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Você é um gestor de parque a favor da divulgação da natureza.

Sabe que fotos e compartilhamento são essenciais para divulgar um local, sabe que os fotógrafos fazem um grande trabalho voluntário, gratuito e de boa vontade em divulgar os locais. Mas ao mesmo tempo precisa cumprir o regulamento que exige autorização prévia e pagamento de taxa no caso de fotografia comercial, e por isso tem orientado seus seguranças a barrarem qualquer pessoa com câmera grande, ou câmera e tripé, porque acha que só profissionais podem ter esse tipo de equipamento.

Talvez você não passe orientações explícitas, mas também não tem sem preocupado em dizer a seus funcionários, especialmente aos seguranças, que hoje a fotografia é fundamental a qualquer atividade turística, e que os fotógrafos de natureza são bem-vindos, porque eles estão divulgando o parque, ajudando a aumentar a visitação e valorização do local. Talvez você nem ache que fotos e divulgação em redes sociais seja tão importante, mas você é um gestor de um parque subordinado à Fundação Florestal, e agora há essa nova portaria, a tal FF/DE 236/2016, publicada no Diário Oficial dia 2 de março de 2016, que diz que a observação de aves, fotografia e divulgação são atividades importantes, que devem ser incentivadas.

O que fazer? Como cumprir a lei que exige controle da  atividade comercial, como cumprir a portaria que diz que a observação de aves (que inclui fotografia de aves) é permitida e bem-vinda?? Como discernir fotógrafos de natureza de fotógrafos de book?? Como evitar um ataque de angry birdwatchers, essas criaturinhas capazes de se mobilizar por WhatsApp ou Facebook e fazer chover reclamações na Ouvidoria em poucos minutos?

Seus problemas acabaram!

Montamos uma apresentação, com fotos, que mostra como é fácil identificar um fotógrafo de natureza. Enviamos essa apresentação para nossos contatos da Fundação Florestal, e talvez você a veja em algum treinamento. Se ainda assim tiver qualquer dúvida, pode entrar em contato com claudia.komesu@gmail. com, tietta.pivatto@gmail.com, fernandoazul@gmail.com, ou entrar no grupo (Não) É proibido fotografar, do Facebook. Teremos prazer em ajudar.

As imagens abaixo facilitam o entendimento, mas o resumo é:

  • não avalie a pessoa pelo tamanho da câmera. Um celular pode fazer fotos comerciais, e muitos amadores possuem câmeras grandes e tripés ou monopés. Tamanho não é documento.
  • um fotógrafo que está fazendo um trabalho publicitário-comercial sempre estará fotografando um modelo. Seja pessoas, ou um objeto, um carro – alguma coisa externa ao parque. Não é sempre, mas é comum esse fotógrafo ter outras pessoas em volta que são os assistentes, às vezes com rebatedores de luz, objetos do cenário.
  • um fotógrafo de natureza estará apontando a câmera pra árvores, céu, chão. Em geral carrega no máximo uma mochila. Se estiver acompanhado, o mais comum é que as outras pessoas também estejam com câmeras, ou binóculo, ou um livro na mão (um guia de de campo).
  • se ainda assim ficar com dúvida, aproxime-se, sorria, pergunte se a pessoa está fotografando natureza. Se por algum motivo você achar que a pessoa está mentindo (espero que uma situação dessas seja muito rara, mas entendemos que o funcionário tem uma obrigação), peça para ver umas fotos. O fotógrafo de natureza apertará um botão da câmera e mostrará fotos de árvores, flores, aves. Se ele for fotógrafo de book o conteúdo do cartão será outro.
  • pedimos desculpas se por alguns meses vocês ainda toparem com gente ressabiada, capaz de começar a gravar com o celular no caso de um segurança se aproximar. Mas é que há anos temos sido injustamente proibidos de fotografar. Pra piorar a situação, umas semanas antes da publicação da Portaria 236 o gestor de um dos parques em que as proibições eram mais frequentes disse que elas nunca aconteceram, e também houve grande divergência do que os observadores de aves narraram sobre as abordagens, e sobre o que o gestor disse que aconteceu. Estamos num período de transição de nos sentir desconfiados, talvez até precisando nos resguardar.
  • sabemos como é fácil ter falhas de comunicação internas, e gostaríamos que a Portaria 236 tivesse deixado claro que câmera grande e tripé não são os elementos que identificam o fotógrafo profissional. Porque no caso da abordagem do segurança que não passou pelo treinamento, bastaria mostrarmos a portaria, e nunca haveria conflito. Mas vamos buscar alguma outra forma de documento oficial, para evitar problemas caso haja funcionários desinformados.
  • qualquer dúvida, sugestão, ou reclamação, estamos à disposição para o diálogo.

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