O Brasil tem mais de 1.900 espécies de aves. O Virtude tem uma seção para o Estado de São Paulo, e outra que reúne os outros Estados porque a maioria dos relatos presentes no site é de passeios ou viagens feitos em São Paulo. Veja aqui uma lista de lugares que são bons destinos para passarinhar quase o ano todo.

 


Pampa: Rio Grande do Sul (Parque da Lagoa do Peixe) e Uruguai. Em vários meses, menos recomendado no inverno

A região da Lagoa do Peixe é uma das regiões mais famosas para ver aves migratórias no Brasil. É um local que faz sucesso no ano todo, exceto no inverno, quando há menos aves e pode fazer bastante frio. O Pampa é um bioma de paisagens amplas, abertas, e nas épocas de migração há uma abundância de aves

O esquema mais famoso é contratar o Batista como guia, do Hotel Parque da Lagoa. Mas é um passeio bastante procurado e, especialmente em feriados, é comum ele não estar mais disponível. Por isso nossas duas viagens ao Pampa foram num outro esquema: fomos para o Uruguai, guiados pelo Alejandro Olmos, em janeiro e dezembro de 2012, para vocês verem como gostamos do passeio. Basta pegar um voo para Montevidéu, o Alejandro nos pegou no aeroporto e rodamos com o carro dele. Na viagem de dezembro também fomos para Iberá, na Argentina, um local fabuloso para caboclinhos – várias espécies, o cardeal-amarelo, a tesoura-do-campo, e vários cervos-do-pantanal.

 

Belo Horizonte: diversos passeios em parques e arredores da cidade – Ecoavis

A Ecoavis é uma ONG que tem como missão estimular, por meio da prática da observação de aves, um maior contato com a natureza e sua conservação. Foi fundada em 2008, em uma reunião no Parque Municipal das Mangabeiras, região sul de Belo Horizonte – MG, por um grupo de profissionais de diversas áreas que tinham uma paixão em comum, passarinho! Desde então, mais desses apaixonados por aves vem se associando e atualmente já somos cerca de 300 associados. [texto do site da Ecoavis]

As pessoas da Ecoavis são muito bacanas, gentis, e apaixonadas pela natureza. Quem mora em BH ou nos arredores tem a chance de passarinhar com um pessoal alegre e sempre entusiasmados pelas aves.

http://www.ecoavis.org.br/programacao

 


Região da Serra da Canastra: bom o ano todo, menos recomendando em janeiro e em fevereiro devido às chuvas

A Serra da Canastra, que tem uma portaria em São Roque de Minas e uma em Sacramento, é um dos destinos mais procurados pelos birdwatchers. As paisagens são muito bonitas, para quem gosta há trilhas e cachoeiras, e para os birdwatchers há diversas espécies típicas do Cerrado, como o papa-moscas-do-campo, o galito, o campainha-azul, o tapaculo-de-brasília, o tapaculo-de-colarinho, a bandoleta.

Geiser TrivelatoAlessandro Abdala e Zé Maria guiam na região. Alessandro mora em Sacramento, Geiser mora em Jacutinga – MG, mas tem acordo com o Hotel Chapadão da Canastra, e quando ele leva cliente, a estadia dele não tem custo. O Geiser vai para a Canastra com frequência, e me informou que, apesar do parque ser bom no ano todo (exceto em janeiro e em fevereiro, quando pode chover muito), no ano passado outubro e novembro foram meses especialmente bons para avistamentos, inclusive de lobo-guará e vários tamanduás.

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Jacutinga – MG, a 100km de Campinas, cidade onde mora o Geiser Trivelato. Boas oportunidades fotográficas o ano todo

Jacutinga é um destino especial. É a cidade onde reside o Geiser Trivelato, um dos melhores guias ornitológicos brasileiros. Ele guia no Pantanal, na Canastra, no Sul, em qualquer lugar. Uma pessoa com uma super-audição, grande conhecimento dos locais onde guia, uma disposição interminável em tentar achar as aves para os clientes.

Você pode ver mais informações sobre Jacutinga nesta página: http://virtude-ag.com/jacutinga/

Aqui, você pode ver posts sobre Jacutinga, inclusive vários álbuns de fotos feitos por clientes do Geiser: http://virtude-ag.com/?s=jacutinga&lang=pt-br

Para ter uma ideia do conhecimento do Geiser sobre a região, aqui é um trecho do post sobre Jacutinga, em que ele descreve as principais aves em cada época do ano que podem ser vistas em Jacutinga:

Dezembro a abril: O Rio Mogi Guaçu é responsável pelas inundações das áreas de baixada ao longo de suas margens, e dependendo da quantidade de chuvas, as cheias podem durar de dezembro a abril, e as águas ditam o ritmo deixando as várzeas inundadas por várias vezes durante esse período do ano. Mas essas cheias não costumam ser longas, elas vem e vão com certa facilidade e duram em média 10 a 15 dias, deixando várias lagoas formadas quando as chuvas diminuem e o rio baixa voltando a correr em sua calha natural. É nesse período de cheias que diversas aves aquáticas aparecem em Jacutinga, é possível ver bandos de cabeça-seca (Mycteria americana), irerês (Dendrocygna viduata), colhereiros (Platalea ajaja), garça-moura (Ardea cocoi), jacanãs (Jacana jaçana) e até tuiuiú (Jabiru mycteria) e gavião-do-banhado (Circus buffoni). Também é a época em que chegam a polícia-inglesa-do-sul (Pseudoleistes superciliares) e o curió (Sporophila angolensis) ainda pode ser ouvido quando frutifica o capim-navalha, seu principal alimento.

Abril a maio: No período de abril a maio é a vez de certas aves migratórias que estão fugindo do inverno rigoroso no sul do país passarem por Jacutinga, é a oportunidade de se ver o caboclinho-de-chapéu-cinzento (Sporophila cinnamomea) e uma espécie rara de patativa-de-bico-amarelo (Sporophila sp.) que esta sendo estudada por biólogos do Rio Grande do Sul onde ela se reproduz no verão e que pode se tornar em breve uma nova espécie para o Brasil.

Junho a agosto: Entre junho e agosto, aparecem a saíra-viúva (Pipraeidea melanonota), o príncipe (Pyrocephalus rubinus), o azulinho (Cyanoloxia glaucocaerulea) e o gaturamo-rei (Euphonia cyanocephala) fugindo do frio das altitudes mais elevadas ou de regiões frias mais ao sul.

Setembro: Com o início da primavera, a partir de setembro, e o início dos dias mais quentes, dezenas de espécies migratórias, principalmente as insetívoras chegam à região. Exemplos são: tesourinha (Tyranus savana), bem-te-vi-rajado (Myiodinastes maculatus), suiriri (Tyrannus melancholicus), peitica (Empidonomus varius), bem-te-vi-pirata (Legatus leucophaius), canário-tipio (Sicalis luteola), sovi (Ictinia plumbea), papa-lagarta-acanelado (Coccyzus melacoryphus), andorinhão-do-temporal (Chaetura meridionalis), guaracava-grande (Elaenia spectabilis), juruviara (Vireo olivaceus). O sabiá-ferreiro (Turdus subalaris) canta por muitos poucos dias nesta época e parece ser atraído pela frutificação das amoreiras.

Outubro: Em outubro é a vez do bacurau-chintã (Hydropsalis parvulus) e do urutau ou mãe-da-lua (Nyctibius griseus) cantarem todas as noites, principalmente nas de lua cheia. Também chega o beija-flor-de-veste-preta (Anthracothorax nigricollis). O saci (Tapera naevia) apesar de ser uma ave com hábitos diurnos é capaz de cantar sem interrupções noites inteiras nessa época do ano.

Novembro: Novembro marca a chegada dos bigodinhos (Sporophila lineola) que vão ficar por aqui até meados de abril. É nesse período entre outubro e novembro que Jacutinga recebe apenas por alguns breves dias a passagem de algumas espécies muito especiais de aves que são os caboclinhos. Eles migram do Norte, do cerrado do Brasil central e param por aqui por apenas uns 10 dias para se alimentarem das sementes de certos capins nativos das várzeas e logo partem em direção a região sul do Brasil, Uruguai, Argentina onde irão passar o verão e se reproduzirem. Nessa época é possível ver por aqui o caboclinho-de-barriga-vermelha (Sporophila hypoxantha) e o caboclinho-de-barriga-preta (Sporophila melanogaster).

 


Paraty – RJ: conheça o birdwatching caiçara, a mistura de atividades de aventura e trekking com a observação de aves

Paraty é um destino de charme com diversos atrativos. Há bons trechos de Mata Atlântica preservada, e agora um dos guias de turismo residente na cidade está começando a fazer passeios que aliam atividades físicas ao birdwatching. Ainda não temos relatos de pessoas que fizeram o passeio com o Gabriel Toledo, mas a proposta é interessante, e se você for para Paraty com certeza vale a pena entrar em contato com ele. Mais informações: