Passarinhando no Central Park – NY – EUA. Qualquer grande cidade sempre tem parques urbanos excelentes

  • Texto e fotos: Claudia Komesu, com Nikon D750, Nikkor 300 f4 VR e Nikkor 105 f2.8
  • Viagem de férias com a família em que você escapa de manhã pra passarinhar

É preciso dizer logo de cara: minha opinião sobre os Estados Unidos não é isenta, eu adoro esse país. Fui pra lá oito vezes (principalmente depois que descobrimos as passagens baratas pra Costa Oeste, com escala no México ou Panamá. Já encontramos passagens pra São Francisco por US$ 500 ida e volta), e todas as nossas viagens foram ótimas. Barato, seguro, tranquilo, descomplicado, eficiente, muitas ofertas de hospedagem e alimentação, parques com estrutura e sem nenhuma loucura de guardinhas dizendo que você não pode fotografar.

Mentiras de Dória no Roda Viva – Só o Brasil é neurótico com essa história de controlar fotografia de natureza

Diferente do que Dória falou no Roda Viva em nov/16, você não é proibido de fotografar natureza no Central Park. Pergunte pra qualquer um que já foi, ou pra algum amigo ou conhecido que mora em Nova York. Eu já passarinhei lá em 2010, 2012 e agora em 2017. Aliás, em 2010, peguei um período de migração (maio), e provavelmente havia mais birdwatchers e fotógrafos de aves no Central Park do que em qualquer parque nacional brasileiro… só no canto onde eu estava, o The Ramble, contei mais de 50 pessoas com binóculos e/ou câmeras, inclusive gente que levou banquinho, montou o tripé em frente a um dos alagados, e ficou fotografando as aves que apareciam. As pessoas sorriam uns pros outros, se cumprimentavam. Eu estava sozinha, mas logo um birdwatcher puxou conversa, eu estava com um folheto e ele foi me mostrando que espécies já tinham aparecido.

Fora da época da migração (maio e setembro-outubro) o Central Park não faz todo esse sucesso com birdwatchers, ainda que haja passeios guiados regulares nos fins de semana, inclusive com uso de playback.

Em 2017 fui num mês de julho. Não há muita diversidade de espécies, mas pra slowbirdwatchers sempre há diversão. Chegava umas 7h30 e ficava até umas 10h – o clássico período em que as pessoas normais de férias preferem ficar na cama. Fui lá seis manhãs. Além das aves comuns, consegui fotos macro de insetos, aranhas, uma lesma, algumas imagens de plantas depois da chuva, esquilos, uma tartaruga, um Brown Rat e um camundongo.

Lista das aves: American Robin (Turdus migratorius), Northern Cardinal (Cardinalis cardinalis), European Starling (Sturnus vulgaris), Canada Goose (Branta Canadensis), Blue Jay (Cyanocitta cristata), Black-crowned Night-Heron (Nycticorax nycticorax), Common Grackle (Quiscalus quiscula), Pardal (Passer domesticus), Red-winged Blackbird (Agelaius phoeniceus), Tufted Titmouse (Baeolophus bicolor), Northern Flicker (Colaptes auratus), House Finch (Haemorhous mexicanus).

Fotografei só no The Ramble, que é uma região com mata mais fechada e áreas alagadas que fica próxima do hotel onde costumamos ficar hospedados, o The Milburn. http://www.milburnhotel.com/pt, um hotel velho, mas com uma ótima relação custo benefício, e que aceita receber nossas compras da Amazon.

A gente descobriu que o Central Park é um bom lugar pra passarinhar em 2010, graças a um livro de Cal Vornberger, o Birds of Central Park. Foi graças a essa experiência e que passei a valorizar parques urbanos como bons lugares pra passarinhar. Quando fomos pra Las Vegas em 2014 aproveitei bastante os parques urbanos http://virtude-ag.com/birdwatching-las-vegas-eua-nov14-por-claudia-komesu/, e também passarinhei nos parques de São Paulo: http://virtude-ag.com/passeios-birdwatching-em-parques-da-cidade-de-sao-paulo-out15-por-claudia-komesu/

 

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