Mesmo com a chuva e o frio, foi o passeio com mais espécies observadas: 42

  • Texto: Luciano Lima, ornitólogo contratado pelo Instituto Butantã para fazer o levantamento das aves e promover o birdwatching no local
  • Fotos: Vários autores
  • Relato do passeio ocorrido no dia 26 de julho de 2014
  • Página no Facebook, onde você pode ficar a par dos próximos passeios: https://www.facebook.com/observatoriodeavesibu?fref=ts

O frio e a previsão de chuva para a manhã nublada do último sábado de julho não foram suficientes para esfriar a vontade de passarinhar das mais de 35 pessoas que compareceram à terceira edição do passeio mensal de observação de aves promovido pelo Observatório de Aves – Instituto Butantan. Mais uma vez as aves não decepcionaram quem compareceu ao passeio, dando um verdadeiro espetáculo.

Nada mais nada menos que 42 espécies puderam ser observadas pelos participantes do III #vempassarinhar, um novo recorde! Certamente a caminhada e o desce e sobe constante dos binóculos ajudou a manter o corpo aquecido e a diversidade de formas, cores e sons fez muita gente esquecer do frio.

Os destaques da passarinhada desse mês foram: o jacu visto de longe pelos olhos de águia da Tieta Pivatto; a alma-de-gato que desfilou pela copa das árvores; cinco espécies de pica-paus (pica-pau-verde-barrado, branco, de-cabeça-amarela, do-campo e de-banda-branca, esse último encontrado pelo atento João Victor Alteia; três espécies de sabiá observadas em fila indiana (sabiá-poca, do-barranco e laranjeira) e o trinca-ferro-verdadeiro, raridade no Instituto Butantan. Outra cena que ficou marcada foi o casal de papagaios-verdadeiros que fez de tudo para se exibir em frente aos binóculos.

Após a caminhada de cerca de 2 horas e meia pelo Parque, os participantes se reuniram para o tradicional piquenique com guloseimas trazidas e compartilhadas por todos. Depois de fazermos juntos a lista de espécies observadas no dia, todos se acomodaram confortavelmente embaixo das árvores do Horto Oswaldo Cruz para participar do “Papo de Passarinho”, que foi conduzido esse mês pelo observador de aves brasileiro que tem uma das maiores listas de espécies observadas durante a vida, Fábio Olmos.

Através de fotos e muitas histórias, Fábio narrou parte de suas aventuras por praticamente todos os continentes do mundo, e que culminaram em uma lifelist com mais de 4500 espécies! Entre os temas discutidos por todos no papo que se seguiu a apresentação foi destaque o papel dos observadores de aves para o progresso da ornitologia.

A passarinhada desse mês contou ainda com a participação dos representantes da Divisão de Fauna do DEPAVE, Marcos Kawall e Marco Silva, e com a ilustre presença do observador piauiense Fabio Vasconcelo que, trazido pela Silvia Linhares, aproveitou sua viagem pela Mata Atlântica do sudeste para prestigiar o #vempassarinhar. Outros observadores presentes já acumulam três passarinhadas em três edições, e com o objetivo de incentivar todos a continuar de binóculo no pescoço vem novidade por aí: o Observatório de Aves – Instituto Butantan irá lançar no próximo passeio o “passaporte #vempassarinhar”. Aguardem!
Com tanta gente boa reunida com um propósito especial em um lugar tão legal, o tempo parece que fez questão de colaborar. Embora durante toda manhã as nuvens tenham permanecido carregadas, foi apenas no final, depois de muito passarinho e bate-papo, que a chuva resolveu cair.

Não pôde participar esse mês ou ficou sabendo só agora? Não se preocupe, no final de agosto tem mais. Participe das atividades do Observatório de Aves – Instituto Butantan, junte-se a nós e #vempassarinhar!

 

O parque do Instituto Butantan conta com 60 hectares de áreas verdes e com uma lista de aves que já ultrapassa as 110 espécies, mas que cresce a cada dia. Encontra-se aberto ao público diariamente, das 7h às 17h, com entrada gratuita. Para visitar os três museus (Museu Biológico, Museu de Microbiologia e Museu Histórico), o visitante paga R$ 6,00.

Observadores de aves são bem-vindos nas áreas do Parque atualmente abertas à visitação, e podem observar e fotografar sem precisar de autorização prévia.