro de passeio. Nessa época do ano, como chove pouco, não foi preciso carro com tração 4X4.

Logo no início da trilha avistamos uma codorna-amarela, mas ela não deu muita oportunidade para boas fotos. Mais a frente, conseguimos registrar beija-flor-dourado, cardeal, risadinha e guaracava-de-bico-curto, que fez ótimas poses em um galho bem próximo da estrada. Em seguida, junto a uma pequena ponte, conseguimos ótimas fotos da saracura-do-banhado, que muito calma permitiu uma razoável aproximação.

Prosseguindo em direção às dunas da faixa litorânea, registramos o saracuruçu, um dragão com a característica pose onde se apoia em dois pequenos galhos com as pernas abertas, a fêmea da viuvinha-de-óculos e um casal do belíssimo frango-d’água-carijó, que nos proporcionou oportunidades para ótimas fotos.

Chegando à faixa litorânea pudemos observar o piru-piru e o trinta-reis-real. A gaivota-maria-velha passou rápido sobre as nossas cabeças não permitindo um registro muito bom. No retorno fomos atrás do curriqueiro, que habita as areias na zona de transição entre as dunas e a vegetação dos pampas. Deu um trabalho danado, mas conseguimos visualizar um indivíduo bem distante, que não deu chance para uma melhor aproximação e boa foto.

No início da tarde seguimos para uma localidade chamada Nova Escócia, onde, em uma pequena área de mata de transição, conseguimos fotos da noivinha, balança-rabo-de-máscara (fêmea), tico-tico-rei, quem-te-vestiu, rolinha-picuí e um belo macho jovem do sanhaçu-papa-laranja. Conseguimos, ainda, uma boa foto de uma casal de marrecas-pardinha, mas a marreca-cricri passou apenas voando ao longe, não permitindo uma foto digna da sua beleza. Nessa área havia muitos carneiros pastando. Eu nunca tinha visto um carneiro, assim, ao vivo!

No final da tarde resolvemos fazer a primeira tentativa de conseguir uma foto de um dos principais objetivos da viagem, o belo e simpático papa-piri. Rumamos, então, para a localidade de Porto do Barquinho, nas margens da Lagoa dos Patos, onde depois de algumas tentativas frustradas conseguimos finalmente ótimas fotos dessa encantadora avezinha que habita os juncais da beira da lagoa, junto com outra ave “casca-grossa”, o bate-bico, que não deu muita chance para boas fotos.

Para terminar o dia, nosso guia nos levou a uma serraria desativada nas proximidades da cidade de Mostardas, onde afirmou que havia observado o corucão. Entramos no terreno da antiga serraria e não demorou muito para encontrar, disfarçadas em sua camuflagem quase perfeita, algumas aves pousadas no chão. Elas são ariscas e não permitem uma grande aproximação. Conseguimos boas fotos e fomos para uma padaria da cidade fazer um lanche rápido. Comemos a famosa “cueca virada” (uma espécie de bolinho de chuva com formato retangular, muito gostoso) e tomamos um cafezinho bem quentinho para revitalizar e partir de volta rumo à pousada e curtir o descanso merecido.

29 de setembro de 2017 – sexta-feira

Partimos novamente às 06:30 h para pegar o nosso guia em Mostardas e seguir rumo à Trilha do Talhamar, que fica em Tavares. Decidimos percorrer a trilha na parte da manhã e na parte da tarde seguir pela praia na tentativa de chegar até a barra da Lagoa do Peixe.

Ao entrar na trilha fomos recebidos por um saracuruçu, mas ele estava um pouco distante e as fotos não ficaram tão boas. Logo foram surgindo outras espécies, batuiruçu, caminheiro-de-espora, marreca-parda, maçarico-de-sobre-branco. Ao chegar a uma pequena ponte de madeira avistamos algumas capororocas, que estavam bem distantes. Decidimos avançar pelo solo encharcado da beira da lagoa, tentando obter uma melhor distância para as fotos. Não demorou muito para o bando se incomodar com a nossa presença, já que no charco dos pampas não temos sequer uma moita para tentar se esconder. Conseguimos fazer as fotos, apesar de não ter tido oportunidade para uma boa aproximação.

A próxima busca seria pelo joão-platino, outra espécie bem cascuda. Andamos por uma vasta área a procura do bicho, que nem deu sinal de vida! Nessa busca, conseguimos fotos do sabiá-do-banhado e de um casal de sargentos. Resolvemos, então, fazer um lanche rápido junto ao carro antes de dar continuidade na passarinhada e eis que do nada surge um belo exemplar do joão-platino, no topo de um mourão de cerca, bem na nossa frente, vocalizando e fazendo um belo display, dando oportunidade para muitas fotos. Esse já valeu o dia!!

Fomos até a praia passando pela região de transição entre a vegetação rasteira e as dunas, que se apresentavam a nossa frente. Verificamos como estava a condição para tráfego na areia, pois na parte da tarde seguiríamos rumo à barra da Lagoa do Peixe pelo litoral.

Ao retornar para o almoço em Tavares ainda tentamos o boininha, em um local de capinzal bem encharcado, onde verificamos que as galochas que trouxemos do Rio não eram muito apropriadas (pesadas, duras e com altura inapropriada). O boininha nos deu um verdadeiro olé!! Eita, avezinha arisca!! Não saímos muito frustrados porque um casal de capororocas se aproximou da margem da lagoa e nos proporcionou boas fotos.

Após o almoço em Tavares, decidimos ir a uma loja e verificar os preços das galochas. Encontramos galochas excelentes, maleáveis, confortáveis e com o cano até o joelho, por um ótimo custo x benefício, entre R$ 30,00 e R$ 46,00. A galocha dobrada ocupava o volume de um tênis e foi bem prático na hora de fazer a mala para o retorno ao Rio.

Na parte da tarde retornamos para a Talhamar, dessa vez seguindo direto para o litoral. A maré cheia deixava uma pequena faixa de areia com resistência suficiente para nosso carro, com tração 2 X 2, trafegar com segurança. Mesmo assim, partimos na tentativa de alcançar a barra da Lagoa do Peixe. No caminho pela praia conseguimos fotografar piru-piru, maçarico-de-papo-vermelho, batuiruçu, batuira-de-bando, batuira-de-coleira, trinta-réis-de-bando, maçarico-branco, vira-pedra, maçarico-de-sobre-branco e trinta-réis-pequeno. Não havia um movimento muito grande de aves na orla, fato não muito comum para o local.

Conforme nos aproximávamos da barra da lagoa a faixa de areia com boa resistência ia se estreitando e chegamos a atolar em uma tentativa de sair da praia. Felizmente, conseguimos recolocar o veículo na faixa de areia mais consistente. Para chegar até a barra teríamos que deixar o carro na praia e seguir a pé, então decidimos retornar, pois a maré estava subindo e o carro poderia ser atingido pelas ondas. A visita à barra da lagoa, infelizmente, ficou para outra oportunidade.

Retornamos até o local onde avistamos o boininha na parte da manhã e ele, mais uma vez, deu um verdadeiro olé na gente!! Ali mesmo, já no final da tarde, tivemos o prazer de conhecer o Eloir, parente do nosso guia, que produz miniaturas de aves em madeira que são verdadeiras obras de arte. Vale a pena conhecer o atelier do Eloir em Mostardas, simplesmente irresistível!

Próximo ao local onde encontramos o boininha o Eloir informou sobre a presença de um ou mais indivíduos da narceja-de-bico-torto. Fomos até o local, de vegetação rasteira e bem encharcada, e começamos a percorrer o terreno em busca da narceja. Ela fica muito bem camuflada no terreno e quietinha, quando a gente se aproxima da ave ela levanta voo em alta velocidade e se afasta para um área mais distante do terreno. Detalhe, todas as vezes que chegamos bem perto para provocar o voo da narceja, a gente não percebia a presença da ave no terreno! Consegui uma foto prá lá de “meia boca”, mas não teve outro jeito.

30 de setembro de 2017 – sábado

Iniciamos o dia com o tempo chuvoso e sem dar pinta de que iria melhorar tão cedo. Decidimos ir novamente até Porto do Barquinho, em Mostardas, pois nosso parceiro Ralph Antunes precisava tentar melhorar suas fotos do papa-piri. No primeiro dia da passarinhada, o Ralph passou mal justamente no momento que estávamos fotografando o papa-piri e acabou perdendo boas oportunidades.

Chovia bem e a Estrada da Caeira, que dá acesso ao Porto do Barquinho, estava um lamaçal. Por sorte, o tipo de solo da região é arenoso e com boa resistência, o que permitiu, mesmo com um carro sem tração integral, que chegássemos sem maiores problemas ao nosso destino.

Quase chegando na Lagoa dos Patos, tivemos a primeira boa surpresa do dia. Uma marreca-de-coleira macho, que antes só havíamos avistado muito distante, estava toda “poser” no topo de um mourão de cerca curtindo a chuva. Ela colaborou bastante e permitiu ótimas fotos! Logo depois, chegamos aos juncais da beira da Lagoa dos Patos, o ponto do papa-piri. Foi colocar o playback e o bicho veio faceiro, se mostrando em vários momentos no limpo e permitindo ótimas fotos, apesar da chuva que apertava nessa hora. Antes de retornar para o carro chegamos a avistar três indivíduos juntos no juncal.

Resolvemos retornar para Mostardas, almoçar e partir novamente para a trilha do Talhamar, em Tavares, torcendo para que a chuva desse uma trégua. Na volta ainda conseguimos boas fotos do tachã, de um chimango encharcado tentando se proteger da chuva atrás de um mourão de cerca, da saracura-do-banhado e do quete-do-sul. Chegando em Mostardas, como ainda estava cedo para almoçar, o Flávio sugeriu dar uma passada na casa do Eloir para apreciar as miniaturas de aves e tentar fotografar o sanhaçu-papa-laranja que era frequentador do comedouro que havia em um pequeno terreno nos fundos da casa. Essa espécie era muito desejada por todos! Chegando lá o Eloir resolveu trocar a fruta do comedouro para ver se ele aparecia. Não demorou muito e conseguimos ótimas fotos do macho e fêmea. Bingo!!

Após o almoço a meta principal seria tentar obter fotos do cisne-de-pescoço-preto. Por volta de 12h30 retornamos à Trilha do Talhamar (que na realidade é uma estrada, onde podemos circular de carro) e logo avistamos uma ema, que estava bem próxima da estrada, permitindo boas fotos.

A chuva havia dado uma trégua e não demorou para avistar um belo maçarico-acanelado, também próximo da estrada, que permitiu ótimas fotos. Paramos novamente no local onde encontramos o boininha. Seria a última tentativa! Enquanto ele não aparecia, fiz algumas poucas fotos de um casal de carqueja-de-bico-manchado, que, apesar de distantes, foi o mais próximo que consegui durante toda a passarinhada. Ainda aguardando o boininha, fiz fotos de alguns cavalos soltos no campo e de um polícia-inglesa-do-sul, que se aproximou bastante. Com a chuva da manhã, os mosquitos apareceram. E olha, não era qualquer mosquito, mais parecia um avião!!

Finalmente, o boininha deu as caras! Mas você pensa que foi fácil… Depois de tomar uma surra correndo para lá e para cá naquele terreno encharcado, com os mosquitos o tempo todo encima, eu já tinha tomado a decisão de desistir e seguir para outro local. Foi quando o Flávio, nosso guia, gritou… aí Ivan, bem na sua frente! Eu não acreditei, o boininha, no limpo, bem no alto do capinzal, se deleitando com o bando de mosquitos.

Eu estava tão cansado de ter corrido de um lado para o outro atrás do bicho, que mal conseguia respirar e segurar o conjunto câmera + lente com a firmeza necessária. Tentei me acalmar, puxar o ar, e que ironia, justamente por causa dos mosquitos, conseguimos fotos excelentes dessa avezinha linda e muito arisca. Foi um verdadeiro ensaio fotográfico!!
Talvez tenha sido a maior comemoração de toda a passarinhada, porque tivemos que suar muito até conseguir essas fotos!

Bem, era hora de procurar o cisne-de-pescoço-preto, mas antes disso ainda fizemos boas fotos do gavião-do-banhado em voo. Finalmente, nosso guia localizou o cisne! Putz, até de binóculo ficava difícil de ver o bando nadando no meio de uma lagoa distante cerca de 1.000 metros da estrada. E lá vamos nós avançando no pasto encharcado, pulando ou passando por baixo de cercas, dando um “chega pra lá” no gado, até chegar na beira da lagoa onde estava o bando. Antes de chegar na lagoa, conseguimos boas fotos do caminheiro-de-unha-curta.

Foi meio decepcionante, o bando, lá no meio da lagoa, ainda estava bem distante!! Resolvemos, então, colocar a prova nossas galochas novas e avançamos o que foi possível pela lagoa até que o nível da água se aproximasse dos nossos joelhos. Bem, não foi o ideal, mas conseguimos fazer fotos razoáveis do bando.

No retorno até a estrada nos deparamos com um ninho de quero-quero, com dois ovos. Ao chegar onde estava o carro, mais uma boa surpresa, uma fêmea de capororoca, seguida por dois filhotes, nadava bem próximo de onde estávamos. Conseguimos boas fotos desse belo momento!

Após nosso amigo Ralph atolar no charco tentando melhorar a foto da capororoca com os filhotes, resolvemos partir para a Trilha da Figueira, essa mais próxima da cidade de Tavares. Chegamos na trilha por volta de 15h40, com o tempo ainda bem nublado, mas sem chuva. Sabíamos que teríamos apenas mais umas três horas de luz razoável e procuramos nos apressar para tentar chegar a uma pequena lagoa onde tentaríamos localizar o flamingo-chileno.

No caminho, fotografamos pica-pau-verde-barrado, noivinha, beija-flor-dourado, cardeal, cochicho (no ninho), trinta-réis-pequeno e maçarico-de-sobre-branco. Finalmente, conseguimos localizar um casal de flamingos em uma lagoa um pouco mais distante. Tentamos nos aproximar com a maior discrição possível, mas eles perceberam nossa presença e alçaram voo, permitindo apenas fotos de longe.

Na volta para o carro, já bem cansados, ainda fotografamos o caminheiro-de-espora no toquinho, um bando de caraúnas voando na contraluz e o pica-pau-do-campo, que nosso guia comentou pode se tornar uma nova espécie em breve. Para terminar, descobrimos o porquê do nome da trilha, ao constatar algumas figueiras curvadas pela força do vento.

1 de outubro de 2017 – domingo

Malas prontas, tomamos o café da manhã pela primeira vez na pousada e partimos para Porto Alegre. Na estrada, nosso amigo Hilton Filho percebeu a movimentação de uma codorna-amarela junto ao asfalto. Passamos um pouco de onde ela estava e paramos o carro no acostamento. Ficamos aguardando atrás do carro, esperando que ela continuasse em nossa direção. É uma ave muito arisca, mas veio tranquila se aproximando de onde estávamos, permitindo ótimas fotos. Na estrada começamos e na estrada terminamos a nossa bela aventura passarinheira em terras gaúchas.

 

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