A primeira vez que ouvi falar no Linear Nove de Julho foi pesquisando no Wikiaves as espécies registradas na cidade São Paulo que ainda não havia visto. Para o meu espanto, esse parque, localizado à beira da represa Guarapiranga, concentra algumas espécies incomuns na região da capital.

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  • Texto e fotos: Marco Silva
  • Câmera: Canon Powershot SH50

Após uma pesquisa pelo endereço desse parque, observei que tinha poucas informações sobre ele, no entanto, o mesmo se encontra no caminho de volta da faculdade onde estudo. Apesar de ser um parque urbano, sua localização é dificil, nem o GPS deu conta de indicar o caminho corretamente, poucos moradores conheciam o local pelo nome. Incluí um mapa indicando o caminho.

Após vencer o pequeno desafio de encontrar o parque, o mesmo pareceu muito bem organizado e conservado. O parque é cercado e com seguranças, é todo plano, possui caminhos cimentados para caminhadas e trilhas de pedrisco e um curioso deque plástico, não possui árvores nem mata fechada,  a vegetaçao dominante é tipica de várzea, condizente com a sua localização. A entrada é gratuita e o horário de funcionamento é das 7 às 19hs.

O parque também é utilizado para a prática de aeromodelismo, talvez  por causa desta utilização o parque me passou a sensação de segurança, tendo inclusive um aviso na entrada proibindo pipas pois as linhas causariam danos a avifauna (e aos aeromodelos).

Outra observação importante sobre o local é a falta de lugares para comprar comida, nem lugares para se abrigar da chuva ou do sol, tem alguns bebedores e só, mas isso não é um empecilho, pois o parque é pequeno. Qualquer coisa, basta correr para o carro que estará protegido.

Logo na entrada você irá se deparar com um grande gramado, lá você encontrara, suiriri-pequeno, bico-de-lacre, primavera, canário-da-terra e caminheiro-zumbidor. Este último é de longe o sujeito mais simpáticos do parque, onde quer que você vá, um caminheiro aparecerá e te acompanhará voando na vertical como um foguete e vocaliza alto, ficando mais agudo no final (TRItriZiiiii…)

Mais próximo da represa as gramineas começam a ficar mais altas, lá acontece o show da polícia-inglesa-do-sul. É legal aproveitar, pois, é um visitante migratório, e estamos na época de ver esse carinha por aqui, vocalizando bastante e perseguindo a femêa.

Nas margens da represa prepare suas teles, os bichos ficam longe, mas bem a mostra. Frango-d’águas, garças, maria-faceira, carão, gavião-caramujeiro, biguas e biguatingas, pés-vermelhos, marreca-cri-cri, mergulhão-caçador e mergulhão-grande, este impressiona pelo dismorfismo sexual, o casal sempre nada junto. Esse parque é único lugar onde se pode observar o curioso e incomum mergulhão-grande.

Nível de dificuldade para observar essas espécies? Zero. Como dito anteriormete, o parque é plano e pequeno, porém, concentra espécies incomuns de se observar em São Paulo.

Este relato foi feito a partir de um passeio no meio da tarde, com duração de uma hora. Recomendo a visita.

Localização
(Avenida Ponta do Sol , s/n – Cidade Dutra – SP ) mapa linear 9 de julho