Por que vale a pena: biomas diversos, belos cenários, boa infraestrutura e a oportunidade de ver aves como o topetinho-vermelho e maria-leque-do-sudeste.

 

 

Texto e fotos: Luiz Ribenboim

Luiz Carlos da Costa Ribenboim, ou Luiz Ribenboim, é morador de Resende desde 1985. Desde agosto de 2006 observa e fotografa aves e outros animais na região das Agulhas Negras. Como está em vias de se aposentar, tem o hábito de ir a campo algumas vezes por semana.

Informações enviadas em março de 2012.

Quadro resumo: Região de Agulhas Negras

Informações e fotos enviadas em março de 2012

  • Destaques: topetinho-vermelho (foto em destaque), maria-leque-do-sudeste, pica-pau-rei, saíra-douradinha
  • Nível de dificuldade: fácil na maioria dos lugares, com algumas trilhas que exigem maior preparo físico.
  • Infraestrutura do local: região com boa infraestrutura turística, inclusive alguns hotéis dentro do Parque Nacional de Itatiaia.
  • Oportunidades fotográficas: muito boas e às vezes ótimas. Região com bastante mata preservada e vários locais com mais luz.
  • Guia ornitológico: Bruno Rennó e o Rafael Fortes, ambos profundos conhecedores da avifauna local.

A Região das Agulhas Negras, que compreende áreas dos municípios de Resende e Itatiaia, ambos no RJ, e Itamonte, no sul de MG, é uma área bastante interessante para se observar e fotografar aves. São mais de 450 espécies distribuídas por biomas diversos, que vão desde áreas abertas, que sofrem ação direta e intensa do homem, a densas florestas, como a encontrada no Parque Nacional de Itatiaia, onde temos campos de altitude, a mais de 2000 metros acima do nível do mar.

Recomendo, para os que estão em boa forma física, a trilha dos Três Picos, que nos seus seis quilômetros de extensão abriga diversas espécies interessantes de aves, como o negrinho-do-mato, entufado, araçari-poca, papo-branco, entre outras. Na parte alta do Parque Nacional, que se localiza no município de Itamonte, a avifauna tem peculiaridades distintas, em razão da altitude. Encontramos ali a saudade, o beija-flor-de-topete, a tovaca-de-rabo-vermelho, o caneleirinho-de-chapéu-preto, e muitos outros.

Na chamada parte baixa do Parque Nacional, em Itatiaia, as atrações são muitas, dependendo da época do ano. No inverno as estrelas são as aves que vem se alimentar do fruto do palmito Juçara. Já na primavera com um pouco de sorte é possível tirar boas fotos do mini beija-flor topetinho-vermelho (Lophornis magnificus), ou da famosa maria-leque-do-sudeste.

Existe na região, tanto dentro como fora do Parque Nacional, uma boa estrutura hoteleira, para todas as conveniências e bolsos.

Restaurante por quilo: Sabor Itatiaia, fica naquela reta que vai dar no Parque, mas ainda dentro da cidade de Itatiaia, a uns 500 metros do hospital ou da delegacia. O preço é camarada.

Recomendo sempre que a pessoa se faça acompanhar de um guia de Birdwatching, e sugiro o Bruno Rennó e o Rafael Fortes, ambos profundos conhecedores da avifauna local. Com qualquer um deles as chances de se conseguir boas fotos aumentam consideravelmente

Em breve