Muitos peixes para observar e fotografar com uma compacta, em locais fáceis de chegar a pé

Por que ir?

Praia bonita, dezenas de opções de hospedagem, restaurantes e lojas, muitos peixes para observar e fotografar. A Praia do Forte, a 50 minutos de carro do aeroporto de Salvador (oficialmente a cidade se chama Mata de São João) conquistou a estrelinha de “lugares para onde quero voltar”.

Preços

Fomos de milhas, mas com antecedência ou promoções dá para achar a partir de uns R$ 200 (São Paulo – Salvador). Pela TAM ou pela Avianca. Se for com menos antecedência, o preço mínimo será uns R$ 500.

Alugamos carro (porque o pai do Cris gosta de mobilidade), e com isso conhecemos Imbassaí e Diogo. Mas é perfeitamente possível combinar algum transfer com sua pousada, ou procurar pelo Google, e passar os dias a pé. As distâncias são pequenas e, se cansar, tem os bici-táxis em que cabem 3 pessoas, a R$ 15 o trajeto. Há empresas de transfer, os preços são mais ou menos assim: R$ 180 para te levar do aeroporto até a Praia do Forte, R$ 50 para levar até Imbassaí (e mais 50 para ir te buscar), R$ 70 para Diogo.

Ficamos na Casa do Forte, uma pousada bem razoável, com diárias de R$ 350 com café da manhã no capricho. Vizinha à Casa do Forte ficava o Refúgio da Vila, pousada bem mais famosa (apesar de parecida), mas com diárias de R$ 650. O Booking diz que tem pousadinhas a partir de R$ 89.

Almoço ou jantar ficava em média uns R$ 50 por pessoa (considerando entrada, prato, poucas bebidas alcoólicas e em geral sem sobremesa), mas havia restaurantes com anúncios de PF a R$ 15.

Também havia dois supermercados relativamente grandes, onde achamos até régua pra poder recarregar toda nossa parafernália eletrônica (é raro um quarto com mais de 3 tomadas).

Ou seja, também seria possível comprar itens pra fazer lanches e gastar menos ainda com comida.

Fishwatching

Pra quem quer alternar entre a piscina do hotel e um pouco de praia, com diversas opções de onde comer e até fazer compras, o destino já seria uma maravilha. Mas pra quem gosta de natureza há um grande atrativo: o fishwatching.

Eu sei que em geral as pessoas falam mergulho ou snorkeling, mas o nosso era fishwatching. Porque não mergulhamos de cilindro, e porque também aproveitamos para observar os peixes de fora da água, nas piscinas naturais que se formam na maré baixa.

Os peixes, caranguejos, siris, ermitões e moréias que vimos com certeza não são grande coisa para quem está acostumado a mergulhar. Veja, não é um passeio pra quem costuma mergulhar em Fernando de Noronha, e sim para quem teve pouco ou nenhum contato com a vida marinha, mas que gosta de observar as belezas da natureza sem precisar de agência, guia ou agendamento.

Na praia principal, a que fica em frente ao centrinho de lojas e restaurantes, vimos muitos peixes coloridos pequenos. Algumas das minhas melhores fotos foram lá, porque eram em águas bem rasas. Mas não é um lugar apropriado para snorkeling. Eu me afundei nas poucas piscinas maiores, mas em lugares pequenos e estreitos, com uns 30 a 40cm profundidade na hora que fomos. Contribuí pra fama dos japoneses de se meterem em poses ridículas, tudo por uma foto:

Sony DSC TF-1

Sony DSC TF-1

Há uma praia muito melhor para mergulho, fica no fim da avenida principal da cidade – qualquer um sabe informar, ou basta seguir o pavimento de pedras vermelhas, e um pouco antes do final da rua você verá uma placa de madeira “Caminho pra praia”. Essa praia ficava a uns 20-25 minutos de caminhada do nosso hotel. Depois dela, havia um outro ponto bom, conhecido como Papa Gente (eta nome inspirador), mas eram mais uns 20 minutos andando, então acabamos ficando na primeira praia, linda e vazia às 6h30:

Essa história da hora é importante. Eu, que não sei nada de mar, nem tinha pensado nisso. A cada dia a hora da maré baixa é diferente. Não sei como é em outros lugares, mas na Praia do Forte isso faz muita diferença. Num dos dias decidimos não ligar pro horário, e voltamos pra praia num horário de maré alta: que decepção! Não tinha mais praia nenhuma, as ondas chegavam quase até a barreira de pedras, podíamos ver que os corais e pedras onde os peixes se concentram estavam submersos vários metros, e com ondas agitadas, não ia adiantar entrar.

Para ver a previsão aproximada das marés, digite tábua de marés e o nome da cidade. Em geral aparecem 4 horários, com metros na frente. A maré baixa será o horário diurno com menor profundidade. Considere as duas horas anteriores e as duas posteriores como o melhor período para ver os bichos.

Nos primeiros dias a maré baixa era em torno das 11h, depois cada vez mais tarde, até que na sexta era às 5h30 da manhã – não fomos, mas no sábado era às 6h10. Acordei às 5h30 e fui sozinha.

O problema de ir pro fishwatching de manhãzinha é o frio. A água ainda está fria, e nadei arrepiada até o sol subir mais, me xingando por ser tão fissurada em fotografia de natureza. Nos momentos em que as nuvens encobriam o sol, piorava muito para as fotos.

Sony DSC TF-1

Sony DSC TF-1

Os locais considerados melhores para mergulhar têm visibilidade de vários metros, o que não é o caso da Praia do Forte. Para visão e fotos perto do transparente, os peixes precisavam estar a menos de 40cm da superfície e com sol direto. Mas quem liga para visão e fotos cristalinas? Só de ver os bichos tão de perto, aquela sensação de ter o privilégio de estar passeando num aquário marinho gigante, já era uma delícia. Movendo-se devagar, tentando espiar as frestinhas e buracos (dos corais).

Muitos peixinhos bonitos. Em breve devo saber o nome pelo menos de alguns. Parece que de guia só há o do Marcelo Szpilman – Peixes Marinhos do Brasil, mas se entendi direito só tem ilustrações de umas 220 das 1.300 espécies de peixes marinhos que existem. Há uma versão para Ipad que tem 178 ilustrações. O Cris acha que talvez só mostre os peixes maiores, e não os de coral. Se descobrir, atualizo aqui.

O que você precisa para ver peixinhos bonitos na Praia do Forte?

1 – Nada. Vá num momento de maré baixa e ande, de chinelo ou papete, sobre as pedras. Se encontrar uma piscina com várias espécies, fique parado imóvel e logo os peixes que se esconderam quando você se aproximou voltam a aparecer. Caminhe devagar e com cuidado: é improvável matar algum bicho, porque eles se escondem rápido quando você se aproxima. Mas vi dois momentos em que havia perigo de você pisotear algum: uma suruba total daqueles bichinhos que ficam em conchas em forma de cone, pequenos. Havia dezenas um em cima do outro, e só depois vendo as fotos, entendi que também havia milhares de ovos, mas que não eram fáceis de ver a olho nu. E também havia lesmas do mar. E lesmas são lesmas. Em respeito aos animais, tente pisar nos locais de pedra nua, evite pisar em corais e plantas. Outro bom motivo pra andar devagar é que há muitos lugares escorregadios.

2 – Com uma máscara e um snorkel você terá o grande prazer de nadar e observar a fauna marinha. Você pode ir munido do seu, ou comprar lá (em geral, em torno de R$ 150), ou alugar. Na tal praia principal havia alguém alugando, estimo uns R$ 20 ou R$ 30 pelo aluguel. Mas você só o encontrará em dias de maré baixa a horários civis. Quando fui às 6h30 a praia estava vazia. Só alguns surfistas.

3 – Andar de chinelo sobre as pedras é difícil. O chinelo escorrega, fica preso na areia etc. O ideal é uma papete firme confortável ou, se quiser algo mais especializado, há sapatilhas feitas especialmente para andar nos corais. Eu e o Daniel compramos só no penúltimo dia, queríamos ter comprado antes. Só pensei nas sapatilhas depois de ver duas garotas usando, no dia que fui sozinha. Compramos da Fundive, que custa uns R$ 90 em locais não turísticos, R$ 138 para os manés que decidem comprar no local. No Google vi uma da SeaSub que parece servir também, por R$ 50.

Na praia mais frequentada para ver peixes, você podia andar descalço, porque havia vários trechos só de areia, mesmo na maré baixa. O calçado é para o caso de você ir para a praia perto das lojas, e se quiser observar as poças d´água na maré baixa.

Os tais manés

Os tais manés

Não esqueça de levar muito protetor solar. Camiseta de manga longa com proteção UV também vai bem. E se você não tiver cabelo curto, alguma coisa para prender o cabelo e evitar que ele flutue em frente à mascara. Eu usei um elástico grande em posição de tiara, ajudou bastante.

Para ver a soltura dos filhotes de tartaruga

Confirme com alguém do Tamar, mas um funcionário me falou que é no final de outubro, início de novembro, a época em que é possível ver os filhotes indo para o mar. No dia que fomos vimos uma tartaruga jovem que tinha passado por reabilitação sendo solta. Quer dizer, o Cris e o Daniel viram, eu fiquei irritada com aquele monte de gente me empurrando e pegando na tartaruga (que foi exibida numa caixa de plástico antes de ser colocada na areia) e fui embora antes de colocarem o bichinho na areia:

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E para fotografar peixinhos bonitos?

Este link traz comparações entre diversos modelos de câmeras à prova d´água: http://waterproof-camera-review.toptenreviews.com/v2/. O post é do início de 2014, então alguns modelos têm atualizações, pesquise antes de comprar.

A DPReview selecionou só 4 câmeras para a análise de 2014. A Panasonic Lumix TS-4 recebeu a medalha em 2013, mas a TS-5 foi considerada inferior às outras: http://www.dpreview.com/articles/4286844398/waterproof-compact-group-test-2014

Nossas câmeras foram a Panasonic Lumix TS-2 (lançada no início de 2010), e uma Sony DSC TF1 (lançada em janeiro de 2013). A Sony era mais rápida e fácil de focar, mas imagino que a Panasonic TS-5 deve ser ótima.

Se for para comprar uma nova compacta para fotos subaquáticas, estou considerando a Olympus Tough TG-3. Nos fóruns li várias reclamações sobre a TG-2, mas a TG-3 parece bem cotada, inclusive para fotos de insetos e paisagens. Talvez seja minha próxima compacta.

O Buscapé mostra várias opções de câmeras subaquáticas para comprar no Brasil: http://www.buscape.com.br/procura?id=93&kw=cameras+prova+d+agua mas não sei analisar se o fornecedor é confiável.

Dificuldades da fotografia subaquática

Achei difícil, e em alguns momentos bem difícil. Em geral os peixes ou estão se movendo, ou os que estão imóveis se você tenta aproximar a câmera, eles fogem. A água se mexe, e dependendo do local balança bastante. Mas essas são as impressões de quem usou principalmente a Lumix de 2010. O pouco tempo que usei a Sony TF1 foi um pouco mais fácil.

Essas câmeras têm regulagens automáticas, com modo de cena submarina. São do tipo só apontar e clicar. Acho que ainda não tem nenhuma que fotografe em raw também.

Enfrentamos um problema com as duas câmeras, e pelo o que andei pesquisando, sem muita esperança de solução: condensação na parte interna da lente. Ao colocar a câmera na água, a lente embaçava por dentro, e fica impossível fotografar. Levou entre uns 15 a 30 minutos pra desembaçar. O site da Nikon diz “espere desembaçar. Não caracteriza mal funcionamento da câmera”. Nos fóruns, alguém sugeriu manter a câmera durante à noite em frente ao aparelho de ar-condicionado (no caso de splits, nem sei bem como). Também falaram de à noite deixar a câmera num saco zip com sílica, com a bateria fora, e de manhã colocar a bateria de volta e fechar a tampa, mas isso antes de abrir o saquinho, manuseando o plástico. O Cris agora pensou em talvez deixá-la durante à noite imersa em água relativamente fria, e quem sabe assim ela não sofre o choque térmico. Mas até agora não parece haver uma solução definitiva, nos fóruns muita gente reclama disso, mas não surgiu nenhuma resposta porreta.

Um cuidado ao fotografar fora d´água: antes olhe pra frente da câmera e veja se não há uma gota de água na lente. Isso estragou várias fotos nossas.

Outra peça que embaça são as máscaras. Há civilizados líquidos feitos especialmente para você passar do lado interno da máscara, e não embaçar, vendidos em qualquer lojinha que também vende máscaras. E também há a boa e velha, e portátil, saliva: cuspa dentro da máscara, ou passe o dedo na língua e depois na máscara, depois passe uma água (do mar), e vai embaçar muito menos.

Para obter resultados melhores

Pelo pouco o que li, o caminho para conseguir fotos boas mesmo é partir para as caixas-estanque, ou housing. Em geral elas custam o preço do corpo da câmera, ou até 2 ou 3x o valor. Uma das opções mais comentadas atualmente é a Sony RX100 (há os modelos I, II e III). O III parece ter uma boa vantagem sobre o antecessor, mas custa US$ 800, e a housing vai de US$ 200 (de plástico, que os pros desconfiam um tanto), a uns US$ 800 – de alumínio. Além das caixas-estanque, os pros também sempre usam fontes de luz adicional, em geral estroboscópica.

(Mas aqui vai um comentário do meu Lado B: na verdade, nem admiro tanto assim as fotos cristalinas. Acho legal quando elas transmitem a sensação de profundidade ou de sedimentos).

Cuidados básicos com o equipamento

Ah, imagino que você saiba, mas não custa avisar: qualquer coisa que vai pro mar ou pra piscina com cloro precisa ser lavada com água doce logo depois de usar. Seja máscara, câmera, ou sapatilhas ou roupas de neoprene. E o neoprene precisa ser seco à sombra, e depois mantido em local arejado.

Onde comer

Refúgio da Vila – Não é preciso estar hospedado para comer lá. Recomendamos o camarão dentro do próprio coco, o bolinho de peixe, e o prime rib com risoto de alho-poró. O prime rib demora pelo menos uns 40 minutos, mas vale a pena.

Sabor da Villa – Zequinha. No final da rua principal. Ótimas moquecas e bobós. Caldinho de sururu e de camarão são bons e grandes, dá para dividir. O camarão no alho, óleo e pimenta também era muito bom.

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Tango Café – a maioria das pessoas vai pelo café ou sobremesa, mas os pratos salgados também são ótimos. Há o Tango Padaria e o Tango Café. Fomos no Café. O melhor brownie que já comemos, tanto com sorvete de creme quanto com o de chocolate meio-amargo, torta de maçã com nozes excelente. Choripan com pão crocante, cerveja bem gelada. Bife de chorizo macio e vermelhinho, ótimas batatas-fritas:

Fuji X-E1

Fuji X-E1

O Terra Brasil, número 1 do Trip Advisor é correto, mas nada especial. Porções grandes, nossa comida chegou rápido, mas não tivemos vontade de voltar.

Experimentamos o restaurante do nosso hotel (Casa do Forte). Bonzinho, mas o vizinho, o Refúgio da Vila, é bem melhor.

Há um lugar chamado Souza, famoso pelo bolinho de peixe. Esse foi o único de que realmente não gostamos. Atendimento péssimo e atrapalhado. Música alta. O bolinho de peixe do Refúgio da Vila é muito melhor. Pedimos polvo à vinagrete, depois de uns 20 minutos uma garçonete tentou entregar só um vinagrete com pão. Mais uns 20 minutos, e nada, falei pro garçom que iríamos embora, e daí o polvo chegou. Estava gostoso, bem temperado, mas a porção não era muito grande, cara para R$ 70.

A Tapiocaria da Bárbara é inconstante: numa das noites estava ótima, na outra, bem ruim. Depende do cozinheiro. Não experimentamos tapioca em outros lugares… a do café da manhã do nosso hotel era ótima.

 

No vilarejo de Diogo, restaurante Sombra da Mangueira, moqueca e casquinha de siri bem recomendadas. O Trip Advisor tem várias fotos. Não recomendamos o bolinho de peixe de lá.

Em Imbassaí o peixe frito inteiro é gostoso. Comemos duas vezes. É bem demorado, levou quase 1h pra chegar, mas estava bom. O acarajé de barraquinha não valeu a pena.

 

A impressão é de que a maioria dos restaurantes foca em moquecas, bobós, peixes fritos ou grelhados. Mas também havia pizzaria, creperia, restaurante italiano, restaurante japonês (esses dois estavam sempre vazios, não transmitiam confiança), havia um lugar para tomar vinhos e comer tapas, lanchonetes de hambúrguer, barraquinha de cachorro-quente, de brigadeiro, um lugar pequeno que anunciava tapiocas e empanadas argentinas, várias sorveterias (a melhor é do Tango Café).

Praia de Imbassaí

A uns 15 minutos de carro do vilarejo da Praia do Forte fica a Praia de Imbassaí. Fomos lá duas vezes. O mar é bravo, mas há um rio bem agradável. Cheguei a levar o snorkel, e vi vários peixes de água doce, mas a água é turva demais. O único peixe que consegui fotografar ficava na margem, numa profundidade de uns 30 cm, e quase não dá para ver. Fomos caminhando pelo riozinho e chegamos numa área de mangue, mas as mutucas nos enxotaram.

A praia tem uma grande estrutura de barraquinhas. Barraca do Santana, do Baixinho… ainda que os garçons tenham nos falado que eles estão todos unidos, que é a mesma coisa. Esse é o local do peixe frito inteiro, que demora mas vale a pena. Subimos a rampa e ficamos nas mesas da parte de cima, onde havia uma brisa maravilhosa. Muita gente preferia as mesinhas na areia, mas era um mormaço grande.

Para chegar na praia você pode pagar um barqueiro para levar você pelo rio, a R$ 2,50 por pessoa. Ou pode ir caminhando por uma trilha lateral. O barqueiro impulsiona o barco com um bastão, então vimos o pessoal que saiu a pé ultrapassar nosso barco, mas usamos o barco as duas vezes, é uma visão bonita do rio.

E o birdwatching??

Levamos as teles, mas não usamos. A rotina foi dormir tarde, acordar tarde. Amanhecia às 5h. Eu poderia sair e voltar antes dos meus amores acordarem pro café da manhã, o problema seria durar o resto do dia. Não fez muito calor, mas sabem como mormaço, calor, areia, sol e dendê favorecem a leseira. Outro motivo é que, ainda que eu me sentisse tranquila para andar com a família no centrinho às 22h30, caminhar sozinha às 6h carregando uma câmera chamativa já parecia um pouco arriscado.

O amigo Gilberto Muller foi no ano passado, e fez um post muito bacana recomendando locais para passarinhar: http://virtude-ag.com/vg-praia-do-forte-out13-gilberto-muller/

Observei vários socozinhos nas praias na maré baixa, vários carrapateiros, caracarás e urubus-de-cabeça-vermelha nas estradas. Na praia e na cidade, sabiás-da-praia (lifer, consegui uma foto horrível com uma câmera com zoom de 6x), cambacicas, pardais, corruíras, sanhaçus-cinzentos, sabiás-barranco, lavadeira-mascarada, bem-te-vi, periquito-rei, alma-de-gato, andorinhas (pareciam ser a do rio e a do campo) Uma vez vi um corrupião num jardim de um condomínio fechado.

A trilha pavimentada que levava à principal piscina de peixes tinha vários cartazes com fotos bonitas de seres marinhos e também de aves. Mas não parecia ser o melhor lugar para passarinhar. Melhor seguir as dicas do post do Gilberto. Imagens da trilha:

 

Festa do padroeiro

Por volta do dia 10 de outubro é a festa do padroeiro da Praia do Forte. Justamente São Francisco de Assis. Um pequeno inferno pra quem tem sono leve (como o Cris). Música muito alta até mais de 3h da manhã no sábado e no domingo, e até meia-noite na segunda. Não tinha o que fazer.

Apesar do perrengue com o querido São Francisco, gostamos muito do local, e esperamos voltar outras vezes.