A beleza e a diversidade das aves do Parque Olhos d’Água podem ser observadas na exposição que começou neste fim de semana, dia 15 de setembro no Parque Olhos d’Água.


  • Exposição de fotos de Tancredo Maia no Parque Olhos d´Água, Brasília – DF
  • Abertura: dia 15 de setembro de 2012, às 9h – Parque Olhos d’Água
  • Apoio: Fundação Banco do Brasil
  • A exposição faz parte das atividades do Projeto Rio São Bartolomeu, uma iniciativa da Fundação Banco do Brasil e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Uma das metas do Projeto, que começou em março de 2010, é o plantio de 1 milhão de mudas nativas do Cerrado ao longo da Bacia do Rio São Bartolomeu, bem como  a recuperação de 500 hectares de áreas degradadas.

Com fotos de Tancredo Maia Filho, 65 anos, observador de aves e arquiteto, a exposição destaca a importância da preservação das nascentes e do córrego do Parque que desaguam no lago Paranoá, cuja barragem está no rio Paranoá, afluente do Rio Bartolomeu. O Rio Bartolomeu, junto com seus afluentes, forma a maior bacia hidrográfica do Distrito Federal. A Fundação do Banco do Brasil, patrocinadora da exposição, desenvolve ações de Educação Ambiental, em parceria com o IBRAM e diversos outros órgãos e entidades, mobilizando comunidades sobre a importância da preservação da Bacia do São Bartolomeu. A exposição é uma delas.

Texto de Tancredo Maia sobre sua relação com o Parque

O Parque Olhos d’Água é o quintal do meu apartamento; da portaria do meu bloco ao portão do Parque são 200 metros. Há três anos procurava folhas secas para servir de modelo para xilogravuras, e encontrei um ninho de beija-flor-tesoura num pé de ipê-branco no parque; acompanhei, diariamente, durante 56 dias o choco, o nascimento, o crescimento e o primeiro voos dos filhotes. Desde então tenho feito do parque meu refúgio e meu campo de estudos para entender melhor a vida. É encantador esperar o beija-flor-tesoura-verde vir tomar banho na nascente e o bichinho aparecer, parar na sua frente, mostrando toda a beleza do azul-violeta de seu peito; tão belo quanto ouvir uma Tocatta de Bach é ouvir por minutos seguidos um dueto do casal de garrinchões-de-barriga-vermelha no meio da mata de galeria; tão emocionante é ver a ariramba-de-cauda-ruiva macho trazer um inseto e entregar, amorosamente, no bico da fêmea. São momentos especiais que vivi ali e com a exposição AVES PARQUE OLHOS D’ÁGUA pretendo compartilhar com os visitantes do Parque Olhos d’Água.

 

Release de divulgação da exposição

Mostra terá 13 painéis ilustrativos de espécies como o beija-flor-vermelho e a pipira-preta

Por Dalva de Oliveira A Fundação Banco do Brasil promove neste sábado (15) no Parque Olhos D’Água, em Brasília, a exposição Aves do Parque Olhos d’Água. A mostra, composta por 13 painéis de autoria do arquiteto e observador de aves Tancredo Maia Filho, apresenta fotos de espécies de pássaros que habitam os limites da reserva. Entre as espécies fotografadas pelo artista estão o socozinho (Butorides striatus); garrinchão-de-barriga-vermelha (Cantorchilus leucotis); beija-flor-vermelho (Chrysolampis mosquitos), pipira-preta (Tachyphonus rufus), aves que podem ser observadas às margens da lagoa,  do córrego e na mata de galeria do Parque Olhos D’Água.  Na segunda-feira (17), o Parque Ecológico Olhos D’Água comemora seus 18 anos. Localizado entre as quadras 413/414 Norte, é considerado modelo de gestão ambiental e conta com 21 hectares de cerrado preservado, com plantas típicas da flora do bioma. Alguns animais da fauna silvestre também ajudam a enfeitar a paisagem. De acordo com o curador da exposição, é fundamental conhecer as aves locais quando se fala em preservação de nascentes. “Trata-se de uma oportunidade interessante de compartilhar com os usuários do Parque parte da alegria e felicidade que é fotografar tanta beleza. Só naquele espaço aberto já observei 94 espécies diferentes de aves”, afirma. O córrego que corta o Parque Olhos d’Água deságua no Lago Paranoá, cuja barragem está no Rio Paranoá, afluente do Rio São Bartolomeu. Este último, junto com seus afluentes, forma a maior bacia hidrográfica do Distrito Federal. A solenidade de abertura será às 9h e terá a presença do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do diretor de Desenvolvimento Social da Fundação Banco do Brasil, Éder Melo, além de representantes de outras entidades. A Fundação BB, apoiadora da exposição, desenvolve ações de educação ambiental em parceria com instituições e entidades, mobilizando comunidades sobre a importância da preservação de nascentes, como o Projeto Rio São Bartolomeu. O projeto O Projeto Rio São Bartolomeu Vivo é uma iniciativa da Fundação Banco do Brasil e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Uma das metas do Projeto, que começou em março de 2010, é o plantio de 1 milhão de mudas nativas do Cerrado ao longo da Bacia do Rio São Bartolomeu, bem como  a recuperação de 500 hectares de áreas degradadas. Desde 2010 já foram criados sete viveiros, no Baixo, Alto e Médio São Bartolomeu, que englobam 13 comunidades de cidades do Goiás e do Distrito Federal, com capacidade 5 mil mudas, além disso,  outros três grandes viveiros foram inaugurados – um em Cristalina (GO), outro em Planaltina (DF) e o terceiro em São Sebastião (DF), estes, com capacidade para gerar cerca de 75 mil mudas/ano. O projeto é executado com a parceria de organizações ambientais não-governamentais como a Funatura, Ipoema, Rede Terra; e instituições públicas como o IFB (Instituto Federal de Brasília – Campus Planaltina) e a Polícia Militar Ambiental do Distrito Federal. Clique aqui e saiba mais sobre o Projeto São Bartolomeu.