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Em Jacutinga: gavião-de-rabo-branco melânico
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Em Jacutinga: gavião-de-rabo-branco melânico
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Em Jacutinga: os tuins que me levaram a boicotar a carne de boi
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Em Jacutinga: os tuins que me levaram a boicotar a carne de boi
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Em Jacutinga: caboclinho-de-chapéu-cinzento, uma raridade
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Em Jacutinga: gavião-pernilongo que veio na voz da jacurutu
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Na região da Canastra: água-chilena
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Canastra: taperuçu-velho
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Canastra: taperuçu-velho
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Canastra: tapaculo-de-brasilia
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Canastra: papa-moscas-do-campo
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Canastra: pena que longe demais, mas é um dos meus sonhos. Tamanduá com filhotinho nas costas
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Vargem Bonita: bico-reto-de-banda-branca
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Vargem Bonita: beija-flor-de-orelha-violeta
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Canastra: tapaculo-de-colarinho
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Jacutinga, amanhecer
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Jacutinga, um dos brejos em região urbana
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Jacutinga, um dos brejos em região urbana - tesoura-do-brejo
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Jacutinga: fura-barreira
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Jacutinga: pintassilgo
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Jacutinga, estreia da minha D800. O pica-pau rei estava longe, longe, mas pensei "com 36MP, por que não tentar"
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Em Jacutinga: pavó cruzou nosso caminho
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Em Jacutinga: japacanim
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Em Jacutinga: duelo aéreo
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Em Jacutinga: o tal gavião que achei que carregava dois filhotes
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Em Jacutinga: chorão
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Monte Alegre do Sul: bico-reto-de-banda-branca, na Pousada da Fazenda
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Monte Alegre do Sul: estrelinha-ametista, na Pousada da Fazenda
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Pantanal: duelo de samurais
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Pantanal: periquito-de-cabeça-preta, no comedouro da pousada
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Pantanal: araçari-castanho
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Pantanal: martim-pescador-da-mata
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Pantanal: mãe-da-lua-gigante
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Pantanal: cardeal-do-banhado
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Pantanal: em Porto Jofre
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Pantanal: chincoã-pequeno
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Pantanal: muita emoção
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Pantanal: a inteligência venceu a força bruta

 

Por que contratar um bom guia ornitológico?

  • Texto e fotos: Claudia Komesu

Quis fazer um post destacando alguns ótimos momentos nos passeios feitos com o Geiser Trivelato, um dos melhores guias ornitológicos do Brasil. É uma homenagem ao Geiser, que é mais do que um guia, é um amigo, mas também serve como informação para quem ainda não fez muitos passeios com um guia e gostaria de saber mais.

Neste post estou destacando o Geiser, mas é claro que outros bons guias ornitológicos também oferecem oportunidades como essas.

Mais informações sobre guias: http://virtude-ag.com/birdwatching-guias/

amigo_gtr_27Como falar com o Geiser:

 

Conheci o Geiser em 2010, por indicação do João Marcelo da Costa. Que indicação feliz. Tive a oportunidade de conhecer vários guias excelentes, mas o Geiser é um dos meus favoritos, por vários motivos:

– o motivo que considero o mais importante: o Geiser é apaixonado pela natureza e age pela conservação. Ele e o pai dele têm divulgado o birdwatching na cidade onde moram, Jacutinga – MG.

– ele e a família toda são pessoas encantadoras. Mineiro sangue-bom, sabem como é? Pessoas muito simples, simpáticas, tranquilas. Todas as vezes em que já fui pra Jacutinga, fiquei na casa dos pais do Geiser, fiz as refeições com eles. São todos muito legais. Pai, mãe, irmã, cunhados (o irmão da esposa do Geiser foi fazer Biologia por inspiração do Geiser, o marido da irmã do Geiser, o Paulo, tornou-se birdwatcher também, graças ao Geiser), esposa, filho… até o filhinho do Geiser, que tem apenas 7 anos, agora já fotografa com uma compacta.

– como você pode imaginar, o Geiser é um guia extremamente competente. Ótima audição, sabe onde procurar as aves, sabe usar o playback sempre com responsabilidade, é incansável. Está o tempo inteiro disposto a procurar o que você quer. Nem sei como ele aguenta esse ritmo de trabalho, tantos dias seguidos, e além de guiar ainda dirige o carro. Em geral ele não usa a câmera. Para algumas viagens ele até leva, mas sempre pergunta pro cliente se ele pode fotografar, e só o faz num momento em que não há risco de atrapalhar.

– já passarinhei com o Geiser em Jacutinga, em Monte Alegre do Sul, na Canastra, no Pantanal. E iria com ele pra qualquer destino. Sei que ele também faz viagens pro Sul e Lagoa do Peixe.

O Geiser é sortudo, uma feliz característica que já vi em outros guias bons. No meu misticismo barato, acho que tem tudo a ver com energia. Ele é uma pessoa do bem, que tem uma sintonia que atrai coisas boas.

E foi assim que em Jacutinga fotografei um lindo gavião-de-rabo-branco melânico em pose linda alçando voo, céu muito azul.

Lá também fotografei talvez a caçada mais emocionante que já vi: gavião-de-rabo-branco também, adulto, com algo nas garras, sendo perseguido por outro gavião-de-rabo-branco, um caracará e… na minha foto não mostra, mas lembro que o Geiser falou que havia outra ave de rapina perseguindo, não lembro se era um caracará ou outro gavião-de-rabo-branco. Durou apenas alguns segundos, e logo eles desapareceram da nossa vista, mas foi incrível. Depois vendo as fotos, durante uns dias fiquei pensando que o perseguido carregava dois filhotes de anu-preto, o que estava parecendo realmente fabuloso. Postei a foto no Facebook, mas conversando com os colegas, concordei com a análise deles que era apenas um filhote, com aquelas poses estranhas que um corpo morto pode assumir.

Também em Jacutinga, em 2011, fotografei uma das aves mais raras que já havia visto: um caboclinho-de-chapéu-cinzento. Na época havia 10 registros no Wikiaves, sendo apenas dois no Sudeste. Registro em uma cidade no Estado de São Paulo (Dourado), e um em Minas. Nenhum registro no sudeste desde novembro de 2008. Isso numa pequena área de brejo de Jacutinga, ao lado de plantações.

Em outra ocasião em Jacutinga o Geiser me fala sorrindo “você viu?”, eu não tinha visto nada, falei “o quê?”, “uma coruja grande, acho que era um jacurutu, saiu daquele galho ali”. Como vocês sabem, as corujas têm um voo extremamente silencioso, graças a ranhuras nas extremidades das asas. Passarinhos menores do que um pardal, como o quete, têm voos barulhentos, você ouve o flup-flup-flup… mas não uma coruja. O Geiser começou a tocar o playback da jacurutu, e eis que aparece um gaviãp-pernilongo, provavelmente pensando que precisava dar um pau numa jacurutu enxerida.

Em outra ocasião, em Jacutinga, um pavó cruzou nosso caminho na estrada. Não pousou num lugar bom, mas sabem como é, ver um pavó voar na sua frente é sempre algo maravilhoso.

Em Jacutinga, na área de mata ciliar do Rio Mogi, foi onde vi pela primeira vez o fura-barreira e o estalador.

Na Canastra o Geiser nos mostrou tudo. Fizemos boas fotos do papa-moscas-do-campo, do papa-moscas-de-costas-cinzentas, do galito comendo insetinhos, tapaculo-de-colarinho, tapaculo-de-brasília, o festival de beija-flores do s. Dominguinhos em Vargem Bonita. A águia-chilena passou voando baixo, o jovem urubu-rei passou voando baixo. Também foi a vez que vi um urubu-rei mais perto e mais baixo, mas era um final de dia depois de vários dias fotografando, eu não tinha mais forças pra conseguir ergue a câmera e enquadrar sem tremer. O pato-mergulhão foi de longe e de costas, mas com outros clientes, aconteceu de pousar na frente deles.

A viagem pro Pantanal foi uma delícia, graças ao roteiro montado pelo Geiser, sua competência e dedicação de sempre. Acho que não fiquei passando vontade de ter visto nada. Não era só a questão de ver os bichos, mas de poder presenciar cenas lindas de comportamento, como o arapaçu-do-campo encarando o gavião-carijó, uma briga de olhares, como se fossem dois samurais experientes. Ou então ver o jovem gavião-preto com uma cobra nas garras, pousar num galho não muito longe e ficar lá gritando muito, com aquela pose de ombros levantados, asas em volta da presa caçada. A onça em Porto Jofre. O gavião-belo tentando roubar o peixe da garça-moura, que não era boba: em vez de tentar fugir, e certamente perderia o peixe no voo, ela simplesmente mergulhava a cabeça na água a cada investida do gavião, até que finalmente conseguiu engolir o peixão, e o belo teve que ir embora reclamando baixinho.

O Pantanal é um lugar cheio de emoções, e voltaria pra lá todo ano. Mas confesso que o que mais tenho tido saudades nesses meses é dos meus passeios em Jacutinga. Caminhar pelas trilhas e estradas de um lugar que é tão querido pelo Geiser, e que ele conhece tão bem. Almoçar num restaurante pra caminhoneiros, comida caseira deliciosa, servida em travessas enormes. Slowbirdwatching: paramos pra qualquer ave, e o Geiser não demonstra a menor impaciência, pelo contrário, vejo que ele também valoriza esses momentos de interação com as aves, comuns ou não. Um pintassilgo parado na beira da estrada, peço pra ele parar, vou caminhando até o bichinho, a câmera na frente do rosto, consigo chegar bem perto. O gavião melânico foi a mesma coisa: tiramos umas fotos de dentro do carro, daí falei “vou lá”, e fui me aproximando, cheguei bem perto, ele ia voar, puxei o zoom pra trás, consegui uma foto bem legal mesmo a 275mm. O bandinho de tuins namorando, fui de joelhos, cada vez mais perto da árvore, fiquei fotografando-os por mais de meia hora. E foi por causa desses tuins que decidi diminuir o consumo de carne bovina, quando o Geiser contou que aquele campinho onde havíamos passarinhado havia sofrido um incêndio criminoso, provavelmente para aumentar uma área de pasto.

Nesses passeios com o Geiser posso me perder contemplando qualquer ave, e quando sair do transe, vou encontrá-lo lá sorrindo e orgulhoso, e ele vai me dizer algo como “nunca vi alguém chegar tão perto dessa ave”, e talvez ele diga isso pra todos os clientes, mas não importa, eu fico muito orgulhosa também.

O Geiser fará o passeio do jeito que você quiser. Mesmo antes de ter me nomeado slowbirdwatcher, nunca fui muito do tipo gincana, de ver a maior quantidade possível de espécies. Paro muito, fico olhando borboletas. Mesmo nesse pique, em dois dias e meio em Jacutinga podemos ver-ouvir 160 espécies. Vou colar a lista de um passeio feito em abril de 2011.

O Geiser acompanhou várias vezes a equipe da saudosa revista Terra da Gente, fez matérias pra revista, e também acompanhou gravações da TV. Já foi premiado no Avistar, já teve foto publicado na National Geographic. Mas não se preocupe: ele não cobra caro nem é esnobe, muito pelo contrário, imagino que é essa simplicidade encantadora que firmou uma parceria de tantos anos com a equipe do Terra da Gente.

Quer um guia sangue-bom, seja pra buscar muitos lifers, ou pra passarinhar sem pressa alguma? Em qualquer lugar da Mata Atlântica, do Cerrado, do Pampa. Recomendo muito o Geiser.

 

Exemplo do que pode ser visto em Jacutinga em 2 dias e meio:

Jacutinga e arredores, abr/11Vistas/ouvidasFotografadas
16056
Irerê11
Pato-do-mato1
Pé-vermelho1
Biguatinga11
Socozinho11
Garça-vaqueira1
Garça-branca-grande1
Maria-faceira11
Cabeça-seca1
Urubu-de-cabeça-vermelha1
Urubu-de-cabeça-preta1
Gavião-peneira1
Gavião-pernilongo11
Gavião-caboclo1
Gavião-carijó11
Gavião-de-rabo-branco11
Caracará1
Carrapateiro11
Quiriquiri11
Falcão-de-coleira1
Sanã-parda1
Sanã-carijó1
Frango-d’água-comum1
Seriema11
Quero-quero1
jaçanã11
Rolinha-roxa1
Fogo-apagou11
Pombo-doméstico1
Pombão1
Pomba-de-bando1
Periquitão-maracanã11
Periquito-rei11
Tuim11
Periquito-de-encontro-amarelo11
Maitaca1
Alma-de-gato1
Anu-preto1
Anu-branco1
Saci1
Coruja-buraqueira11
Rabo-branco-acanelado1
Rabo-branco-de-garganta-rajada1
Beija-flor-tesoura1
Beija-flor-de-orelha-violeta1
Beija-flor-de-fronte-violeta1
Martim-pescador-grande1
Martim-pescador-verde1
Juruva-verde1
Ariramba-de-cauda-ruiva11
João-bobo11
Barbudo-rajado11
Tucanuçu11
Pica-pau-anão-barrado11
Picapauzinho-verde-carijó1
Pica-pau-verde-barrado1
Pica-pau-do-campo1
Pica-pau-de-banda-branca11
Chocão-carijó1
Borralhara-assobiadora1
Choca-barrada11
Choca-da-mata1
Choca-de-chapéu-vermelho11
Choquinha-lisa1
Papa-toaca-do-sul1
Chupa-dente1
Arapaçu-verde1
Arapaçu-do-cerrado1
Casaca-de-couro-da-lama1
João-de-barro1
Pichororé1
Pi-puí11
João-teneném1
Arredio-pálido1
Curutié1
João-de-pau11
João-botina-do-brejo1
Limpa-folhas-de-testa-baia1
Barranqueiro-de-olho-branco1
Fura-barreira1
João-porca1
Cabeçudo11
Estalador11
Tororó1
Piolhinho-verdoso11
Guaracava-de-barriga-amarela1
Tucão11
Marianinha-amarela1
Bico-chato-de-orelha-preta1
Filipe1
Gibão-de-couro1
Maria-preta-de-penacho1
Primavera1
Noivinha-branca11
Tesoura-do-brejo11
Lavadeira-mascarada1
Freirinha11
Viuvinha11
Suiriri-cavaleiro1
Bem-te-vi1
Bem-te-vi-rajado11
Neinei11
Suiriri1
Soldadinho1
Tangará1
Anambé-branco-de-rabo-preto11
Caneleiro-preto1
Caneleiro-de-chapéu-preto1
Caneleiro1
Pitiguari1
Vite-vite-de-olho-cinza11
Gralha-do-campo1
Gralha-picaça1
Andorinha-do-rio11
Andorinha-doméstica-grande1
Andorinha-pequena-de-casa1
Andorinha-morena1
Andorinha-serradora1
Corruíra1
Japacanim11
Sabiá-laranjeira1
Sabiá-barranco11
Sabiá-poca1
Sabiá-do-campo1
Caminheiro-zumbidor11
Cambacica1
Bico-de-veludo11
Saíra-de-chapéu-preto1
Saí-canário1
Tiê-de-topete1
Saíra-ferrugem1
Tiê-preto1
Sanhaçu-cinzento11
Saíra-amarela1
Saí-andorinha1
Saí-azul1
Figuinha-de-rabo-castanho11
Tico-tico1
Tico-tico-do-campo11
Canário-da-terra-verdadeiro11
Sabiá-do-banhado11
Tiziu11
Bigodinho11
Coleirinho11
Chorão1
Caboclinho11
Caboclinho-de-chapéu-cinzento11
trinca-ferro-verdadeiro1
Mariquita1
Pia-cobra1
Pula-pula-de-barriga-branca11
Pula-pula-assobiador1
Encontro1
Pássaro-preto1
Garibaldi1
Chopim-do-brejo11
Chopim1
Pintassilgo1
Bico-de-Lacre1
Pardal1

 

 

Mais informações sobre o Geiser

 

Informações sobre Jacutinga

 

Passeios e mais informações sobre Jacutinga

 

Relato de algumas viagens com o Geiser

 

Conhecimento