Eram 7h05 do sábado, 27 de julho quando o avião da South African Airways pousou no Aeroporto Internacional de Johannesburgo, África do Sul. Era o início da viagem de 7 noites no Parque Nacional Kruger.

cachorro-selvagem (Wild dog, Lycaon pictus)

cachorro-selvagem (Wild dog, Lycaon pictus)

 

  • Originalmente publicado em: http://bbirds.net/blog/archives/1066
  • Texto e fotos: Jefferson Silva. Câmera: Canon 7D, lente 300 2.8 com tele 1.4. Canon 50mm f/1.8. Sigma 17-70 f/2.8-4.

O Kruger é um parque de aproximadamente 350km de extensão, por 60km de largura, uma das mais importantes áreas de preservação da África do Sul. Ainda abriga os grandes mamíferos africanos, como elefante, leão, leopardo, rinoceronte, entre outros. São 336 espécies de árvores, 145 de mamíferos, 114 de répteis, 49 de peixes, 34 de anfíbios e 507 espécies de aves.

Dentro do parque há 13 camps, uma espécie de pousada com bangalôs para 2, 3 ou 4 pessoas, e casas para acomodar mais pessoas. Cada camp tem restaurante, lanchonete e um shop, que reúne um mercadinho e loja de souvenirs. É no shop que o turista pode comprar itens para o café da manhã, se quiser sair bem cedo, antes do restaurante e lanchonete abrirem.

Entre os camps há estradas de asfalto e terra, todas muito bem sinalizadas, e em excelentes condições. O turista pode dirigir livremente pelas estradas, através das quais tem todas as condições de observar a vida selvagem.

Entre as regras do parque, três são fundamentais para a segurança dos turistas e dos animais: não ultrapassar o limite de velocidade (em geral 50km/h nas estradas de asfalto e 40km/h nas estradas de terra), nunca descer do carro, a não ser em locais devidamente sinalizados e não se aproximar muito de animais como búfalos, rinocerontes e principalmente elefantes.

Todo o processo de reserva e pagamento dos bangalôs e dos passeios pode ser feito pela internet, no site do parque, de forma extremamente fácil e tranquila.

Após o processo de alfândega no aeroporto, pegamos o carro alugado e partimos para o parque. São aproximadamente 420 km do aeroporto até a entrada Paul Kruger Gate. Dirigir na África do Sul é tranquilo, a única diferença é a mão inglesa, que precisa de atenção redobrada do motorista brasileiro.

Paramos 2 vezes para comer e abastecer, e chegamos no portão do parque perto das 15h3. Após o processo de entrada, pegamos o caminho para Skukuza, o primeiro camp que iríamos ficar. No caminho, já avistamos os primeiros animais: um grupo de impalas (impala, Aepyceros melampus) se alimentava ao lado da estrada.

Pouco depois, a primeira surpresa: um mocho-perlado (Pearl-spotted Owlet, Glaucidium perlatum) em plena luz do dia. Foi a primeira parada para fotos.

Glaucidium-perlatum-Pearl-spotted-Owlet-Kruger-01-08-13-IMG_7599_Jefferson_Silva

Andamos mais um pouco e vimos um carro parado, sinal que é possível que algum animal estivesse por perto. Mas desta vez não havia nenhum. Antes de sairmos novamente, um gavião veio voando e parou em um poste ao lado da estrada. Antes de chegar em Skukuza, ainda vimos mais uma espécie de ave: rabo-de-junco-de-peito-barrado (Grey Go-away-bird, Corythaixoides concolor). No camp, fizemos check-in, passamos no shop para comprar o café da manhã do dia seguinte e fomos para o bangalô dormir, antes mesmo das 19h30. No dia seguinte, haveria um passeio guiado, um Sunrise Drive.

 

Dia 1

Acordamos às 4h30, tomamos café e às 5h15 fomos para o ponto de encontro do passeio. Saímos pontualmente 5h30. O sol ainda não havia nascido, a luz ainda era ruim para foto quando o guia parou o carro em uma estrada de terra: duas leoas estavam tranquilamente deitadas ao lado da estrada.

Fizemos algumas fotos e elas entraram na vegetação, não permitindo fotos em luz boa. No passeio ainda vimos algumas girafas (Giraffe, Giraffa camelopardalis) muito longe, alguns antílopes como o cob-grande-dos-juncais (Common Reedbuck, Redunca arundinum) e aves. Entre as aves, picanço-rabilongo (Magpie Shrike, Urolestes melanoleucus), rolieiro-de-peito-lilás (Lilac-breasted Roller, Coracias caudatus), uma aves de cores belíssimas. Ainda vimos o calau-de-bico-amarelo (Southern yellow-billed hornbill, Tockus leucomelas), uma ave comum no parque, e novamente o mocho-perlado (Pearl-spotted owlet, Glaucidium perlatum).

Após o passeio, comemos um lanche em Skukuza, e quando íamos sair, mais algumas fotos ainda no camp de um Crowned Hornbill e de um Bearded Scrub.

Saímos novamente, dessa vez para um hide, uma espécie de cabana para que os observadores possam observar aves sem serem notados, fazendo com que as aves não se assustem nem voem. Também é possível observar a fauna de forma geral. Tivemos a possibilidade de observar hipopótamos, crocodilos e antílopes como o Waterbuck (Kobus ellipsiprymnus) e Bushbuck (Tragelaphus sylvaticus).

Entre as aves, os destaques ficaram para a garça-gigante (Goliath Heron, Ardea goliath), garça-real-europeia (Grey Heron, Ardea cinerea), guarda-rios-malhado (Pied Kingfisher, Ceryle rudis) e jaçanã-africana (African Jacanas, Actophilornis africanus).

Voltamos para almoçar. Enquanto estávamos almoçando no camp, pudemos observar um niala (Nyala, Tragelaphus angasii) tomando água no rio que margeia o camp de Skukuza.

Além do niala, um lagarto-de-cabeça-azul (Blue headed agama, Acanthocercus atricollis) estava em uma árvore, ao lado da qual havia um lixo. O lagarto descia próximo do cesto de lixo para pegar moscas que voavam sobre o lixo.

Ainda vimos o pica-peixe-gigante (Giant Kingfisher, Megaceryle maxima), um martim pescador maior que o nosso martim-pescador-grande, e também vimos águia-pescadora-africana (African Fish Eagle, Haliaeetus vocifer).

Após o almoço pegamos o carro e saímos, dessa vez o objetivo era andar nos arredores do camp, pegando alguma estrada de asfalto e depois alguma estrada de terra.

Pegamos a estrada para o sul, a estrada que liga Skukuza ao camp Lower Sabie. No caminho, um carro vindo no sentido contrário nos deu sinal, parou e nos deu uma notícia que fez com que o coração acelerasse: o cachorro-selvagem (Wild dog, Lycaon pictus) estava em uma estrada de terra próxima de onde estávamos. Pegamos as indicações e seguimos no limite da estrada: 50km / h. Ao chegar no ponto indicado, mal podíamos acreditar: um grupo de 8 indivíduos descansava tranquilamente nas margens de uma estrada de terra.

Fantástico!

cachorro-selvagem (Wild dog, Lycaon pictus)

cachorro-selvagem (Wild dog, Lycaon pictus)

No parque todo, a estimativa é que restam somente 120 destes animais, infelizmente classificado como ameaçado de extinção, segundo a IUCN. Ficamos observando e fotografando os bichos, e então decidimos voltar, pois o horário de fechamento do portão do camp se aproximava.

Na volta, um rinoceronte (White rhinoceros, Ceratotherium simum) se alimentava próximo da estrada. Paramos para algumas fotos. O bicho nos encarou, começou a vir em nossa direção, e decidimos então deixá-lo e voltar para o parque.

 

Dia 2

Saímos assim que o portão abriu, 6h, com destino a Satara, camp no qual dormiríamos a noite do dia 2. De Skukuza até Satara são 99km, distância que normalmente levaríamos perto de 1h pra percorrer. Porém, no Kruger, pode-se levar até 8 horas para percorrer tal distância. Isso pelo fato de a velocidade que andamos ser muito baixa, perto de 10km/h, 20km/h, e também pelo fato de fazermos inúmeras paradas para observar e fotografar.

Entre os dois camps há um local com lanchonete e área para picnics, chamado Tshokware. Decidimos que iríamos dirigir a parte da manhã até este local, e após almoçar rodaríamos o restante até o horário de fechamento do portão de Satara.

No caminho até Tshokware, vários avistamentos de mamíferos e aves, como búfalos, Slender Mongoose, Burchell’s Starling, javali, Egyptian Goose, Natal Spurfowl.

Em Tshokwane, enquanto esperávamos pelos lanches, aproveitamos para mais uma sequencia de fotos, desta vez somente de aves, como Chinspot Batis, Cardinal woodpecker, Little Bee-eater.

Após almoçarmos, pegamos novamente a estrada de asfalto que liga Tshokware a Satara.

Logo no início, fotografamos o cucal-de-burchell (Burchell’s coucal, Centropus burchellii).

Algumas vezes pegamos algumas estradas de terra, e em uma destas, que ficava às margens de um rio avistamos dois filhotes de hiena, dentro da vegetação. Curiosos e ao mesmo tempo cautelosos, às vezes se escondiam na vegetação, outras vezes vinham ver o que os estavam observando.

Nas estradas de terra vimos ainda alguns outros bichos, como um bando de babuínos e mais aves.

Após o jantar em Satara, enquanto eu limpava os equipamentos no quarto e fazia backup das fotos, ouvi uma coruja vocalizando muito próximo do bangalô. Fui atrás e consegui avistar o mocho-d’orelhas-africano (African Scops Owl , Otus senegalensis).

 

Dia 3

O terceiro dia foi novamente dia de arrumar as malas e partir para o próximo camp, Olifants. Este é um camp situado no alto de uma montanha, com uma vista linda do rio Olifants. Neste camp iríamos passar duas noites.

Porém, como a distância de Satara até Olifants era curta, decidimos ficar nas redondezas de Satara até a hora do almoço, em busca de leões.

Logo no começo da manhã, antes mesmo das 7h, ao passar por uma estrada de terra vimos um urubu, o grifo-de-dorso-branco (White-backed Vulture, Gyps africanus). O bicho arrumava as penas, e num desses momentos nos permitiu algumas fotos diferentes. Pouco depois, nos deparamos com um Waterbuck (Kobus ellipsiprymnus), bem próximo da estrada. Paramos para algumas fotos. Mais alguns poucos quilômetros e mais mamíferos. Dessa vez, a girafa.

Voltamos para Satara, almoçamos e pegamos a estrada rumo a Olifants.  Logo no início do caminho, zebras. Dessa vez paramos para algumas fotos. Continuamos nosso caminho, saindo da estrada de asfalto e pegando uma estrada de terra. Alguns pássaros, mais girafas, mais zebras, mais elefantes.

Um carro vinha em sentido contrário e nos deu sinal. Uma senhora dirigia, e nos perguntou se já tínhamos visto leões aquele dia. Respondemos que não, e ela abriu um sorriso. Nos explicou onde encontrar um grupo com 5 leões. Ficamos agitados, ansiosos. Agradecemos e fomos em busca dos bichos.

Poucos quilômetros antes do local indicado pela senhora, um grupo de pelo menos 30 elefantes “bloqueava” a estrada. Eram diversos indivíduos se alimentando dos dois lados da estrada, e alguns bem próximos da pista. Paramos e esperamos. Ficamos pelo menos uns 20 minutos até termos segurança pra passar, e então após termos rodado poucos quilômetros, enxergamos o bando de leões.

Difícil descrever a sensação de poder ver esses bichos livres, em seu habitat natural.

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Ficamos vários minutos observando, fotografando. A vontade era ficar mais, esperar os bichos levantarem e partirem pra uma caçada. Mas não podíamos, pois ainda tínhamos que chegar em Olifants antes do horário de fechamento dos portões, 17h30.

Já próximo de Olifants, vimos uma águia-pintada (Bateleur, Terathopius ecaudatus) pousada em uma árvore ao lado da estrada. Foi só parar e fotografar.

 

Dia 4

O quarto dia ficaríamos nos arredores de Olifants. Logo cedo descemos até uma ponte sobre o rio Olifants. Nessa ponte os turistas podem descer do carro, desde que obedeçam as marcações de distância feitas no chão da ponte. Na ponte não vimos nada de muito interessante, apenas algumas poucas aves ao longe, ruim para fotos.

Pegamos estrada novamente e paramos em um lugar para observar a vista. Neste local até podemos descer do carro, por nossa conta e risco, como sinaliza uma placa.

Enquanto estávamos observando a paisagem, um senhor chegou e nos falou de um leão que ele havia visto poucos minutos antes, ao norte de Olifants. Pegamos as indicações e partimos atrás do bicho. Mas desta vez não conseguimos achá-lo.

Voltamos para Olifants, dessa vez pegando uma estrada de terra. No caminho, mais aves, e um lindo Baobá. Há 8 espécies diferentes dessa famosa árvore, 6 nativas da ilha de Madagascar, uma do continente africano e península arábica, e uma da Austrália.

De volta no camp, logo na entrada nos deparamos com um lindo beija-flor-de-barriga-branca, uma ave sul africana que se parece com nossos beija-flores, tem nome de beija-flor mas que não é de fato um beija-flor. No camp almoçamos, vimos mais algumas espécies de aves como a águia-pescadora-africana, (African Fish-eagle, Haliaeetus vocifer), tuta-negra (Dark-capped bulbul, Pycnonotus tricolor) e estorninho-d’asa-castanha (Red-winged Starling, Onychognathus morio).

No período da tarde voltamos na ponte próximo do camp, mas não fizemos nenhum avistamento.

Às 16h45, já estávamos a postos para um sunset drive, um passeio que começa pouco antes do por do sol, e vai até a noite, com 3 horas de duração. Ainda havia luz, faltavam poucos minutos para 17h quando vimos um carro parado às margens do rio Olifants. O motorista e guia do passeio parou logo atrás, e então pudemos ver um dos predadores mais sensacionais da áfrica: o leopardo. Foi um momento muito emocionante, pois era a primeira vez que víamos esse belo animal em seu habitat natural. O leopardo estava a cerca de 50 metros de onde paramos o carro (distância calculada pela máquina fotográfica).

Panthera-pardus-Leopard-Kruger-31-07-13-IMG_11420_Jefferson_Silva

Todos do passeio fizeram suas fotos, e então deixamos o leopardo e partimos novamente. Naquela noite ainda vimos a hiena e o faficero-de-sharpe, um antílope não muito comum de se ver, por ter hábitos solitários.

 

Dia 5

O quinto dia iríamos dormir em outro camp, Mopani. Saímos cedo com destino a Letaba, um camp ao norte de Olifants. Em Letaba iríamos almoçar, antes de ir para Mopani. Porém, antes de pegar estrada rumo ao norte, pegamos uma estrada de terra ao sul de Olifants. Vimos mais aves, entre elas duas de destaque: abetarda-de-poupa (Red-crested korhaan, Lophotis ruficrista) e calau-gigante (Southern Ground Hornbill, Bucorvus leadbeateri).

Saímos da estrada de terra, pegamos novamente asfalto e passamos na ponte sobre o rio Olifants pela última vez.  Dessa vez um um crocodilo descansava em um banco de areia no meio do rio. Continuamos o passeio, e fomos até um hide próximo de Letaba. Ali tivemos a oportunidade de observar novamente a águia-pescadora-africana (African Fish Eagle, Haliaeetus vocifer).

No rio havia um grupo de hipopótamos, e em determinado momento alguns indivíduos começaram a sair da água, pra deitar e descansar ao sol. Saímos do hide e fomor para Letaba, pra almoçar. Após o almoço, novamente estrada, rumo a Mopani. Em determinado momento, um elefante se alimentava ao lado da estrada.

No caminho, uma das vezes que saímos da estrada de asfalto e pegamos estrada de terra, tivemos a chance de ver uma tentativa de caçada, um gavião tentando pegar um passarinho. O gavião (gavião-do-ovambo – Ovambo Sparrowhawk, Accipiter ovampensis) veio andando pelo chão, até próximo de um arbusto. Rodeou o arbusto, e quando o passarinho saiu voando, o gavião saiu atrás. Porém, dois francolim-de-swainson que também estavam no arbusto saíram voando atrás do gavião, e o fizeram desistir de caçar o passarinho. Mais uma cena fantástica da viagem.

(Accipiter ovampensis)  Ovambo Sparrowhawk

(Accipiter ovampensis) Ovambo Sparrowhawk

No fim da tarde, já próximo de Mopani, fomos até um poço construído pelo pessoal do parque, um reservatório de água grande, para que elefantes e girafas possam tomar água. Alí vimos um grupo de elefantes vindo em direção ao reservatório.

 

Dia 6

Último dia da viagem, antes de voltar a Johannesburgo, ficamos nos arredores do camp Mopani. A região mais ao norte do Kruger é famosa mais pelas aves do que pelos mamíferos, então focamos em procurar algumas aves. Fomos novamente no local onde no dia anterior havíamos visto os elefantes. Ali pudemos ver algumas aves, entre essas a corredeira-de-temminck (Temminck’s courser, Cursorius temminckii).

Saímos dali e pegamos uma estrada de terra, e então tivemos mais um momento sensacional, mágico. Ao entrar em uma estrada de terra que dava acesso a uma pequena lagoa, quase seca, pudemos ver uma imagem que ficará pra sempre guardada na memória: uma águia-marcial caçando. Paramos o carro e vimos a águia dar um rasante em um grupo de francolim-de-poupa, e passar voando a menos de 3 metros do carro. Uma cena incrível.

Polemaetus-bellicosus-Martial-Eagle-Kruger-02-08-13-IMG_12732_Jefferson_Silva

A águia não conseguiu pegar nenhum francolim, e então pousou em uma árvore a uns 100 metros de onde estávamos. Esperamos cerca de meia-hora, e ela novamente alçou vôo e tentou mais uma investida nos francolins. Sem sucesso, e novamente pousou. Desta vez, em um arbusto alto, cerca de 50 metros de onde estávamos. Poucos minutos depois levantou vôo e foi embora.

Na parte da manhã ainda vimos zebras, e no período da tarde, mais algumas aves.

Passar 6 dias observando a natureza do Parque Kruger, toda a vida selvagem que nele ainda existe, nesses tempos de destruições constantes de habitat, é um privilégio, uma sensação indescritível. Espero ter conseguido passar para vocês leitores um pouco da experiência que é visitar o Parque Kruger, um destino que todo amante de natureza e vida selvagem deveria se planejar para conhecer.

 

Lista das 86 espécies de aves observadas

Accipiter ovampensis – Ovambo Sparrowhawk

Actophilornis africanus – African Jacanas

Alopochen aegyptiacus – Egyptian Goose

Amaurornis flavirostra – Black Crake

Anhinga rufa – African Darter

Ardea cinerea – Grey Heron

Ardea goliath – Goliath Heron

Ardeotis kori – Kori Bustard

Batis molitor – Chinspot Batis

Bostrychia hagedash – Hadeda Ibis

Bucorvus leadbeateri – Southern Ground Hornbill

Buphagus erythrorhynchus – Red-billed Oxpecker

Burhinus capensis – Spotted Thick-knee

Buteo augur – Augur Buzzard

Butorides striata – Green backed Heron

Centropus burchellii – Burchell’s coucal

Cercotrichas quadrivirgata – Bearded Scrub-Robin

Ceryle rudis – Pied Kingfisher

Charadrius pecuarius – Kittlitz’s Plover

Charadrius tricollaris – Three-banded plover

Ciconia episcopus – Woolly-necked stork

Cinnyris mariquensis – Marico Sunbird

Cinnyris talatala – White-bellied Sunbird

Cisticola chiniana – Rattling cisticola

Coracias caudatus – Lilac-breasted Roller

Coracias naevius – Purple Roller

Corvinella melanoleuca – Magpie Shrike

Cursorius temminckii – Temminck’s courser

Dendroperdix sephaena – Crested Francolin

Dendropicos fuscescens – Cardinal woodpecker

Dendropicos namaquus – Bearded Woodpecker

Dicrurus adsimilis – Fork-tailed drongo

Dryoscopus cubla – Black-backed Puffback

Emberiza flaviventris – Gonden-brested Bunting

Emberiza tahapisi – Cinnamon-breasted bunting

Ephippiorhynchus senegalensis – Saddle-billed Stork

Estrilda astrild – Common Waxbill

Glaucidium perlatum – Pearl-spotted Owlet

Gyps africanus -White-backed Vulture

Halcyon leucocephala – Grey-headed Kingfisher

Haliaeetus vocifer – African Fish Eagle

Himantopus himantopus – Black-winged Stilt

Lagonosticta senegala – Red-billed Firefinch

Lamprotornis australis – Burchell’s Starling

Lamprotornis nitens – Cape Glossy Starling

Lophotis ruficrista – Red-crested korhaan

Megaceryle maxima – Giant Kingfisher

Merops bullockoides – White-fronted Bee-eater

Merops pusillus – Little Bee-eater

Motacilla aguimp – African pied wagtail

Necrosyrtes monachus – Hooded Vulture

Numida meleagris – Helmeted Guineafowl

Oena capensis – Namaqua Dove

Onychognathus morio – Red-winged Starling

Oriolus larvatus – Black-headed oriole

Otus senegalensis – African Scops Owl

Passer diffusus – Southern Grey-headed Sparrow

Phalacrocorax lucidus – White-breasted Cormorant

Phoeniculus purpureus – Green Wood Hoopoe

Polemaetus bellicosus – Martial Eagle

Prionops plumatus – White-crested helmet-shrike

Psophocichla litsitsirupa – Groundscraper Thrush

Pternistis natalensis – Natal Spurfowl

Pternistis swainsonii – Swainson’s Spurfowl

Pterocles bicinctus – Double-banded Sandgrouse

Pycnonotus tricolor – Dark-capped bulbul

Scopus umbretta – Hamerkop

Southern Ground Hornbill – Bucorvus leadbeateri

Streptopelia capicola – Cape Turtle Dove

Streptopelia senegalensis – Laughing Dove

Struthio camelus – Common Ostrich

Tchagra senegalus – Black-crowned tchagra

Terathopius ecaudatus – Bateleur

Terpsiphone viridis – African Paradise Flycatcher

Tockus alboterminatus – Crowned Hornbill

Tockus leucomelas – Southern yellow-billed hornbill

Tockus nasutus – African Grey Hornbill

Tockus rufirostris – Red-billed Hornbill

Torgos tracheliotos – Lappet-faced Vulture

Trachyphonus vaillantii – Crested Barbet

Trigonoceps occipitalis – White-headed Vulture

Turdoides jardineii – Arrow-marked Babbler

Turtur chalcospilos – Emerald-spotted Wood Dove

Uraeginthus angolensis – Blue Waxbill

Vanellus armatus – Blacksmith lapwing

Vanellus coronatus – Crowned Lapwing

 

Lista das 24 espécies de mamíferos observados

Cephalophus natalensis – Common duiker

Ceratotherium simum – White rhinoceros

Chlorocebus pygerythrus – Vervet monkey

Civettictis civetta – African cevit

Connochaetes taurinus – Wildebeest

Crocuta crocuta – Spotted hyena

Damaliscus lunatus – Tsessebe

Equus quagga burchellii – Burchell’s zebra

Giraffa camelopardalis – Giraffe

Hippopotamus amphibius – Hippopotamus

Kobus ellipsiprymnus – Waterbuck

Loxodonta africana – African elephant

Lycaon pictus – Wild dog

Panthera leo – Lion

Panthera pardus – Leopard

Papio ursinus – Chacma baboon

Phacochoerus africanus – Warthog

Raphicerus campestris – Steenbok

Raphicerus sharpei – Sharpe’s grysbok

Redunca arundinum – Common Reedbuck

Syncerus caffer – African buffalo

Tragelaphus angasii – Nyala

Tragelaphus sp – Kudu

Tragelaphus sylvaticus – Bushbuck

 

Referências

[ 1 ] http://www.worldbirdnames.org/ : lista de todas as espécies de aves do mundo, com nomes em português

[ 2 ] http://en.wikipedia.org/wiki/Adansonia

[ 3] http://www.sanparks.org/parks/kruger/

 

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