A edição de imagens é metade do resultado de uma fotografia. Em alguns poucos casos, você fotografa e a foto está excelente, basta um recorte. Mas na maioria das vezes, sempre há o que melhorar em luz, contraste, saturação.  O Photoshop e o Lightroom são alguns dos softwares mais conhecidos. Eu uso há vários anos um chamado ACDSee. Acho simples e fácil de usar, e é bem mais barato do que os outros dois. Ressuscitei este post porque de vez em quando o ACDSee faz promoções, e é o caso: até amanhã, dia 24 de janeiro de 2013, o ACDSee Pro sai por US$ 55 em vez de US$ 99, ou por US$ 30 se você já tiver uma versão anterior e só está fazendo atualização.

Saíra-amarela – F (Tangara cayana) Burnished-buff Tanager que o ACDSee salvou de ir para a lixeira

 

  • Texto e fotos: Claudia Komesu. Neste post mantive o exif das imagens, então se quiser pode baixar e olhar a regulagem.

Há vários estilos de edição: tem quem goste de ressaltar as cores, ou de deixá-las em um tom meio onírico e irreal, tem quem goste de baixo contraste, depende de cada um.

Se você ainda não usa um bom software de edição de imagens, deveria ir atrás de um, porque ele realmente faz muita diferença na sua vida de fotógrafo. Mesmo que você se importe menos com fotografia, e sim como registro: o software de edição de imagens pode salvar o seu registro. Por exemplo, em situações em que a foto ficou escura demais.

Já ouvi algumas pessoas dizerem que não gostam de mexer na foto no computador, como se isso fosse trapaça. Acredite em mim, não é.  Diferentes equipamentos, diferentes regulagens, há vários fatores técnicos para influenciar no resultado. É uma ilusão a ideia de o arquivo que saiu da câmera é mais real. Se você errou a regulagem, ou se estava no contraluz, com certeza a foto vai ficar bem diferente do que você viu.

Algumas pessoas usam a edição de imagem para tentar tornar a foto mais parecida com o que você viu. Eu não. Sempre uso a edição de imagens para tentar tornar a foto mais bonita, dentro do que pareça real. E ainda tenho testado regulagens que deixam a foto meio irreal, mas falo disso em outro post.

O software de edição de fotos mais famoso é o Photoshop. O Lightroom também é bem falado. Quem busca algo prático e gratuito usa o Picasa. Uso um software pouco conhecido no Brasil, mas que considero muito bom: o ACDSee. Acho que soubemos dele porque o Cris leu em algum fórum de fotografia. Mais simples do que o Photoshop, muito mais barato, e com várias funcionalidades.

Revendo este post, vejo que eu teria exemplos melhores de edição, mas como a promoção do ACDSee só vai até amanhã, vou postar agora assim, depois troco os exemplos. O ACDSee está com uma boa ferramenta de redução de ruído, tanto de uso simples, como aquela em que você pode escolher a área em que vai aplicar.

Há duas versões do ACDSee, a home e a pro. Uso a pro. Há diversos recursos, mas vou descrever os que mais uso. Os outros programas profissionais com certeza têm recursos similares

– Lighting: controle de shadows and highlights (luz e sombras). Com ele você pode clarear ou escurecer os tons. Eliminar neblina, salvar foto que ficou escura demais, fazer com que uma foto fique com uma luz mais bonita, consertar uma foto que ficou meio lavada (é o principal defeito que vejo na maioria das fotos de aves). É o recurso que mais uso.

– Advanced colors: para aquecer as cores e deixar a foto mais bonita. Com o controle avançado, você pode controlar por cores. Assim, se você sobe a barra geral, mas se a flor vermelha ficou artificial, é só baixar o vermelho.

– Sharpen: resolve leves tremidos, ou aguça as penas quando a ave estava longe.

– Noise: remoção do noise (ruído) de fundo (aquela sensação de pontinhos no fundo. Ele embaça. Dá uma leve embaçada na ave também, mas se a ave estava com definição boa, é uma mudança muito sutil). Agora há uma ferramenta em que você marca a área que quer aplicar a redução de ruído, mas ainda não testei.

– Crop: o recorte na foto. Qualquer software tem isso, e muita gente não usa, ou usa de forma descuidada. Essa ferramenta simples muda muito a percepção sobre a foto. Coloquei um exemplo simplório, do tucano-de-bico-preto, mas pense que serve para qualquer imagem, tanto para compor uma imagem mais agradável, como para tirar da cena galhos e folhas desfocadas, áreas estouradas ou feias. Na escolha da composição, procuro usar as regras de terços e deixar a ave em um dos cantos, porque geralmente me agrada mais do que no centro. Também ajuda a criar uma sensação de espaço para a ave. Quando a foto está fechada demais só sobre a ave, acho meio sufocante.

– Rotate: rotacionar, para consertar fotos tortas, ou que passam a sensação de estarem tortas.

– Batch: nem todo mundo precisa disso, mas o ACDSee 5 também me permite executar ações por lote: seleciono um monte de imagens e posso redimensionar o tamanho, renomear, alterar os dpi, colocar uma marca d´água. Faço isso com todas as fotos da Virtude antes de postar. Imagine se tivesse que ser uma por uma.

O ACDSee também permite um free trial.

Você pode usar outros softwares de edição. Com certeza o Photoshop e o Lightroom têm muitos recursos, talvez até mais. Mas a única recomendação é que você use, porque ajuda muito a conseguir fotos melhores e, assim, curtir mais suas fotos também.

Tudo que descrevi é em jpg. Passei muito tempo com um notebook que não tinha capacidade para processar raw, e agora que troquei, ainda não acostumei a trabalhar em raw. Mas ando bem satisfeita com os resultados dos jpgs, até em impressões de tamanho médio.

 

Exemplos das alterações que o ACDSee pode fazer

O pinto-do-mato-carijó Myrmornis torquata registrado em Carajás, dezembro de 2011. Até nossa viagem não havia registro no Wiki feito no Brasil. Numa das fotos o flash bateu fraco, essa escuridão abaixo. Mas se eu tivesse só essa imagem, já daria como registro, após clarear no lighting. (Mas tive sorte, e consegui uma com flash, a terceira imagem). ATENÇÃO: a terceira imagem é um arquivo diferente das duas primeiras.


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Imagem original da saíra-amarela que abre o post. Felizmente, neblina não é problema para o ACDSee.

Saíra-amarela – F (Tangara cayana) Burnished-buff Tanager que o ACDSee salvou de ir para a lixeira

 

Jovem tangará. Quando a foto original saiu escura demais, é bem difícil ela ficar boa (eu pelo menos não consigo. Os pros no Photoshop mexendo no raw com certeza conseguiriam resultado melhor). Mas já melhora bastante.


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O famoso pardal, também no Parque Villa-Lobos. Na contraluz.

 

Pintassilgos (F)

 

O beija-flor-tesoura, na escuridão do modo automático, e depois com correção.


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Fotos lavadas, um problema muito comum. Beija-flor-rubi (F). Basta usar o controle de luz ou de exposição, e melhoram bastante.

 

Tucano-de-bico-preto: imagem original, exemplo de um recorte ruim, e depois um outro mais harmonioso. Sempre faça o recorte com carinho, você pode valorizar bastante sua imagem.