Quando tinha 6 anos, ganhei um coleira do vizinho. A partir desse dia, comecei a gostar de pássaros. Morava em Passa Quatro (MG), e até os 10 anos fui passarinheiro. Ia para o mato caçar coleiras. Fiz isso até o dia em que precisei mudar de casa, então tive que me desfazer dos pássaros.

Sempre os admirei, mas fiquei por um bom tempo sem tê-los. Até que, em 2003, durante uma viagem para Itatiaia (RJ), fiquei fascinado por algumas espécies diferentes. E meu interesse foi despertado novamente. Na época, consegui tirar algumas fotos, muito ruins por sinal, de algumas espécies que eu desconhecia (saíra, tangará, beija-flores). Voltei para Campinas e quis voltar a ter pássaros. Fui atrás do Ibama, registrei-me, fiz tudo dentro da lei e comprei um casal de pintassilgos, um casal de azulão e um coleira.

Mas continuei a fotografar os pássaros na natureza. Comprei meu equipamento, que me permitiu fazer algumas fotos melhores. Apaixonei-me por fotografia de aves. Mas o mais importante, apaixonei-me por pássaros livres, soltos na natureza. Minha cabeça mudou, desfiz-me dos meus pássaros, já não podia vê-los presos. Vi o quanto estava errado.

Em 2005 lancei um site na internet, o Aves do Brasil. Era um site que permitia aos usuários inserir fotos e sons de aves em liberdade. O site tornou-se um local para a comunidade de observadores de aves. O site ficou no ar até 2009, quando retirei do ar após o lançamento do WikiAves.

Continuo fotografando e tentando divulgar a beleza das aves, sempre em liberdade. Hoje, sou totalmente contra a criação de aves em cativeiro, sou um profundo admirador da natureza, pela qual tenho grande respeito.

 

Participação no Virtude

Amigos do Virtude-AG