Fomos pegar chuva e atolar o carro no arrozal. Mas também vimos as andorinhas-de-sobre-branco caçando, voando baixo e devagar. Em Campos, o quete leucístico e uma boa árvore florida com psitacídeos.

Andorinha-de-sobre-branco (Tachycineta leucorrhoa) White-rumped Swallow

 

  • Texto: Claudia Komesu
  • Fotos: Claudia Komesu (Canon 7D e 100-400) e Cristian Andrei (Nikon D800 e 300 f2.8 com tele 2x)

Fim de semana sem o Daniel. Fomos para Campos, mas só na sexta na hora do almoço. Trauma de congestionamento. Almoçamos no Fazendinha, nosso mineiro favorito na região, e depois do almoço fomos para o arrozal, de novo. Chuva o tempo todo. Logo no começo, pegamos uma cena linda de um bando de andorinhas-de-sobre-branco caçando sobre a lâmina de água. O privilégio de ver andorinhas voando devagar, de um jeito engraçado até. Me arrependo de não ter saído na chuva, pra montar o tripé e filmar um pouco da cena.

Saímos de lá e fomos para outra área, em busca de colhereiros e talvez outras espécies. Os primeiros polícia-inglesa-do-sul, garças, um gavião-caboclo, mas nada dos colhereiros, e estradas muito difíceis em meio ao arrozal. Argila espessa grudada nos pneus, o carro é 4×4 mas patinava tanto que, mesmo em baixa velocidade, acabamos atolando no desnível da estrada com o campo seco. Eu achava que daria para andar no campo seco, mas o medo era na hora de voltar para a estrada, e patinar para a valeta do outro lado. O Cris desceu para fazer força contra, eu no volante, e conseguimos sair. Sem cair na valeta. Mas com isso o pouco de luz acabou, e fomos para Campos.

Em Campos do Jordão, não estávamos num esquema bem passarinheiro. Acordamos tarde, demos uma volta pelo Pico do Imbiri, mas muito silencioso. Ainda assim, a alegria de ver o quete leucístico. Saímos de lá e fomos em busca de um restaurante caseiro que conhecemos uns anos atrás, nas estradas para os lados da Minalba. No caminho, perto de um centro de yoga, uma árvore escandalosamente florida, com periquitão-maracanã, periquito-de-encontro-amarelo e vários beija-flores. Continuamos rodando, conseguimos encontrar o tal restaurante, pegar o restinho de comida, e comer o melhor torresmo que já provamos.

Apesar da chuva, cenários bonitos com céus dramáticos, e ainda algumas aves como o tesourinha, a maria-preta-de-penacho e um casal de jacuaçus.

No domingo não teve passeio. Peguei uma virose-relâmpago, e passei o dia inteiro de cama. Voltamos pra São Paulo depois das 21h30, mas sem trânsito de feriado.

 

Nesta foto, o Cris está usando uma capa de chuva para a câmera que compramos na Amazon. Mas um plástico com silvertape, como se fosse um canudão largo, com uma cordinha para estreitar a boca também serviria. Se a chuva não é muito forte, uma capa dessas e uma capa de chuva pra você garantem diversão em situações que, sem a capa, você já teria que guardar a câmera.

Quando fotografamos de dentro do carro, tiramos os encostos de cabeça do banco do motorista e do acompanhante, e uma das pessoas, geralmente eu, vai para o banco de trás. Assim os dois têm mobilidade para fotografar à direita e à esquerda. No Brasil não chegamos a fazer isso, mas na África do Sul, onde fotografamos horas de dentro do carro, compro um saco de canjica de 2,5kg para servir de apoio pra câmera. O Cris tem um beanbag profissional, projetado pelo Arthur Morris. Bem estável, mas exige uns 8kg de grãos. Você pode ver informações e fotos sobre o beanbag aqui: http://www.birdsasart.com/blubb.htm

 

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