Araçari-do-bico-branco (Pteroglossus aracari) Black-necked Aracari
Araçari-do-bico-branco (Pteroglossus aracari) Black-necked Aracari
Araçari-negro (Selenidera piperivora) Guianan Toucanet
Araçari-negro (Selenidera piperivora) Guianan Toucanet
Arapaçu-galinha (Dendrexetastes rufigula) Cinnamon-throated Woodcreeper
Arapaçu-galinha (Dendrexetastes rufigula) Cinnamon-throated Woodcreeper
Assobiador-do-castanhal (Vireolanius leucotis) Slaty-capped Shrike-Vireo
Assobiador-do-castanhal (Vireolanius leucotis) Slaty-capped Shrike-Vireo
Bico-chato-da-copa (Tolmomyias assimilis) Yellow-margined Flycatcher
Bico-chato-da-copa (Tolmomyias assimilis) Yellow-margined Flycatcher
Chincoã-de-bico-vermelho (Piaya melanogaster) Black-bellied Cuckoo
Chincoã-de-bico-vermelho (Piaya melanogaster) Black-bellied Cuckoo
Curica-caica (Pyrilia caica) Caica Parrot
Curica-caica (Pyrilia caica) Caica Parrot
Furriel (Caryothraustes canadensis) Yellow-green Grosbeak
Furriel (Caryothraustes canadensis) Yellow-green Grosbeak
Macuru-de-pescoço-branco (Notharchus macrorhynchus) Guianan Puffbird
Macuru-de-pescoço-branco (Notharchus macrorhynchus) Guianan Puffbird
Pipira-do-bico-vermelho (Lamprospiza melanoleuca) Red-billed Pied Tanager
Pipira-do-bico-vermelho (Lamprospiza melanoleuca) Red-billed Pied Tanager
Vite-vite-camurça (Hylophilus muscicapinus) Buff-cheeked Greenlet
Vite-vite-camurça (Hylophilus muscicapinus) Buff-cheeked Greenlet

 

Venha conhecer o Museu da Amazônia: www.museudaamazonia.org.br

Texto e fotos: Tomaz Nascimento de Melo

O dossel ou a copa das árvores de uma floresta é um dos ambientes mais ricos em espécies de aves e insetos, mas também é dos menos conhecidos no mundo. Os animais que se adaptaram a viver na copa dificilmente descem ou se aproximam do solo. O pouco conhecimento da fauna e da flora desses ambientes, quando comparada ao do sub-bosque, é devido à dificuldade de acesso a esses locais. Nas florestas tropicais, com árvores que ultrapassam os 30 metros de altura essa dificuldade é ainda maior.

Para viabilizar o acesso ao dossel, ao longo dos anos foram desenvolvidas estruturas e técnicas, entre elas o uso de torres, que permitem a observação de aves em todos os estratos de uma floresta.

Em janeiro de 2014 foi instalada no Museu da Amazônia (Musa) uma torre de alumínio de 40 metros de altura e 4m2 de base. Em novembro de 2014, foi inaugurada uma torre maior, de aço, de 42 metros e 60 m2 de base, com três plataformas de observação. O Museu da Amazônia ocupa 100 ha da Reserva Ducke, um fragmento de floresta de terra firme, primária, de 10 000 ha, localizada na periferia de em Manaus.

As plataformas das torres são hoje um dos principais observatórios de aves da Amazônia. Nelas já foram observadas mais de 150 espécies de aves, algumas raramente vistas do chão, como por exemplo o assobiador-do-castanhal  (Vireolanius leucotis),  o gavião-ripina  (Harpagus bidentatus) e mais raro, o gavião-real  (Harpia harpyja).

Os amantes da fotografia de aves registraram a frequente presença do macuru-de-pescoço-branco (Notharchus  macrorhynchus), macuru-pintado (Notharchus tectus), chincoã-de-bico-vermelho (Piaya  melanogaster), arapaçu-galinha (Dendrexetastes rufigula), pipira-de-bico-vermelho (Lamprospiza  melanoleuca), pica-pau-de-colar-dourado (Veniliornis  cassini), curica-caica (Pyrilia  caica), araçari-negro (Selenidera piperivora), caçula (Myiornis  ecaudatus), bico-chato-da-copa (Tolmomyias  assimilis), poiaeiro-da-guiana (Zimmerius  acer) e o vite-vite-camurça (Hylophilus  muscicapinus).

A observação de aves noturnas na plataforma inferior, (que está em uma altura de 12m, enquanto a segunda se encontra a 28m) tem permitido fotografar  a magnífica coruja-de-crista (Lophostrix cristata), a mãe-da-lua-gigante (Nyctibius grandis) e nas trilhas próximas à torre a corujinha-orelhuda (Megascops watsonii).

Todos os dias observadores de aves do Brasil e do exterior têm visitado o Musa, onde procuram o observatório da grande torre de aço, que permite a subida de 25 visitantes, ou  próxima a ela, aquela um pouco menor (40 m de altura) que permite a permanência de apenas dois observadores  em suas plataformas.

O Musa pode ser visitado das 9h às 17h, mas a subida na torre maior é feita em grupos de visitantes e de hora em hora. Para agendar uma visita antes ou depois desse horário, entre em contato com antecedência pelo e-mail agendamento@museudaamazonia.org.br.

Para observar aves, por exemplo, você pode visitar a torre maior das  5h30 às 9h ou depois das 17h. A torre menor tem menos procura e em geral, a pessoa pode ficar o dia inteiro.

O agendamento para observação deve ser sempre feito pelo e-mail agendamento@museudaamazonia.org. Terei o prazer de ser seu guia na observação, ou você poderá trazer o seu guia. Meus contatos: tomaznmelo@hotmail.com,
http://www.wikiaves.com.br/perfil_TomazNascimento.