Use um guia de campo e acrescente mais diversão às passarinhadas. E saiba sobre descontos para comprar o guia.

Quem começa a observar e fotografar aves logo se depara com um grande problema “Que ave é aquela?”. Todos querem saber pelo menos o nome do bichinho, e muitos se interessam em saber mais sobre o comportamento, os hábitos, as vocalizações.

Como você descobre o nome de uma ave? Se você está na companhia de uma pessoa mais experiente, você ouvirá o nome. Talvez seu colega tenha um guia de campo e até lhe mostre no livro. Algumas pessoas enviam a foto para um amigo que as ajuda a identificar, outras postam no Wikiaves.com.br, como imagem sem identificação e esperam a ajuda dos colegas, outros fazem o mesmo usando grupos no Facebook (o mais famoso é o grupo Identificação de Aves, que já está com quase 14 mil membros).

Mas vou lhes dizer qual é a forma mais legal de descobrir o nome de uma ave: é usando um livro, um guia de campo.

Um bom guia de campo é um objeto sólido, algo que faz você se sentir mais conectado com uma parte nobre do birdwatching. Um guia de campo representa a tradição de mais de 200 anos do birdwatching e destila o trabalho dedicado e amoroso dos vários ilustradores e ornitólogos que trabalharam durante anos em busca de um formato que pudesse representar e descrever da melhor forma possível como são aquelas aves.

 

Como usar um guia de campo?

Carregue ele com você, se não quiser carregar o peso, deixe no carro. Fotografou uma ave que não sabe o que é? Dê uma boa olhada no livro, folheie as páginas até achar alguma parecida com a sua foto. No caso deste guia, ao lado do desenho haverá uma descrição do tipo de ambiente que a ave vive (exemplo: mata, cerradão, capoeira. E no início do livro há descrição e foto de cada um dos ambientes), descrição de comportamento ou algum detalhe da aparência que vai lhe ajudar a diferenciar de alguma espécie parecida.

Às vezes por uma questão de luz ou ângulo, não é fácil identificar a ave que você fotografou. Nesses casos, uso o Wikiaves pra comparar com fotos de outras pessoas, ver se encontro alguma meio parecida com a minha. Se ainda assim não consigo, uso o grupo Identificação de Aves (e às vezes quando estou muito ansiosa pra saber, apelo pra um amigo ornitólogo que me responde rápido). Mas o primeiro passo é olhar o guia de campo.

Algumas pessoas já me falaram que dá mais trabalho, que é muito mais fácil perguntar pra alguém, ou postar no Facebook ou no Wikiaves e pedir ajuda. Mas não é uma questão de fácil ou difícil, e sim de ter uma dimensão a mais na atividade. Se você enxerga o birdwatching só como fotografia, você está perdendo um pedaço importante da atividade, que é o orgulho de se sentir um pouco como um cientista, um pouco como um naturalista explorando novas terras e tentando descobrir que bichos estranhos são aqueles.

Meus guias de campo do Brasil e da África do Sul são orgulhosamente cheios de marcas de uso e anotações. Esta é outra parte divertida de usar um guia: marcar as aves que você já viu. Meu guia brasileiro é o do Sigrist, comprado em 2009, usado por mim e pelo meu marido, com uma marcação de bolinha e risquinhos pra saber se só eu vi, se só ele viu, se nós dois vimos. Meu guia da África do Sul, da Sasol, tem anotações com data e local em que vimos a ave pela primeira vez. De certa forma torna-se um tipo de diário de explorador, um objeto querido cheio de recordações.

No Brasil não uso mais um guia de campo. Conheço a maioria das aves do Sudeste, não viajei mais pra Amazônia, não fui pra Caatinga. Mas quando viajo pra outros países compro e carrego um guia de campo, ou algum livro com identificação das aves. Ando com ele na bolsa, folheio enquanto espero comida no restaurante ou durante os trajetos de carro.

Se você mora no Sudeste e ainda não tem um guia de campo, recomendo bastante esse lançamento. Se você já tem, ou já conhece a maioria das aves, mesmo assim pode comprar e prestigiar esse trabalho amoroso feito por uma equipe muito qualificada, que inclui a conhecida Martha Argel, ornitóloga e escritora de livros de vampiros.

Só tem uma coisa que eu mudaria no guia: achei uma pena eles não seguirem o padrão CBRO para os nomes populares das aves. Sei que a cultura é rica, mas facilitaria se seguisse o padrão do CBRO, que é o padrão que o Wikiaves e o Táxeus seguem também. A maioria dos nomes são iguais, e às vezes é só questão de saíra-canário em vez de saí-canário, sanhaço e não sanhaçu. Mas o falcão-caburé está como gavião-caburé, se você digitar gavião-caburé no Wikiaves você não encontra, tem que digitar caburé ou o nome científico. Alguns suiriris aparecem como siriris, a maria-cavaleira-de-rabo-enferrujado aparece como maria-tola, o bico-assovelado é o balança-rabo-bicudo, o tapaculo-de-colarinho aparece com um outro nome bem popular, meia-lua-do-cerrado, etc. Isso também dificulta a vida para usar o índice. Ao procurar uma espécie no Wikiaves, se não achou pelo nome popular, digite um pedaço do nome científico.

Minha única ressalva a esse belo guia de campo.

 

Descontos para compras em grupos

A Editora Horizonte está oferecendo um pacote de descontos para compras a partir de 10 exemplares. O livro está R$ 69, mas se você comprar 10, cada um sai por R$ 58,65. Se você comprar 20, cada um sai por R$ 55,20.

Esses descontos valem para uma compra feita por uma pessoa, um pacote só entregue em um único endereço (e lembre-se que o frete é à parte).

Se você participa de um clube de observadors de aves, ou tem um grupo de amigos, vale a pena se organizarem e fazerem a encomenda direto com a editora. O contato para fazer essas encomendas a partir de 10 livros é o danilo@edhorizonte.com.br

Mata-Atlantica-WCS

 

PS: não estou recebendo jabá :). Tenho dois livros desses, que comprei no dia do lançamento (a R$ 69) e não vou ganhar comissão nas vendas. Fiz este post pela amizade com a Martha Argel, mas sem precisar mentir ou enfeitar. O livro realmente é ótimo, qualidade de guia de campo internacional, e a meu ver só tem essa ressalva deles terem optado por não seguir o padrão de nomes populares do CBRO.

 

Release do lançamento do livro (foi no dia 23/11), e informações técnicas

São Paulo, 16 de novembro de 2015 – No dia 23 de novembro, às 19h, a Wildlife Conservation Society (WCS) e a Editora Horizonte, lançam o guia Aves do Brasil: Mata Atlântica do Sudeste, de Robert S. Ridgely, John Gwynne, Guy Tudor e Martha Argel. Com linguagem simples e todo ilustrado, o livro apresenta os ambientes da Mata Atlântica e os desafios para a sua conservação. Além disso, destaca todas as espécies de aves da região, com ilustrações, mapas de distribuição e textos que permitem sua identificação. O lançamento acontecerá na Livraria Cultura – Conjunto Nacional, em São Paulo, com a presença dos autores John Gwynne (EUA) e Martha Argel (Brasil).

Este é o segundo volume de uma série que aborda as aves de todos os biomas brasileiros. Desta vez, são apresentadas 927 espécies de aves da Mata Atlântica do Sudeste com ocorrência nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além do leste de Minas Gerais e sul da Bahia. A maioria das descrições é acompanhada de precisas ilustrações – são mais de 1.300, feitas por renomados artistas especializados em aves, como Guy Tudor, o maior ilustrador de aves sul-americanas. Em suas 432 páginas, o livro traz informações dos ambientes, épocas e altitudes de ocorrência, características físicas, dicas para diferenciação de espécies semelhantes e breves descrições de comportamento e voz.

Com um formato compacto, considerado mais eficiente para o uso em campo, o preço sugerido do Guia é de R$ 69,00. Este valor, muito mais acessível que o de livros semelhantes, só foi possível graças ao patrocínio da Fundação Grupo Boticário e da Fibria, ao apoio do Legado das águas – Reserva Votorantim e às doações feitas por instituições e pessoas físicas à WCS nos Estados Unidos. O objetivo do preço subsidiado é estimular o interesse da população pela observação de aves no Brasil.

Mais informações pelo site www.edhorizonte.com.br ou pelo telefone (11) 3022-5599.

 

Ficha técnica:

Guia de Campo: Aves do Brasil – Mata Atlântica do Sudeste

Autores: Robert S. Ridgely, John A. Gwynne, Guy Tudor e Martha Argel

Artistas: Guy Tudor, Michael DiGiorgio, Dale Dyer, John Gwynne, Barry Van Dusen e Sophie Webb

Editora Horizonte

Nº de páginas: 432

Nº de ilustrações: 1300

Preço sugerido (versão em português): R$ 69

Mais informações: www.edhorizonte.com.br/loja

Contato: (11) 3022-5599

 

Ações a favor da divulgação do birdwatching e da conservação da natureza