Gosto de ir ao parque fotografar aves bem cedinho, durante a semana, pois o movimento é menor. Há muitas aves nos lagos, como irerê, biguá, garça-moura, socozinho, garça-branca grande e pequena, frango d’água, martim-pescador. Em outros cantos do parque você avista sabiás-laranjeira, joão-de-barro, cambacicas, bem-te-vis, pica-paus, corruíras, pitiguaris, sanhaçus, saíras, beija-flores, periquitos, aves de rapina, e muitas outras.

Periquito-rico (Brotogeris tirica) Plain Parakeet

 

  • Texto e fotos: Silvia Linhares
  • Câmera: Canon 7D e lente Canon 100-400

Silvia Linhares fotografa corrida de carros e apaixonou-se por aves. Desde então passou a registrá-las com suas lentes. Pertence ao Centro de Estudos Ornitológicos – CEO, onde foi possível estabelecer grandes laços de amizade e ampliar o seu conhecimento sobre a observação de aves.

  • Por que vale a pena: Não enseja grandes operações logísticas. O acesso é fácil. Você vai e volta numa manhã.
  • Destaques: o cardeal (Paroaria coronata) se destaca por lá. Para passarinheiros mais experientes talvez não haja tantas novidades, mas o local possibilita a realização de fotos muito bonitas.
  • Nível de dificuldade: fácil e muito prazerosa para quem mora nas cidades excessivamente urbanizadas como é São Paulo.
  • Infraestrutura do local: boa
  • Segurança: Relativa, como todo parque público.
  • Oportunidades fotográficas: razoável
  • Onde fotografar: ao redor dos lagos e no Viveiro Manequinho Lopes
  • Como chegar: o site oficial do Parque mostra como chegar lá.
  • Quando ir: se eu pudesse ia todos os dias. Atenção especial para julho, floração das cerejeiras. Post sobre a floração das cerejeiras no Horto de São Paulo. Post sobre a floração das cerejeiras em Campos do Jordão.

Carinhosamente chamado de Ibira, o Parque recebe cerca de 20 mil visitantes de segunda a sexta, 70 mil aos sábados e 130 mil aos domingos. Foi inaugurado em 21 de agosto de 1954 para a comemoração do quarto centenário da cidade e só perde em tamanho para o Parque do Carmo e o Parque Anhanguera.

O parque conta com ciclovia e treze quadras iluminadas, além de pistas destinadas a cooper, passeios e descanso, todas integradas à área cultural. Sua área é de 1,584 km², e os seus três lagos artificiais e interligados ocupam 15,7 mil m². Situa-se na Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n – Vila Mariana – Zona Sul – Entrada franca
Tel.: (11) 5574-5177 – Horário: das 5h às 24h – Mais informações: http://www.parquedoibirapuera.com/index.php

Localização: Clique aqui

No site do CEO tem uma lista das aves já avistadas lá, mas delas eu só tive a felicidade de encontrar algumas. Acho que depende muito da época do ano. http://www.ceo.org.br/listas_de_aves/Parques_Municipio_Sao_Paulo.xls ou http://www.ceo.org.br/parqu/avif_cid.htm

Um dos locais mais gostosos é o Viveiro Manequinho Lopes (portão 8). O viveiro recebeu este nome em homenagem ao técnico naturalista Manoel Lopes, o qual foi responsável pela criação do viveiro e do manejo do Parque Ibirapuera. O viveiro é responsável por fornecer mudas que tornam nossas ruas mais verdes e agradáveis. O trabalho de Manequinho, como era conhecido, foi fundamental para todo o manejo e plantação de mudas no Parque Ibirapuera, que não possui remanescente de mata nativa, graças a sua iniciativa o local deixou de ser um terreno úmido e passou a ser um dos maiores parques urbanos da cidade.

O parque é muito agradável. Anda-se com relativa tranquilidade, pois é bem frequentado e bem policiado (óbvio que não se pode ficar totalmente relaxado quando se anda com equipamento fotográfico chamativo). Procure não ir sozinho. Possui uma excelente infraestrutura. Mas apesar de ter lugar para comer e beber, eu recomendo o de sempre (leve água e barrinha de cereais na mochila). Não necessita assinar nenhum termo, e pode usar sua DSLR à vontade. Não há seguranças investidos com poder de portaria…(rs rs rs). Geralmente são muito simpáticos.

Uma das épocas mais bacanas é durante a florada da cerejeira. Eu e meu amigo Carlos Godoy estivemos lá em julho do ano passado e registramos a passarinhada fazendo uma festança nas cerejeiras e eritrinas ao redor do lago. As crianças ficavam hipnotizadas com tanto movimento, as câmeras não paravam de pipocar, tanto pelo encanto das flores em si, como pela frenesi das aves, principalmente os periquitos-ricos.

Também já estive no Parque para ver o pôr-do-sol. É sensacional, ainda mais vivendo entre altos prédios como é o meu caso…

Eu recomendo esse passeio!