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Rumo a Guaraqueçaba...
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Café da manhã na casa do Jurandir
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O pier em Guaraqueçaba
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Da esq: Pompeo, Vilela, Danilo, Luciano, Ubaldo, Peterson, Dú e Gustavo
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Gustavo, Peterson e Danilo sensualizando na web!
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Este é um ser iluminado! Sempre meditando sobre as questões do Universo...
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Todo mundo correndo, menos eu que estava manquetola...
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Savacu-de-coroa (Nyctanassa violacea)
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Savacu-de-coroa (Nyctanassa violacea)
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Savacu-de-coroa (Nyctanassa violacea)
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Pica-pau-bufador (Piculus flavigula)
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Gralha-azul (Cyanocorax caeruleus)
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Trovoada (Drymophila ferruginea)
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Rabo-branco-pequeno (Phaethornis squalidus)
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Topetinho-verde (Lophornis chalybeus)
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A cachoeira de Salto Morato
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Vista panorâmica a partir do mirante.

 

O sábado amanheceu com um céu cinzento e encoberto por nuvens, mas ainda assim decidimos manter a nossa proposição de seguirmos até Guaraqueçaba.

Para mim o dia não começou muito bem, pois na noite anterior depois de nossa chegada ao alojamento, descobri estar com o pé direito cheio de bolhas (algumas já haviam estourado). Não sei exatamente o que ocasiona bolhas nos pés, já que o calçado não era novo, mas eu consegui me superar desta vez. Dava para lavar o carro com a água acumulada em meus pés! A partir daí virei o “manquetola” da turma, sempre chegando por último e depois das aves já terem se mandado do local…sniff, sniff!

Para agilizarmos o processo decidimos tomar o nosso café da manhã na casa do Jurandir, no caminho entre a Reserva e a estrada para Guaraqueçaba. Embora eu não coma bananas, o pessoal curtiu muito uns bolinhos de banana, fritos em uma massinha doce. Teve gente que pediu até a receita.

Chegando na cidade pudemos comprovar algo que haviam nos contado anteriormente. A entrada da cidade esta interditada devido a uma disputa política e tivemos que fazer vários desvios por ruas secundárias, para enfim chegarmos a um local, onde segundo o nosso guia encontraríamos o savacu-de-coroa.

A maré estava muito baixa e a água havia recuado dezenas de metros. Mas logo pudemos ver os primeiros exemplares caçando no lodo deixado pela maré baixa. Todo mundo querendo garantir a sua foto, quando o Luciano nos avisa que em cima do pier havia diversas aves e que poderíamos ainda nos aproximar mais. Todo mundo correndo, menos eu que estava manquetola…

Mas realmente eles ficaram quietinhos pousados no pier e ainda deram um show para as fotos. Teve sequência de voo, bico aberto, fechado, abaixado, em dupla,etc… Foi muito emocionante estar ali, a poucos metros destas aves e poder registrá-las com tanta facilidade. Aproveitamos para conferir os resultados e para fazer a foto da turma reunida.

Nesse momento o nosso amigo Peterson lembra que ainda não tínhamos feito nenhum vídeo de nossa viagem, pelo menos nenhum com a turma. Sugeriu então que fizéssemos um Harlem Shake!

Legal, fantástico, supimpa, pândego……………………mas o que é Harlem Shake???? Ninguém (além dele é claro) tinha visto isto e como iriamos fazer a coreografia. Nem a música nós tínhamos. Depois de algumas explicações resolvemos tentar e ver o que dava. O Peterson seria o maestro da vez!

Bom… tentem imaginar a reação das pessoas do local ao verem um bando de barbados, dançando freneticamente em cima de um pier e sem música alguma! Não me lembro de ter dado tanta risada assim em nenhuma outra ocasião recente.

Posteriormente, durante a edição do vídeo, constatamos que a coreografia não estava casando com a música original e aí veio a grande sacada de usar outra música. Esta sim combinava com o nosso perfil. E nosso vídeo acabou ficando SUPER ORIGINAL, criamos o “Harlem-passari-shake”!

Na volta para a reserva surgiu uma nova ideia. Comemorarmos a nossa viagem com um churras de despedida. Passamos então no único mercado do local para comprarmos os ingredientes necessários. Na seção de carnes nós levamos um susto. Havia uma placa de oferta com ” Filé Mignon por R$ 14,99″ Tinha gente querendo comprar uma caixa de isopor para trazer a carne para casa!

Na hora do pedido o açougueiro aparece com uma peça de carne enorme, com osso e tudo! Acabamos de aprender que cada parte do boi tem nomes diferentes em localidades diferentes.

Algumas paradas no caminho de volta a reserva e vamos almoçar, pois na parte da tarde iriamos conhecer a atração que dá o nome a Reserva, o Salto Morato.

Vários brejos e alagados da região foram transformados em pasto para a criação de búfalos, e desta forma é muito comum vê-los pelo caminho. Em uma de nossas paradas fomos até acuados por um destes valentões. Melhor não contrariar…

Já a poucos metros da portaria da reserva, paramos para observar um ninho de tucanos quando nosso guia começa a nos reportar sobre outras espécies na área. Em um espaço de poucos metros pudemos ver, ouvir e fotografar diversas aves, entre elas a araponga, gralha-azul, tiê-do-mato-grosso e um lifer para todo o grupo, o pica-pau-bufador!

E como nem só de aves nossas lentes se alimentam, aproveitamos também para registrar esta bela lagarta-pinheirinho.

Almoço de despedida com a turma do Jurandir e vamos para a cachoeira de Salto Morato! Bom… eu mancando atrás, né?

Desta vez não levei a teleobjetiva e me determinei a apenas fotografar a paisagem, afinal carregar duas câmeras e mais um monte de lentes, com o pé em carne viva devido as bolhas, é coisa de masoquista! Primeiro uma parada no aquário, onde nossos amigos aproveitaram para se refrescar.

Faltou relatar que em função do feriado prolongado, havia um grande número de visitantes na reserva, do gênero que pode ser descrito como “Turista Ocasional com ocorrência maior aos finais de semana, e que prove a si mesmo e ao grupo do qual fazem parte, de alimentação a base de farináceos, especiarias e miúdos” ou simplesmente FAROFEIROS!

É claro que o ruído nas trilhas já não era apenas do canto das aves e da água correndo, mas a presença de funcionários nesses pontos garantia um certo controle da massa.

E novamente mancando consegui vencer a parte restante da trilha, para poder enfim contemplar essa maravilha da natureza, aqui em nosso querido país: a cachoeira de Salto Morato Uma cachoeira com aproximadamente 110 metros de queda, emoldurada por uma vegetação exuberante e que desemboca formando um pequeno e límpido riacho. Para falar a verdade, eu nem sei mais se havia alguma ave nas redondezas, tamanha era a beleza daquela cena.

Aproveitamos para registrar o local e a nossa passagem por ali também!

Ficamos um bom tempo no local, alguns amigos aproveitaram para se refrescar novamente e depois que todos já haviam partido, começamos a nossa volta para o alojamento ( e eu mancando). Faltava o churras de despedida e arrumar as coisas, pois sairíamos bem cedo, rumo a Morretes. Lá nosso guia pretendia nos mostrar algumas joias do local.

Naquela noite a chuva veio com vontade e embora não tenha chovido forte, a mesma foi constante e pela manhã ainda caía uma leve garoa. A estrada que na vinda era puro pó, agora havia mudado. No lugar do pó havia poças de água barrenta e muitos buracos que foram descobertos pelas enxurradas. O jeito foi fazer o trajeto bem devagar, tentando desviar das enormes pedras que surgiam no pavimento.

Em determinado trecho nosso amigo Gustavo se descuidou e acabou batendo em uma destas pedras, danificando o protetor do cárter. Parados para tentar remediar a situação, ele pergunta se alguém teria uma chave fixa de 10mm. O Danilo responde: “Pode ser esta?”

Para a surpresa de todos havia uma chave destas, abandonada na estrada, bem onde eles haviam parado o carro! Quando eu digo que a sorte nos acompanha, parece frescura né?

De volta ao caminho, só que agora andando bem mais devagar e com cuidado redobrado, tivemos ainda uma nova surpresa. Bem na nossa frente acabara de passar um jaó-do-sul. Paramos para tentar vê-lo e fotografar o mesmo, mas o que acabamos por presenciar foi uma dança de tangarás, cortejando uma fêmea. Só isso já valeu a viagem!

Uma rápida parada no mirante, uma foto da turma e uma panorâmica da vista e seguimos viagem para Morretes. Faltava agora encontrar e fotografar o topetinho-verde e o rabo-branco-pequeno. No caminho ainda pudemos ver um ninho raro de uma andorinha e melhorar os registros do trovoada.

Nosso guia nos levou por uma pequena via com chão de terra e em determinado ponto pediu para que parássemos.Um rápido playback e eis que surge o rabo-branco-pequeno.

Mais algumas centenas de metros e chegamos a um pequeno sítio, com um casal muito simpático. No local havia uma casa bem simples, mas cheia de bebedouros para beija-flores. E alí estavam os topetinhos-verdes!

Devido à chuva e a nosso horário apertado, ficamos pouco tempo ali, mas eu gostaria de passar uma manhã inteira nesse local incrível e poder fotografar com qualidade estas verdadeiras joias aladas.

Voltamos para a cidade, almoço com o tradicional Barreado e a despedida de nosso corajoso guia. Afinal, aguentar guiar um bando de malucos como esse é para poucos!

Mas para nós foi mais uma viagem marcante. Não apenas pelas espécies registradas (ainda não tenho o número total do grupo), mas também pelas pessoas que conhecemos, pelas maravilhas que pudemos ver e pelas experiências que guardaremos em nossos corações.

Um grande abraço a todos que de alguma forma participaram conosco desta aventura!

 

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