Conheça um pouco mais sobre os beija-flores, essas aves fantásticas, exclusividade do continente americano. Como atraí-los, e cuidados com a manutenção dos bebedouros.

O beija-flor-tesoura é comum em bebedouros, inclusive dentro das cidades.

 

  • Texto: Daiane R. Barros.
    Coordenadoria de Agricultura e Meio Ambiente de Vista Alegre do Alto
  • Contato: daianebarros159@hotmail.com
  • Originalmente publicado no site da Prefeitura de Vista Alegre do Alto em 18/05/2012

Esta semana vamos, das fantásticas aves de rapina para os impressionantes beija-flores. Essas avezinhas de aparência tão fabulosa trazem movimento e beleza singular aos nossos jardins, não é à toa que criamos atrativos, como bebedouro e cultivamos flores para recebê-los e atraí-los.

Famosos por possuírem uma habilidade de voo incrível e conseguirem pairar no ar, voar em todas as direções, com um bater de asas que pode chegar até 80 vezes por segundo em algumas espécies, (quanto menor a espécie mais curta a asa e maior a freqüência do bater de asas).

Dentre as aves, é a que possui o maior coração em relação ao seu tamanho, o grande ornitólogo H. Sick relata em sua obra Ornitologia Brasileira que um beija-flor em voo movimenta o sangue 100 vezes mais rápido que o ser humano.

Curiosidade: Os beija-flores estão entre as pouquíssimas aves que têm a capacidade de hibernar, eles caem num sono profundo durante o frio, isto é uma adaptação para sobreviver a quedas bruscas de temperatura. Uma das espécies encontradas em Vista Alegre do Alto é o pequenino: Amazilia versicolor – beija-flor-de-banda-branca. Medindo 8,5 centímetros, ele pode ser facilmente visto freqüentando bebedouros e flores em jardins ou áreas verdes.

Alimentação: Assim como todos os beija-flores, são aves da família Trochilidae, eles possuem bico e língua adaptados para se alimentarem de néctar e complementam sua alimentação com pequenos insetos.

São espécies fundamentais para perpetuação de algumas espécies de planta, agindo como polinizador. Estudos indicam que plantas como a Salvia patens (Sávia), entre outras podem ter co-evolução com beija-flores, ou seja, dependem deles para serem polinizadas e se reproduzirem.

Perigos urbanos: É muito comum e agradável ver estas aves nos visitando, para isso usam-se os bebedouros a fim de atraí-los, porem cuidados com a manutenção e limpeza de fontes de alimentos, são fundamentais para saúde dos beija-flores. Quando mal higienizados os bebedouros podem acumular resíduos que causam fungos na língua dos beija-flores podendo levá-lo a morte.

 

Agradecimentos: Ao Ednei Roberto Borelli , pela força e ajuda de sempre .

Referências

  • Sick, H. 1997. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira
  • Sigrist,T. Guia de Campo Aves do Brasil Central. Avis Brasilis, 2007

 


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