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Uirapuru- laranja - Lifer de muitos participantes
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“Como é bom a existência do Busca ao lifer: um show de aves”! (Valter Kruk – condutor de visitantes, Chapadão do Céu/GO)
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“Oportunidade de ficar no meio do mato e aprender sobre os sons da natureza”. (Natalia - estudante de jornalismo, Campo Grande/MS)
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“Conhecer mais de si mesmo a partir da observação de seres que compartilham o mundo conosco”. (Essi Rafael – cineasta, Campo Grande/MS)
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Ouver” a natureza de forma intensa e compartilhar momentos incríveis junto às aves. (Renata Reinoso - estudante de biologia, Campo Grande/MS
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Ver, ouvir, sentir e estar intensamente só, dentro da mata e em companhia... (Lidia Coimbra – artista plástica, Taboco/MS)
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Descobrimos, de fato, que somos aparelhados a gostar de passarinhos... Neste final de semana vimos nos olhos de todos (nos momentos lifers) a mesma sintonia... percebemos a abundância de sermos felizes por isto... (André de Oliveira - guia de observação de aves, Mineiros/GO)
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Conviver com outros seres, voadores ou não, e compartilhar momentos de surpresa e alegria junto com pessoas tão especiais e seres tão incríveis... (Simone Mamede - bióloga, Campo Grande/MS)
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Mais que expectativas satisfeitas, o Busca ao Lifer representou sintonia com o ambiente e sensação de parentesco com as plantas, aves e outros seres... (Maristela Benites da Silva - bióloga, Campo Grande/MS)

 

  • Texto e fotos: Simone Mamede
  • Anúncio do Busca ao Lifer no Virtude http://virtude-ag.com/eventos-busca-ao-lifer-6-7set2014-corguinho-ms-por-instituto-mamede/
  • Originalmente publicado em: http://www.institutomamede.blogspot.com.br/2014/09/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html

O II Busca ao Lifer (busca pelo primeiro encontro com uma espécie nunca vista por você) aconteceu de 06 a 07 de setembro de 2014, na base de Campo do Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo: RPPN Vale do Bugio, na região de Corguinho/MS.

Mais que encontro com lifers e espécies raras, o evento proporcionou um encontro consigo mesmo e com novos e antigos amigos, que fizeram do final de semana um dos momentos mais emocionantes desta temporada. Observar as aves, suas cores, shapes, comportamento etc., parece atividade simples, mas que revela o assombro do encontro, resultando em alegria compartilhada, incrível e prazerosa. A frase “no scoup” significava algo além do prazer e, a cada procura, o termo significava prestes a ser mais feliz do que já se encontrava por ter registrado, mesmo com olhos nus ou com binóculos, um parente cada vez mais próximo – a ave.
Sobe morro, desce morro, retiram-se carrapatos da roupa, caminha-se silenciosamente até chegar a locais quase inacessíveis pelo ser humano e superar os próprios limites representam um pouco do que vivenciamos nesses dois dias, transcorridos, aliás, como um relâmpago.
Dias intensos com saídas a campo por trilhas como a da Fenda, Trilha do Mirante, Trilha da Fonte, fazenda Serra Azul e tantos outros locais. À noite, papo de passarinho e photo-recap com muitas imagens, histórias, estórias e um compartilhar de experiências.
Depois do momento de socialização, ainda pela noite, o momento tão esperado: a “corujada”. Percurso noturno para o encontro com uma das corujas mais raras do país. Lanternas, binóculos, luneta e a entrada na mata, à noite a mata adquire inúmeros novos sons, mas o que sobressaía no local era o da Strix huhula: coruja-preta, que sobrevoou nossas cabeças para terminarmos a noite com um sorriso enorme e agradecermos pela felicidade do encontro.

Durante os dois dias do II Busca ao Lifer foram mais de 90 registros de espécies de aves e inúmeros lifers (tabela 1).

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A Busca ao Lifer teve sua primeira edição em 2013 no Parque Nacional das Emas e a ideia é que o evento se torne uma tradição e percorra todos os biomas do Brasil, estendendo-se pela América Latina.

Aos que participaram deste II Busca ao Lifer, nossa gratidão pela companhia e esperamos revê-los em breve para vivenciarmos outros momentos na natureza.