Torres-del-Paine_01
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Criei no Facebook um grupo chamado “Fotografia de natureza, com amor”, e reuni pessoas interessadas em conversar sobre aspectos conceituais, criativos e motivacionais da fotografia de natureza. https://www.facebook.com/groups/297314377360599/?ref=bookmarks

Não há uma pauta específica. Conversamos sobre técnicas, experimentos, fotógrafos favoritos, inspirações estéticas. Só pedi para não ser um grupo que publica fotos pra trocar elogios, e sim que as fotos tenham algum objetivo, algo pras pessoas aprenderem ou conversarem sobre, e também pedi pra não ser um grupo focado em análise técnica.

Se você se identifica, se inscreva. Caso eu demore pra responder, me mande uma mensagem no Facebook ou pro email claudia.komesu@gmail.com dizendo que você leu o post no Virtude e quer participar do grupo. Tenho vetado a participação de pessoas que parecem não ter relação com fotografia de natureza.

Este post é um dos assuntos que temos conversado no grupo

A importância das companhias certas e a reedição de fotos

  • Texto e fotos: Claudia Komesu com Nikon D50 e lentes diversas (Nikkor 18-70, Tamron 11-18, Sigma 100-300). Viagem feita em fev/2007.
  • Fotos selecionadas para ilustrar o tema da influência (não apenas do equipamento) mas das companhias.

Na minha timeline publiquei algumas fotos de uma viagem pra Patagônia com o Cris, em nov/2005. Tem várias fotos bonitas, ainda mais se você levar em conta que foram feitas 12 anos atrás, com uma compacta de 5MP. (Fizemos duas viagens pra Patagônia, a primeira em 2005, e depois uma em 2007. As fotos deste post são da viagem de 2007).

O álbum faz parte de uma conversa com a Marli Franceschetti, e falei pra ela que a viagem de 2005 foi uma das minhas primeiras viagens pra fotografar, eu não era birdwatcher, me recusava a madrugar, e não sabia nada de fotografia.

Mas depois pensei que não é verdade.

Foi uma das primeiras viagens de fotografia de natureza, e eu sabia pouco. Mas comecei a fotografar com uma vantagem enorme: eu tinha o Cris. Estava namorando alguém que é apaixonado por fotografia desde a adolescência, que sabe muito e já tinha feito vários workshops com o Araquém Alcântara.

O Cris escolheu minha câmera. Era uma compacta de 5MP, mas pense que 12 anos atrás as melhores câmeras digitais tinham 8MP. E a minha de 5MP tinha lente Leica e zoom de 12x.

O Cris escolhia os lugares pra gente passear. Não que eu não pudesse escolher, mas ele sempre tem ideias melhores. Então uma das nossas primeiras viagens foi pra El Chaltén, Glaciar Perito Moreno, Torres del Paine, que são alguns dos lugares mais cênicos do planeta.

Comecei com uma câmera boa, indo pra lugares incríveis, na companhia de alguém que entendia de fotografia. Não posso dizer que tudo que eu sei tecnicamente aprendi com o Cris, porque a verdade é que eu sou uma lástima tecnicamente, funciono por tentativa e erro e sou capaz de ficar enferrujada se passo meses sem fotografar num tipo de ambiente. Mas além de todas as mamatas de começar a fotografar com o Cris, tem uma imbatível: ver o que a pessoa acha que vale a pena parar pra fotografar.

Estou reeditando todas as minhas fotos, e de muitas eu não lembrava. Lembro da maioria das imagens de bichos, mas as de paisagem… provavelmente a maioria das fotos lindas de paisagem que tenho hoje, das duas viagens pra Torres del Paine, só tenho porque estava com o Cris, ele parou pra fotografar, e eu fotografei também.

Pra terem uma ideia da gravidade da situação, nenhuma das fotos deste álbum estava editada. Elas são da viagem de 2007, eu já tinha uma Nikon D50, o Cris tinha uma D200, e usávamos várias lentes. Sigma 100-300, Nikkor 18-70, Tamron 11-18 (mais mamatas – poder ter várias lentes logo no começo). Hoje olho pra elas e acho ótimas, mas em 2007 elas passaram batido, eram desinteressantes. Fundo branco. Bicho de costas. Cenário sem graça. Sem bichos. Como nosso olhar muda.

Nunca participei de um workshop de fotografia, mas imagino que um dos maiores aprendizados é ver o que seu professor acha que vale a pena fotografar. Andréa Soares Pires gosta do Araquém, não? Ele fez um workshop na Trilha dos Tucanos, em Tapiraí. Perguntei pro dono de lá, o Marco, como tinha sido, ele contou que tinha muito bate-papo, Araquém conversava bastante com a turma, e que eles tinham ficado um tempão parados em frente a uma bromélia, esperando o beija-flor voltar. Eu vi a bromélia, estava realmente bonita, e faz parte da essência da fotografia profissional: preparação, paciência, dedicação.

Talvez eu vença minha misantropia e no verão procure pessoas entendidas em fotografia macro para ver como elas fotografam, como elas olham pra mata, como elas fazem pra achar mais insetos, caracóis, planárias, e como elas se posicionam, como elas enquadram. Ter a companhia de gente que é entendido em algum assunto é uma ótima forma de aprender.

 

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