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Burle Marx
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Livres na mata do zoo
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Livres na mata do zoo
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Represa de Salelópolis
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Museu de Energia
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Ribeirão Grande - Intervales

 

  • Texto e fotos: Juliana Gasiglia

Vi vários colegas reclamando das dificuldades em se fotografar em parques públicos. Gestores de alguns parques não permitem a presença de pessoas que fotografam a natureza. Talvez alguns deles não entendam que o interesse e, consequentemente, a preservação dos animais e plantas existentes nesses locais, pode ser conquistado com uma simples imagem… uma fotografia.

Pensando nessas questões escrevi uma pequena relação de locais onde fotografei livremente, sem ser incomodada por guardas ou pela cobrança abusiva por causa do tipo de equipamento.

*Em relação à segurança – A verdade é que um equipamento adequado à fotografia de aves normalmente é grande, caro e chama muito a atenção, portanto, antes de tirar seu equipamento da mochila veja o que se passa ao seu redor… isso pode evitar muitos aborrecimentos, principalmente numa cidade como São Paulo.

*Alguns locais cobram taxas de entrada ou pelo acompanhamento de um guia, mas permitem que fotografemos livremente.

Em São Paulo – Capital, temos os seguintes parques que visitei

• Ibirapuera – como muitos já sabem no Ibirapuera muitas aves de soltura são avistadas, fora as nativas daqui

• Burle Marx – há uma boa quantidade de aves, como o joão-velho, biguá, garça e outras mais http://parqueburlemarx.com.br/

• Zoológico – há vários animais silvestres que andam livres pelo parque, como preguiças, bugios, tucano-de-bico-verde, pica-pau, gralha-picaça, guaxe, e muitos outros que visitam a área de piquenique que fica no alto do parque e é rodeada de mata nativa
http://www.zoologico.com.br/

Parque Caminhos-do-Mar – recém-reaberto é um local tranquilo, inserido na Serra do Mar. Há duas possibilidades de passeio – ir até a Casa de Pedra, que tem uma vista incrível e não precisa de agendamento prévio (saída de manhã ou à tarde. Verifique os horários no link). A outra possibilidade é a descida até Cubatão – que deve ser agendada com antecedência. As pessoas contratam uma van para trazê-las de volta no final do percurso. http://www.energiaesaneamento.org.br/not%C3%ADcias/not%C3%ADcias/agendamento-caminhos-do-mar.aspx

Salesópolis, SP – Salé como os moradores de lá a chamam é rica em diversidade de aves. Em janeiro havia um bando de colhereiros, águia-pescadora, e muitas aves nativas. Parece que lá é uma rota migratória para alguns animais pantaneiros como o cabeça-seca. Alguns dos locais visitados cobram entrada, nada exorbitante.
Locais:
• Represa – gratuita, muitos vão até lá para pescar.
• Parque Nascentes do Tietê –
• Museu de Energia – muitas aves dentro e na estrada de terra que leva ao parque. http://www.energiaesaneamento.org.br/unidades/rede-museu-da-energia/museu-da-energia-de-sales%C3%B3polis.aspx. 

Quem se interessar em explorar Salé, pode conversar com Messias Cunha (Facebook) ou pelo celular (011) 973281829. Nativo da região conhece os melhores locais para observar/ fotografar. Locais em que eu fui e gostei: Represa de Salesópolis. Museu de Energia, estrada em direção ao Parque Nascentes do Tietê. Fora esses locais ainda há outros como: a estrada da Petrobras, Pinheirinho, a cabeceira da represa – indicação do Messias.

Ubatuba, SP – em Ubatuba temos o belo trabalho observação de aves desenvolvido pelo Carlos Rizzo. Há inúmeros locais para se observar aves, geralmente trilhas e estradinhas de terra. Indo em direção ao norte (Paraty) é mais tranquilo.
Recomendo: Núcleo Picinguaba muitas aves além do passeio de chata onde um monitor treinado leva a gente pelo mangue. É cobrada uma taxa pelo passeio. http://www.ambiente.sp.gov.br/parque-serra-do-mar-nucleo-picinguaba/

Ribeirão Grande, SP – como na maioria dos lugares, a estrada de terra que leva ao parque, também serve para a observação de animais.

Parque Intervales – local maravilhoso para observação. Muitas aves. Há pousadas dentro do parque, o que facilita a vida. É obrigatório o acompanhamento de guias locais, uma taxa é cobrada pelo serviço.
http://www.ambiente.sp.gov.br/parque-intervales/informacoes-ao-usuario/

 

Obs de Claudia Komesu, editora do Virtude-AG

Burle Marx é a favor do birdwatching, e é dos poucos parques com uma página que fala abertamente do birdwatching. Talvez algum segurança venha lhe perguntar se você tem autorização para fotografar, mas ao explicar que é observação de aves, provavelmente ele não incomodará (foi o que aconteceu conosco: o segurança veio nos perguntar, mas entendeu e nos deixou continuar). Num parque como o Villa-Lobos se você estiver com DSLR os seguranças não permitem que você fotografe, a não ser que tenha a tal autorização em mãos. Também já fotografei sem problemas no Ibirapuera. No Jardim Botânico basta assinar um termo na portaria, ou fazer a carteirinha e ter o direito de entrar às 6h. O Parque Cidade de Toronto teve um incidente recente, mas a administração respondeu ao birdwatcher e garantiu o direito de fotografar como amador. O Parque Ecológico do Tietê também é a favor do birdwatching, ainda que de vez em quando tenha um incidente com algum segurança que não sabe disso. O PESM Jaraguá diz que você pode conversar na hora e pedir autorização, mas oficialmente é proibido entrar DSLR no parque! No PESM Curucutu não importa a câmera, mas se você disser que vai divulgá-los no seu blog, é obrigado a assinar formulários. Intervales e o PESM de Paraty não proíbem. O Horto de Campos do Jordão proíbe feio há anos. O site da Fundação Florestal não esclarece sobre a relação com a fotografia amadora, e a  assessoria de comunicação da Fundação Florestal não responde e-mails.

São poucos os parques brasileiros que realmente proíbem, de forma absurda, a fotografia amadora. Mas o fato é que todos têm uma política de restrição e controle. Não há comunicação oficial que reconheça a importância da fotografia na divulgação da natureza. Na prática, muitos gestores entendem e apoiam, mas na comunicação oficial é só paulada de linguagem de advogado sobre proibições, e se o gestor muda, o fotógrafo amador ou profissional fica à mercê das portarias e instruções normativas. A política pública age como se os parques não precisassem desesperadamente de visibilidade e divulgação. Para saber mais: http://virtude-ag.com/eu-divulgo-se-foto-bonita-divulga-por-que-parques-dificultam/

 

 

Mata Atlântica (+)