Atualização de 4/mar/2016: a Fundação Florestal publicou a portaria que reconhece a observação de aves como uma atividade importante e que deve ser incentivada. Venha participar do grupo e apoiar, basta dar seu nome e email. Saiba como: http://virtude-ag.com/liberdade-quando-agimos-em-grupo-somos-fortes-venha-participar-exige-pouco-mar2016/

Restringir e controlar a fotografia de natureza prejudica os próprios parques

  • A apresentação deste post pode ser baixada como arquivo ppt neste link de Google Drive: https://drive.google.com/open?id=0B9EyTAVGHYBPbVZqOGNsV0Yzdmc&authuser=0
  • Esse arquivo está em formato aberto, você pode usar o conteúdo para produzir sua própria apresentação e usar como material de apoio para conversar com o gestores dos parques da sua cidade.

Se você costuma passarinhar em parques públicos, provavelmente já recebeu a famosa abordagem “tem autorização para fotografar?”

Não há lei que proíba uma pessoa de fotografar locais públicos por hobby. O constrangimento que os fotógrafos sofrem é baseado em geral na ignorância do segurança e do funcionário que o orientou: eles acham que só um profissional pode ter uma câmera grande.

Mas não queremos apenas o direito de fotografar sem sofrermos discriminação pelo tamanho do equipamento: queremos ajudar na divulgação da natureza brasileira. Somos o país com a maior biodiversidade do planeta, com a maior quantidade de espécies de aves, e isso não se reflete de forma alguma nas livrarias, na cultura geral do povo, e um dos motivos é a atitude retrógrada e controladora dos gestores dos parques, que querem restringir e controlar  (como se ainda vivêssemos na década de 1970) qualquer material que fale dos parques. Qualquer. Um dos parques me falou que eu não podia fazer um artigo num blog, falando bem do parque, sem antes assinar dois formulários.

A AFNatura luta há anos para mudar esse cenário. Podemos ajudar com a força de grupo, contando com a participação dos amadores que entendem que precisamos lutar pelo direito de praticar nosso hobby, mas principalmente, pelo direito de poder ajudar na divulgação da natureza brasileira.

Os slides acima reúnem os principais argumentos que consegui pensar sobre por que as portarias precisam mudar.

A mensagem abaixo foi compartilhada num dos grupos do Facebook. Se você está interessado em participar dessa luta pela natureza, por favor leia, e aja quando for o momento de apoiar.

 

Esta é a mensagem que compartilhei num grupo de Facebook de observadores de aves, quando um colega reportou que foi proibido de fotografar, e veio perguntar se isso tem acontecido com outros: 

Amigos,

O problema de exigir autorização ou até proibir a fotografia é geral no Brasil, e também acontece em outros países.

É uma atitude equivocada por parte dos gestores, que em geral estão seguindo diretrizes da década de 1980, e mesmo quando atualizam as portarias, como o ICMBio fez em 2011, não conseguem atualizar e mentalidade. As regras que eles criam supõem que um fotógrafo de natureza ganha muito dinheiro vendendo fotos, que qualquer um com câmera grande só pode ser profissional, que não existe o birdwatching no Brasil nem no mundo, que não existem câmeras digitais e redes sociais, que os parques não precisam de divulgação, que não há uma disputa tremenda pela atenção e tempo das pessoas, tanto no que elas vão escolher ver e ler, quanto na escolha do tempo de lazer.

Como dá pra ver, nem consigo disfarçar: eu fico muito brava toda vez que penso nesse assunto. Obviamente os gestores querem o bem do parque, mas é ridículo como eles podem criar regras, portarias, instruções pros seguranças, sem ao mesmo pesquisar um pouco o que é a fotografia digital hoje.

No ano passado fiz uma pequena campanha, o “Se foto bonita divulga, por que os parques dificultam”, e um funcionário do ICMBio foi falar comigo durante o Avistar de São Paulo, dizer que eles são a favor da divulgação, que a campanha chegou até eles e haveria uma resposta – se não fosse o tumulto de ser ano eleitoral. Ele também me disse que quando agimos como grupo temos força para influenciar decisões, mais força do que imaginamos.

Neste ano quero retomar a questão. Estou preparando uma apresentação de apoio. Não está terminada, mas como o assunto surgiu, decidi compartilhar como está. Fiz um post com os slides, e também tem um link para o arquivo ppt, que você pode baixar e usar como base:  https://drive.google.com/open?id=0B9EyTAVGHYBPbVZqOGNsV0Yzdmc&authuser=0

Acredito que o caminho seria cidade por cidade, parque por parque, haver uma mobilização de um grupo de birdwatchers dispostos a fazer reuniões com os gestores, para explicar por que as regras têm que mudar.

Ao mesmo tempo que seguimos o caminho diplomático, também buscaríamos a imprensa, para chamar a atenção para a questão.

No ano passado, o G1 deu espaço pra uma notícia de uma moça que foi proibida de fotografar em Curitiba. Acho que eles dariam espaço pra gente também. http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2014/10/fotografa-relata-ofensas-de-guarda-municipal-em-parque-de-curitiba.html

A crítica da imprensa poderia ajudar as coisas a acontecerem. Poderíamos falar bem dos parques em que os gestores abriram o diálogo e reconheceram que as portarias atuais são retrógradas e erradas, e criticaríamos os parques que insistem em prejudicar a divulgação da natureza.

Fora isso, se tivéssemos algumas dezenas ou centenas de birdwatcher comprometidos a fazer pressão em determinados momentos, por meio de e-mails, petições, poderíamos ter a tal força de grupo que o funcionário do ICMBio disse que é capaz de fazer as coisas acontecerem.

Comecei a conversar com alguns birdwatchers, como o João Quental, o Guto Carvalho, sei que o Ciro Albano apoia.

Acho que precisamos continuar conversando sobre o assunto. Talvez, agindo com a pressão de um grupo organizado, sejamos capazes de fazer os gestores entenderem o quanto eles estão prejudicando a natureza brasileira.

 

Ações a favor da divulgação do birdwatching e da conservação da natureza (+)